Parem tudo, deixem lá por uns minutos a novela da TVI, façam uma pausa nos matrecos, desviem por uns instantes o olhar do futebol, adiem por momentos a conversa sobre a poda das cerejeiras, porque o momento é solene: Anuncio que o Pedaços de Alcongosta foi vendido, ou vendeu-se, ou prepara-se para o fazer, tanto faz.
Tenho recebido insistentemente essa informação nos últimos dias nos comentários e agradeço desde já a quem alertou para esta possibilidade de negócio. A distracção impediu-me de dar conta disso. Entre exercícios do nosso mais puro vernáculo, caracteres fátuos, observações aparentemente aleivosas e demonstrações de, digamos, um civismo muito alternativo, que apenas por mero despotismo não são publicadas, chegou a boa nova. Curiosamente de mais que uma proveniência.
Ao que consta, não se trata apenas de um investidor, já que delegados das duas pretensas “firmas” interessadas alertaram aqui o Conselho de Administração do blogue para as intenções de aquisição por parte da concorrência.
Pois bem, meus caros, o Pedaços de Alcongosta, qual meretriz a ansiar pelo vil metal, informa que é tudo uma questão de números. E mais, avisa que o negócio não está fechado com nenhuma das partes, como os interessados parecem estar em crer. Podem fazer chegar as vossas propostas em carta fechada. Atempadamente serão notificados da hora e local onde devem comparecer para abrir os envelopes.
Devo recomendar desde já que não se inibam na hora de acrescentar zeros à direita dos outros dígitos. Será que as filiais em causa têm capacidade financeira para a operação, ou terão de recorrer às sedes da São Caetano à Lapa e do Largo do Rato?
Com a parte que me cabe resultante da alienação, confidencio-vos que penso ligar ao tio Abramovich para saber onde encomendou o seu mais recente iate, de forma a comprar um semelhante, e tenciono adquirir os direitos de imagem do dedo mindinho do pé direito do Cristiano Ronaldo. Conto dessa forma poder viver tranquilamente dos rendimentos o resto da vida.