Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja

Boneco de neve no ringue
A fazer sku em frente ao café do Meias
Sku junto à escola
A nossa escola primária coberta de branco
Passeio à serra
Pista de sku

Com a neve em cima
Porta da igreja
Manto branco
Uma perspectiva de Alcongosta pintada de branco

Já começaram a chegar ao mail fotos do nevão de ontem, que hoje continua a dificultar a circulação. Estas são da Ana Cláudia, que simpaticamente partilhou com todos nós. Quem tem mais?


10 janeiro 2010

Todo o dia a nevar


Hoje acordámos com um grande nevão e em todo o dia ainda não parou de nevar em Alcongosta. A malta tem aproveitado o dia para fazer sku e outras variações muito alternativas para deslizar na neve. A descida junto à fonte tem sido um local privilegiado para descidas radicais, como outros locais da nossa freguesia.

Quem tem fotos do nevão de hoje, para partilharmos com quem não está cá para ver? Enviem para pedacosdealcongosta@gmail.com. Estas duas são da Piti.


Chama-se Miguel o mais novo alcongostense, nascido ontem. É filho da Paula Charro e vai residir em Alcongosta. Felicidades aos pais e ao pequeno Miguel.

É sempre bom ter este tipo de notícia. Felizmente, em breve esperamos dar mais boas novas destas.


Um grande número de visitantes passa no próximo sábado por Alcongosta, durante a Montaria da Casa do Pessoal da RTP, que tem lugar no Fundão.

Está prevista a participação de 325 caçadores, que trazem familiares e amigos. Muitos vão visitar Castelo Novo, Alpedrinha e Alcongosta, no programa paralelo à caça ao javali.

Não sei o que está previsto, mas é uma oportunidade de mostrar o que temos por cá, de preferência de forma concertada e organizada. É certo que não estamos na época dos nossos melhores cartazes: a cereja ou as cerejeiras em flor. Já não é altura de castanhas. Mas temos a cestaria e o esparto todo o ano.

No caso da cestaria, acredito que pode suscitar grande curiosidade ver trabalhar a verga de castanho na oficina. Melhor ainda seria terem a possibilidade de observar como se chega a essa fase. É certo que há placas em alguns locais a explicar como se faz, só que não é a mesma coisa.

A minha sugestão é que a Junta de Freguesia contacte a organização (provavelmente já o fez), se informe sobre a hora prevista de chegada e combine com os cesteiros vários cenários a visitar. Por exemplo, ter alguém a explicar como se cortam as varas, porque têm de ficar enterradas algum tempo e submersas em água. Depois combinar para que nessa hora um ou dois cesteiros estejam a refogar, para que se possa ver como se descascam as varas. Só de seguida se encaminhariam para as oficinas. Tudo isto pode ser feito num curto período de tempo, desde que devidamente combinado.

Claro que é também uma oportunidade para falar da paisagem que temos para oferecer quando as cerejeiras estão em flor, das nossas cerejas e, claro, da imperdível Festa da Cereja. Já que vamos receber a visita de tanta gente, convém fazê-lo o melhor possível. Já agora, na própria Festa da Cereja também não seria má ideia ter este programa complementar para dar a conhecer a face mais oculta do nosso artesanato, tão característico.


30 dezembro 2009

Outro pedaço de Alcongosta

29 dezembro 2009

Pedaço de Alcongosta

Se já não se recordam, aí fica a imagem do presépio do ano passado, igualmente original, como é hábito por cá. Em vez de pinhas foi feito com aparos provenientes das oficinas dos nossos cesteiros.
Para quem não sabe, os aparos são o desperdício das oficinas, o que resulta das varas trabalhadas. São excelentes, por exemplo, para acender a lareira. Mas funcionam também como tapete nas oficinas, muitas delas em terra batida.


Quando parece que não é possível superar ou igualar o que foi feito, o presépio de Alcongosta consegue sempre surpreender. São possivelmente os presépios mais criativos que já vi, e todos os anos se consegue fazer algo diferente, apelativo, invulgar e, destaco, com elementos do nosso universo local. O que valoriza ainda mais o trabalho.

As figuras já surgiram em granito integral, a matéria de onde se ergue a nossa serra da Gardunha; o ano passado eram feitas em aparos, a fazer lembrar essa actividade tão enraizada em Alcongosta, a cestaria. Desta vez a escolha recaiu nas pinhas, o material mais proeminente. Mas lá estão também os aparos, a revestir o chão, e a estrela feita em esparto, outra forma de artesanato ancestral na nossa terra.

Vale a pena passarem pela Terra da Cereja se querem ver um presépio que foge à vulgaridade, ano após ano. Parabéns a quem o montou, à porta da igreja, e a quem teve a original ideia.

25 dezembro 2009

Festa de Natal do Clube 2000

Foto tirada há nove anos na festa de Natal do Clube Académico de Alcongosta, após a habitual distribuição de prendas aos filhos dos sócios. Actualmente esse costume perdeu-se.
É possível ver na imagem o Rogério, Fábio, André, Cabeças ou o Zé.

24 dezembro 2009

Dia de Madeiro

Hoje é dia de Madeiro, esta tradição tão beirã a que estamos acostumados. Madeiro, sinónimo de fogueira de grandes dimensões, feita maioritariamente com raízes de árvores, onde se canta, se assam uns frangos e umas febras e junto à qual se bebem uns copos, num habitual convívio que se prolonga noite fora, muitas vezes até de manhã.

Alguém tem fotos de momentos passados no Madeiro?

23 dezembro 2009

Madeiro está à porta


Está a chegar o dia do Madeiro. Esperemos que mais gente se mobilize para o ir buscar e cada um interiorize que se todos ajudarem custa menos e estão a contribuir para preservar esta nossa tradição.

É certo que, ao contrário das outras localidades, em que os cepos se vão juntando com antecedência, aos poucos ou num dia previamente estipulado para essa tarefa, em Alcongosta o Madeiro apenas é trazido poucas horas antes de ser aceso. E isso pode ser limitador, porque restringe a disponibilidade à tarde do dia 24. Claro que o facto de ser no Largo da Praça não dá muita margem de manobra para que seja diferente. Em todo o caso, como acontece todos os anos, desde que haja vontade tudo se faz.

Fica ainda uma sugestão: E se a Junta de Freguesia se envolvesse na missão de reunir os cepos para o Madeiro através de um evento anual que trouxesse as pessoas para a rua, com animação, como acontece em outras terras, para garantir que um dia não cheguemos à Praça e não tenhamos lá a fogueira?


Por ser cada vez mais comum estas notícias ganham cada vez mais relevo. Na semana passada Alcongosta ganhou mais um residente, com o nascimento do filho do Américo e da Alexandra.


É inaugurada na próxima segunda-feira, 21, às 18h, no Museu Arqueológico do Fundão, uma exposição que aborda o Ensino na época do Estado Novo e ainda foca a economia rural e os equipamentos comunitários em Vale do Urso, anexa do Souto da Casa. A mostra fica patente até Fevereiro.

Amanhã, sexta, 18, na Moagem, "Desgraça", de Steve Jacobs. O filme sul-africano, com John Malkovich e a duração de 120 minutos, é exibido às 21h30.

David Lurie (John Malkovich) é um professor de poesia romântica, divorciado, na África do Sul pós apartheid. Os seus dias dividem-se entre as visitas a Soraya, uma call girl da Malásia e a preocupação com a segurança da sua filha lésbica Lucy (Jessica Haines), que vive numa quinta distante. David, como homem privilegiado, abusa da sua posição académica e envolve-se com uma estudante, Melanie Isaacs. David é forçado a demitir-se devido a um inquérito, realizado pela universidade, em que ele não se defende. Vai para a quinta de Lucy, onde Petrus (Eriq Ebouaney), um trabalhador negro, a ajuda. David trata das flores e, para agradar Lucy, voluntaria-se para uma clínica veterinária. Quando três negros desconhecidos atacam violentamente David e violam Lucy, Petrus não está presente e David não a consegue defender. Imediatamente suspeita de Petrus... A solução radical de Lucy face à sua gravidez é ficar com o bebé e partilhar a sua terra com Petrus, em troca da sua protecção. David é levado ao limite como pai e como homem...

Baseado no livro com o mesmo título da autoria do escritor J.M. Coetzee (Prénio Nobel em 2003). Esta obra venceu o Prémio Booker em 1999 e foi publicada em 2000 em Portugal pela Dom Quixote.

A senhora Leopoldina Grancha e a senhora Graça Borrega, na altura ambas residentes no Cimo do Povo, foram as duas primeiras mulheres de Alcongosta a tirar a carta de condução e a andar por aí ao volante. Não de automóveis, mas de camionetas onde transportavam a fruta.

Estamos a falar de há algumas décadas atrás, não sei precisar, num tempo em que não era nada vulgar as mulheres conduzirem. Muito menos pesados.

Durante anos e anos circularam por aí, até muito recentemente, quando já qualquer mulher tirava a carta e já não punham ninguém a olhar. Actualmente, por motivos de saúde, penso que já nenhuma delas conduz. Pelo menos não tenho visto.

Alguém sabe mais pormenores? Alguém sabe exactamente quando tiraram a carta ou alguma curiosidade relacionada com o assunto?

14 dezembro 2009

A bater o dente até quarta






O frio de rachar que hoje se faz sentir, com temperaturas negativas, vai prolongar-se até quarta-feira, dia para o qual as previsões meteorológicas apontam para queda de neve acima dos 400 metros. Em cotas bem baixas, portanto.

Preparem-se. Depois de todo este frio Alcongosta, localizada a uma altitude de 700 metros, deve voltar a ficar coberta de neve. A boa notícia é que com a neve vem também menos frio. Na Serra da Gardunha prevê-se um nevão em condições, tendo em conta que se encontra a 1224 metros de altitude.

Por cá já estamos mais ou menos habituados a alguns períodos de frio, mas desta vez há a informação de que quase todo o país vai ficar com temperaturas negativas, devido a uma massa de ar frio e seco. As autoridades alertam para os cuidados com o arejamento dos locais com lareiras e braseiras, devido à libertação de dióxido de carbono, para a atenção redobrada na estrada, por causa da eventual formação de gelo e também para o vestuário. Devem-se usar várias peças e pouco justas.

As fotos acima são dos nevões caídos o ano passado em Alcongosta.

Público,Diário de Notícias, Jornal de Notícias.


Como aconteceu no ano passado há pinheiros à disposição em Alcongosta, já cortados, para quem os queira levar para fazer a árvore de Natal. Segundo a explicação que é dada eles seriam cortados de qualquer forma por causa do desbaste da floresta.

Quem quiser ter um pinheiro natural no Natal pode vir buscá-lo nos três locais onde estão prontos a levar, gratuitamente: junto ao ringue, em frente à igreja e no Cimo do Povo.



Caso passem pelo Porto até 20 de Dezembro têm a oportunidade de ver a peça "Otelo", que está em cena no palco do Teatro do Bolhão. António Capelo é o protagonista da encenação onde também participa Pedro Fiúza, natural de Alcongosta.


Mais uma vez, como acontece todos os anos, os vasos que as pessoas da nossa terra têm à porta voltaram a ser roubados e postos em frente à igreja.


Tal como no ano passado, uma tradição cumprida à chuva. Desta vez não vi nem tenho imagens. A foto é do ano passado, também em Dezembro, embora no passado tenha a impressão de os vasos serem roubados por altura dos santos populares.

Ainda uma palavra de agradecimento ao Fábio Cenoura, que deixou aqui a informação.


Até 13 de Dezembro está em cena na Moagem a peça "Cozinheiros", às 21h30, de terça e domingo. É o mais recente trabalho da Estação Teatral da Beira Interior (ESTE).



Retirado do Blog do Katano podemos ver imagens da arruada da restauração, que acontece todos os anos à meia-noite do dia 1 de Dezembro. A marcha é habitualmente conhecido por "encorrer os espanhóis", numa alusão ao fim do domínio da dinastia filipina que durante 60 anos governou Portugal. A arruada propriamente dita começa aos 4 minutos e meio do vídeo.


Hoje, quando começarem a soar as badaladas à meia-noite, o Fundão volta a lembrar a Restauração da Independência, ocorrida em 1640, com uma peculiar tradição: uma arruada que tem início exactamente à meia-noite do dia 1 de Dezembro.

O ponto de encontro é em frente à Câmara Municipal. Depois, na companhia de uma banda filarmónica, percorrem-se as ruas a cantar o Hino da Restauração.



Portugueses, celebremos
O dia da Redenção.
Em que valentes Guerreiros
Nos deram, livre, a Nação.

A Fé dos Campos d’Ourique,
Coragem deu, e Valor,
aos Famosos de Quarenta,
que lutaram com Ardor.

P’rá frente! P’rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.

Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante, Mocidade de Portugal!


29 novembro 2009

Está a nevar na Gardunha

O frio intenso que se fez sentir hoje durante todo o dia já fazia adivinhar. Até porque durante a tarde, em Alcongosta, a chuva já vinha misturada com neve. E ela acabou por cair.

O Fábio "cenoura" informa que ao início da noite estava a nevar na serra e que na zona do Posto de Vigia já estava com uns 5 centímetros de altura.

É pena não haver fotos. Fica aí uma imagem captada mais ou menos por esta altura, no ano passado.


O Andarilho andou por Alcongosta e achou curiosa a forma como o ti Zé Henriques transporta as varas do refogadouro para a oficina, no casal da Ponte. Em baixo está o nosso cesteiro sentado na mula, onde molda as varas que depois usa para fazer os cestos.


26 novembro 2009

Primeiro jogo no pavilhão



Há dias postámos aqui a foto do Pavilhão Municipal do Fundão, ainda em construção, com uma referência ao facto de ter demorado uma eternidade a ser concluído. Agora chegam imagens da inauguração do dito pavilhão, não sei exactamente com que jogo, mas penso que tenha sido com a presença da selecção nacional de basquetebol. Alguém se lembra com mais exactidão?

25 novembro 2009

Os Casais de Alcongosta

Nas Inquirições dionisinas de 1314 Alcongosta já era citada, com a grafia Aldeya de Congosta. Este é, de resto, o primeiro diploma conhecido a fazer referência ao topónimo, o que denota a antiguidade da nossa povoação.

No referido documento é relatado que a nossa terra é composta por diversos casais, como aliás ainda hoje, 600 anos depois, acontece. Para além do "povo", como é conhecido o aglomerado urbano onde fica o centro da aldeia, temos: o Casal de São Gens, Casal de Santa Bárbara, Casal da Ribeira, Casal da Ponte e ainda o Cimo do Povo.

"Havia nela então diversos casais,, em posse de alguns senhores, que os traziam por honra desde que as testemunhas se recordavam, a saber: D. Lourenço Soares um casal e meio, João Esteves dois e meio, D. Urraca um e a Ordem do templo outro, e no resto da aldeia entrava o mordomo dél-rei".

Citação retirada do livro "O Concelho do Fundão Através das Memórias Paroquiais de 1758", de Joaquim Candeias da Silva. Edição do Jornal do Fundão, 1993.


Mais informações aqui.

Parecia mais uma das obras de Santa Engrácia, daquelas que se arrastam e nunca mais são terminadas. Não sei quantos pavilhões seria possível construir durante o tempo que se levou a edificar este. Mas pronto, lá está ele agora de pé, ao serviço da população, que antes o melhor que tinha era o pavilhão da ADF.
Com o pavilhão municipal do Fundão, a cidade passou a receber várias competições de relevo. E os estudantes e desportistas do concelho a ter um lugar com condições para a prática de modalidades "indor".
Na imagem vê-se o edifício ainda em obras e os campos escolares, muito diferentes do aspecto que apresentam actualmente. Alguém se lembra quando o pavilhão finalmente foi inaugurado?

20 novembro 2009

Airton, voz da RCB

O Airton Maricho tornou-se uma espécie de mascote da Rádio Cova da Beira. Com alguma frequência, hdesde há vários meses, ouve-se a passar auto-promoção à rádio onde ele diz frases como "esta rádio tem mais potência que as outras", assim num tom que dá graça a esses separadores. Possivelmente o spot foi gravado durante a Festa da Cereja, uma vez que a RCB tinha o estúdio em frente à casa da avó do miúdo. Já ouviram?



A causa é nobre e a actividade interessante. Com o objectivo de angariar fundos para a APPACDM, realiza-se no próximo sábado uma maratona de hidroginástica na piscina coberta do Fundão.
Os participantes pagam o que entenderem e durante duas horas, entre as 22h e as 24h, podem experimentar as várias aulas que serão dadas. Do hidro twist, ao hidrocombate, do hidro ritmos ao hidro trainning. Aproveitem a oportunidade de fazer ginástica dentro de água e, ao mesmo tempo, ajudar quem precisa.


16 novembro 2009

Sítio do mercado do Fundão

O espaço do Mercado, com as terraplanagens do Pavilhão Multiusos a decorrer. No anos 90 o mercado semanal de segunda-feira passou para o Sítio do Vale, junto ao edifício onde agora funcionam as piscinas cobertas. Há alguns meses regressou à mesma zona. Realiza-se em redor do pavilhão.

Faz por estes dias 54 anos que nasceu o primeiro bebé na maternidade do Fundão, no então novo hospital, que por acaso agora está em obras de beneficiação. Numa altura em que se nascia em casa, com a ajuda de parteiras, que o mesmo é dizer senhoras que se ajeitavam a fazer isso, Maria Zulmira Pires e João Gonçalves Gago, das Donas, foram ter a sua filha ao hospital. Foi nos primeiros dias de Novembro de 1955.
A Maternidade do Fundão acabou por fechar no início da década de 80 e, pela vontade de alguns, já nem na Covilhã existia.
Já agora, alguém conhece esta senhora de 54 anos, primeiro bebé a nascer na Maternidade do Hospital do Fundão?