Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja

A Travessia da Gardunha, integrada no Encontro Nacional de Montanhismo, promovido pela Associação Gardunha Viva, realiza-se no próximo domingo, 25. A concentração é às 9h, em frente à Câmara do Fundão, para iniciar um percurso que passará por Alcongosta, Castelo Novo e Alpedrinha. A inscrição é oito euros, com camisola, almoço e transporte de regresso incluídos, e pode ser feita pelos números 961 720 904, 961 720 905 ou 967 994 352. Bom passeio!

Na lista de prisioneiros de guerra em Goa, que faz hoje 50 anos estiveram em frente a um pelotão de fuzilamento, consta um alcongostense. Adrião Dias Lopes, por nós também conhecido por Côdeas.

A família julgou-o morto e vestiu-se de luto. Afinal, passou meses num campo de prisioneiros em Pondá, Índia, com mais 1750 militares portugueses. Muito depois de partir para oriente, e quando já não era esperado, eis que regressa a Alcongosta, para grande surpresa de todos os que lamentavam mais uma vítima mortal da guerra colonial, iniciada meses antes. Mas não. Voltou, depois de ter vivido episódios dramáticos.

Foi a 19 de Março de 1962, já o grupo tinha sido feito prisioneiro há três meses, que a intervenção corajosa e providencial do capelão evitou o massacre. Ficam as ligações para artigos já com alguns anos, do Expresso, JN e Lusa, que evocam o episódio.


Guerra juntou soldados que tiveram a vida por um fio quando tentaram fugir de Pondá
É o dia 19 de Março de 1962, pelas 18.30 horas. Campo de prisioneiros de Pondá, Goa, Índia. Três prisioneiros tentaram a fuga. Denunciada por um furriel português, a ousada manobra falhou e o acto de indisciplina iria ser pago com o fuzilamento dos 1750 militares portugueses, prisioneiros, em Pondá, desde 17 de Dezembro de 1961. A coragem e a diplomacia do tenente-capelão Ferreira da Silva haveria de evitar o banho de sangue. Quarenta e seis anos depois, Fausto Diabinho ainda não consegue conter as lágrimas ao recordar o fatídico 19 de Março. Viu a morte à frente. Lembra os companheiros a desmaiar, as metralhadoras apontadas, o pelotão de fuzilamento e a voz que gritava "Quem se mexer será abatido". Lembra, sobretudo, o tenente-capelão que, num acto heróico, sai da formatura, arriscando a vida, e consegue negociar com o brigadeiro indiano o perdão dos portugueses, evitando o massacre.

Ler o resto aqui.


"Os acontecimentos reportam-se a 1962 e ao campo de concentração de Pondá, onde estiveram presos durante largos meses cerca de 1750 militares e civis, na sequência da invasão de Goa, Damão e Diu pela União Indiana."

Ler aqui restante artigo do Expresso.



"No dia 19 de Março passou o 44.° aniversário de um inesquecível episódio que ocorreu no Campo de Prisioneiros de Pondá, em Goa, onde se encontravam 1750 militares portugueses, depois da União Indiana ter invadido aquele território, na noite de 17 de Dezembro de 1961."

Texto na íntegra aqui.



"Antigos combatentes partilham memórias e lamentam que população fique alheia ao 50.ºaniversário."

Lusa












Os preparativos para a Festa da Cereja de Alcongosta - Fundão começam a intensificar-se. A primeira reunião para discutir pormenores relativos à organização, com os interessados em abrirem uma tasca, está marcada para amanhã, segunda-feira, à noite, no edifício da Junta.

Nós, portugueses, tantas vezes militantes desse exercício de nos indignarmos à mesa do café; de protestar, no círculo de amigos, contra esses eleitos indignos que não sentimos que nos representam; de contestar, entre garfadas num bife, ao jantar, políticas e decisões; de vilipendiar quem achamos que desbarata os dinheiros públicos; de praguejar, perante o vizinho, por acharmos que a sociedade em que vivemos não está no rumo certo, somos simultaneamente cidadãos civicamente passivos e useiros e vezeiros na tão típica expressão "o que é que se há-de fazer?", proferida não como interrogação, mas como uma fatalidade.

Na hora de apresentar sugestões, de pôr à discussão perspectivas alternativas de desenvolvimento, remetemo-nos à nossa concha, deixando aos outros a tarefa de decidirem por nós, não ousando pensar por nós próprios e apresentar à comunidade eventuais caminhos. A opinião de cada um de nós é tão válida como a de um qualquer deputado municipal, qualquer outro eleito ou a chefia de qualquer organismo público. No entanto, nem sempre temos essa percepção. Ou simplesmente é mais cómodo o papel de menorização a que nos submetemos.

Mas vão sempre surgindo pedradas no charco a tentar agitar as águas. Um desses momentos está agendado para 31 de Março, às 21h30, na Praça do Município.

Refiro-me à iniciativa OUVIR e FALAR - CICLO DE TERTÚLIAS PELA DEMOCRACIA E CIDADANIA, organizada por um grupo de fundanenses aparentemente descomprometidos com facções partidária, religiosas ou outras.

A premissa é partir das conversas de café para uma grande conversa na rua sobre tudo o que nos inquieta ou preocupa. A organização nota que não há respostas erradas. Todas as opiniões são válidas. "Não temos partido, mas tomamos partido" parece-me um bom lema e a tertúlia um aliciante espaço público de troca de ideias. Em nome do Pedaços de Alcongosta endereço os parabéns a quem a promove.


14 março 2012

Calendário de Caminhadas

Plano de caminhadas para este ano, dos Caminheiros da Gardunha, muitas delas com a inevitável passagem por Alcongosta.

09 março 2012

Kubik sábado na Moagem


À semelhança do que tem acontecido no país, também em Alcongosta se têm registado alguns óbitos no últimos dias.

Depois do Zé Manel "Poias" e da Judite "Abóbora" faleceu agora o Tó Mendes.

(Clicar na imagem para ampliar)

De Alcongosta para o mundo. A reciclagem de materiais de forma criativa é o traço distintivo dos trabalhos da Telma Veríssimo e o resultado final mereceu hoje a atenção do Diário de Notícias, que no âmbito da rúbrica Made in Portugal publica uma página com as criações da nossa conterrânea.

A empresa que comercializa as peças de design tem o nome Studio Veríssimo e alguns dos objectos decorativos estão espalhados por várias zonas do globo.

Ver notícia na edição online.


19 fevereiro 2012

Nasceu o Rodrigo


Nasceu o Rodrigo, mais recente habitante de Alcongosta, filho do Sérgio José.

18 fevereiro 2012

População romani

A Jigsaw, interessante banda multi-instrumental, com uma sonoridade próxima do folk, country e blues, apresentam sábado, 11, às 22h, no Teatro Clube de Alpedrinha o terceiro álbum: "Drunken Sailors & Happy Pirates".

O bilhete para um serão bem passado custa 5 euros, 3 para sócios do TCA.

03 fevereiro 2012

Made in Alcongosta

25 janeiro 2012

Frexes suspende mandato


O presidente da Câmara do Fundão, nomeado para a administração da Águas de Portugal, suspende o mandato no município a partir de 1 de Fevereiro. Paulo Fernandes passará a gerir os destinos do município.
O anúncio foi feito à RCB e pedido de cessação de funções é entregue amanhã.

Ver notícia RCB.

O presidente da câmara do Fundão deixa as funções de autarca a partir do próximo dia 1 de Fevereiro.
O anúncio feito pelo presidente da câmara do Fundão em entrevista à jornalista Paula Charro "irei apresentar a suspensão na próxima quinta-feira e cessarei funções a partir do dia 1 de Fevereiro, e faço-o porque entendo que é o melhor para o Fundão, para as nossas populações e para a nossa terra".

O autarca fundanense explica os motivos que o levam a apresentar a suspensão e não a renúncia ao mandato "nunca renunciarei a esta qualidade, vou perdê-la ao fim de um ano, que é o prazo máximo que a lei permite de suspensão de mandato, mas não renunciarei a uma qualidade que é um bem inestimável e uma prova de gratidão da população".

Manuel Frexes deixa a câmara do Fundão, ao fim de 10 anos a gerir os destinos do concelho, para assumir as funções de membro do conselho de administração da empresa Águas de Portugal. Uma nomeação que gerou muita polémica à escala local, regional e nacional. O autarca lamenta a forma como decorreu todo o processso "foi um processo tão malicioso e que tentou de tal forma vexar e enxovalhar as pessoas que se entregaram à causa pública e se dedicaram à nossa terra". O autarca lamenta ainda não ter tido oportunidade de explicar o que estava em causa num processo que, desabafa "ultrapassou-me".

Manuel Frexes suspende o mandato na próxima quinta-feira e deixa a presidência da câmara municipal do Fundão a partir do primeiro dia de Fevereiro. Um cargo que passará a ser ocupado pelo actual vice presidente Paulo Fernandes.

Não há fumo sem fogo. Apesar de há apenas duas semanas Manuel Frexes ter considerado "abusivas" as informações que davam conta de que ia abandonar a presidência da Câmara do Fundão para fazer parte da administração da Águas de Portugal, o rumor confirma-se.

Na última assembleia municipal Frexes desmentia: “Tenho um mandato para cumprir, não tenho qualquer saída agendada”. Ontem o ministério da tutela confirmou ao jornal Público a nomeação.

Paulo Fernandes, vice na câmara, que recentemente se filiou no PSD, passa a ser o novo presidente da Câmara do Fundão, assim que Manuel Frexes começar a desempenhar as novas funções.


Manuel Frexes está a cumprir o terceiro e último mandato consecutivo, sempre com o então independente Paulo Fernandes no executivo. Completa hoje dez anos à frente do município fundanense e deixa a Câmara do Fundão a menos de dois anos do final do mandato.

O ano começou bem para alguém por estas bandas. O Cantinho do Neca, ao fundo da Avenida, no Fundão, vendeu um prémio do Joker no valor de 3 milhões de euros, cerca de 600 mil contos na antiga moeda.


O arguido de Alcongosta que estava a ser julgado no Tribunal do Fundão, num processo que ganhou mediatismo por ser o primeiro na região em que estão envolvidos correios de droga, foi condenado a três anos de prisão, mas com pena suspensa. Dos nove réus, cinco vão cumprir pena efectiva de prisão.

Ver notícia RCB.

Tribunal do Fundão condenou esta manhã os 9 arguidos julgados no âmbito de um processo de tráfico de estupefacientes em que pela primeira vez, na Cova da Beira, foi utilizado o método dos correios de droga em viagens à América do Sul de onde traziam cocaína. Dos nove arguidos, a maioria da região, cinco foram condenados a pena de prisão efectiva.
É o caso de António Lopes. O agricultor de Alpedrinha foi condenado a uma pena única de sete anos e seis meses de prisão. Um cúmulo jurídico que resulta dos crimes de tráfico de droga, sequestro, coacção e detenção de arma proibida.

Artur Mendes, Alice Barros e Jesus Guerrero foram condenados pelo crime de tráfico de estupefacientes na forma continuada a sete anos de prisão efectiva no caso do serralheiro natural de Mora, cinco anos e seis meses o caso de Alice Barros, residente em Castelo Branco, e seis anos e seis meses de prisão para o talhante natural de Valverde del Fresno.

Eduardo Lopes, que se encontra a cumprir pena em Espanha no âmbito de um outro processo, foi também condenado a cinco anos e dois meses de prisão efectiva pela prática de um crime de tráfico de estupefacientes.

Aos restantes arguidos o tribunal decidiu suspender a pena. É o caso de António Brito, o fruticultor de Alcongosta, condenado a três anos de prisão pelo crime de tráfico de menor gravidade e os três correios da droga que foram condenados pelo crime de tráfico de estupefacientes: quatro anos e cinco meses de prisão para Márcia Viana, de Castelo Branco e Rafael Duarte, natural do Paúl, e quatro anos e 11 meses de prisão para Carla Cruz, natural de Donas.

No caso da jovem das Donas o juiz que presidiu ao colectivo disse que “esteve tremida” a decisão entre a prisão efectiva e a pena suspensa porque a história que foi contar a tribunal “não cabe na cabeça de ninguém”. Recorde-se que Carla disse ao tribunal que desconhecia os objectivos da viagem à Argentina pensando que era uma espécie de “lua de mel”. Segundo o juiz, o mínimo que Carla deveria ter feito era assumir. José Avelino recorda que tribunais superiores têm entendido que deve haver “mão pesada” para os correios da droga como forma de dissuadir outros.

Para suspender a pena aos arguidos Márcia, Rafael, Carla e António Brito, o tribunal impôs um conjunto de condições: têm que inscrever-se no centro de emprego, procurar trabalho e dar conhecimento da sua situação laboral todos os meses ao tribunal, só poderão deslocar-se ao estrangeiro com autorização do tribunal, ficam proibidos de frequentar casas de diversão nocturnas, incluindo cafés e bares a partir das 23 horas durante um ano, e no prazo de quatro meses terão que entregar, cada um, a quantia de 500 euros aos bombeiros voluntários do Fundão.

RCB - Paula Brito


É já hoje o espectáculo que dá a conhecer os temas do novo projecto de José Fontão e Carlos Branco: DesConcerto do Mundo, em parceria com professores da Academia de Música e Dança do Fundão, que com o concerto desta noite marca o arranque das comemorações dos seus 15 anos.

O espectáculo está marcado para as 21h30, na Moagem. E porque os bilhetes para esta primeira apresentação esgotaram, há novo concerto amanhã, também às 21h30, igualmente na Moagem.



Ao contrário do que acontece em outras aldeias, onde há rituais relacionados com a ida ao Madeiro e grupos determinados para o efeito, que não falham na missão, em Alcongosta a grande fogueira está sempre dependente da vontade de quem se juntar na ocasião para o acarretar e o habitual é os cepos chegarem ao Largo da Praça na tarde de dia 24, algumas horas antes de ser aceso. Mas a verdade é que a tradição nunca deixou de se cumprir, umas vezes com um amontoado portentoso de cepos, outras com menos lenha, mas sempre a suficiente para impressionar quem não conhece este costume beirão e para proporcionar o incontornável convívio noite fora ao redor da fogueira.

23 dezembro 2011

Madeiro

Amanhã à meia-noite o Madeiro, tradição tão própria e enraizada na nossa beira, será aceso.

O Ti Zé da Encarnação esteve sábado numa loja em Lisboa a trabalhar ao vivo e o jornal i foi conhecer o artesão de Alcongosta.


Não será o último esparteiro, uma vez que de um curso ministrado há poucos anos pelo próprio saíram duas ou três pessoas que deram seguimento ao que aprenderam e até fazem peças para venda, mas é certamente o mais conversador e o que pode falar com maior propriedade desta arte que em tempos era a base do sustento de largas dezenas de famílias na Terra da Cereja.

Zé da Encarnação: O último esparteiro do país

Tem 88 anos e vive no Fundão, na Beira Baixa. Desde miúdo que transforma esparto, as ervas altas e fortes, em seiras, indispensáveis, em tempo, à produção do azeite. Hoje corre o país em feiras de artesanato a mostrar a sua arte

“Senhor?” José da Encarnação, o último esparteiro do país, repete esta expressão várias vezes durante a conversa. Os ouvidos já não são o que eram depois de 88 anos de vida habituados à pronúncia da serra da Gardunha.

Antes de nos adiantarmos mais, o melhor é dar-lhe já algumas explicações técnicas, para que o leitor perceba do que falamos. O esparto é uma erva forte que se encontra um pouco por todo o país, nas serras, mas principalmente na serra da Gardunha, na Beira Baixa, onde Zé da Encarnação ainda hoje se abastece. “E também é bom para palitar os dentes”, e faz uma demonstração sorridente da qualidade da erva.

O esparteiro é um artesão que trabalha esta erva, a apanha e seca, transformando-a depois em artesanato.

Chegamos finalmente à seira, um objecto redondo, onde antigamente se fazia o azeite, ocupação de Zé da Encarnação até à chegada das máquinas que tomaram conta do azeite nos lagares. A partir daí tornou-se comerciante de fruta e depois motorista.

Fomos encontrar este artesão em Lisboa, no sábado, na loja Zazou Bazar & Café, a fazer uma demonstração da sua arte. Zé da Encarnação transforma esparto em seiras, ofício que aprendeu era ainda um catraio acabado de sair da quarta classe: “Antigamente era assim, aprendíamos a arte com os pais. Não é como agora, que os miúdos têm de ir para o colégio e não aprendem arte com os pais”, explica, enquanto das suas mãos nasce um tapete de esparto a cheirar a campo enquanto o diabo esfrega o olho.

Zé da Encarnação é falador e bem-disposto. Gosta de contar a vida toda e de improvisar rimas a propósito de tudo.

Se lhe perguntam quanto tempo demora a fazer uma seira, responde muito depressa: “Depende da habilidade, se tiver a dormir demora mais tempo”, e ri- -se muito. Lá lhe conseguimos arrancar um “dois dias, vá”, com uma explicação mais apurada: “Dantes os dias tinham mais horas, porque tinha de enviar isto para o lagar o mais rápido possível. Trabalhava todo o dia e toda a noite se fosse preciso.”

O amor pela sua arte voltou a chamá-lo na reforma e hoje corre o país em feiras de artesanato: “Gosto do convívio com as pessoas. Às vezes seca-me as palavras de tanto falar.” Só disse que não a uma: “Convidaram--me para ir à FIL, dez dias. Sabe quanto é que me pagavam? Setenta euros. Disse-lhes que não.”

Depois do Natal já tem outra feira planeada: “Como as filhós, em casa, e depois vou para Seia.”

Em jeito de despedida, porque se faz tarde e tem de voltar ao Fundão, onde vive, larga mais uma rima e uma lição: “É preciso é comer e ver e fazer para o ter. Quem tem saúde e liberdade é rico e não o sabe.”



Ex-SCUT - Mas afinal são viagens ou passagens em pórticos?

Parece estar finalmente esclarecida a questão de interpretação da portaria no que diz respeito à forma das isenções na A22, A23, A24 e A25.

O que levantava dúvidas era a definição de "transacção" no disposto pelo decreto-lei 111/2011 onde se lia que os utilizadores teriam direito a isenção nas "10 primeiras transacções mensais". A esse propósito, a Rádio Altitude recolheu declarações do director de Relações Institucionais da Estradas de Portugal, Mário Fernandes, segundo as quais:

"(...) As isenções (...) terão como base dez viagens mensais e não dez transacções entre pórticos de cobrança electrónica de portagens. Assim, deslocações entre Vilar Formoso e Aveiro (na A25) ou entre a Guarda e Torres Novas (na A23) poderão ser contabilizadas como viagens únicas, embora o decreto-lei (...) refira «transacções». (...) Os automobilistas poderão sair numa localidade e voltar a entrar na auto-estrada continuando a beneficiar da isenção de viagem única, desde que o tempo de duração do desvio ou paragem não exceda um determinado limite, que não está quantificado mas que o porta-voz da Estradas de Portugal menciona como «o suficiente para tomar um café ou fazer um abastecimento». "

Ficamos portanto a saber que ao realizar a viagem não podemos demorar mais do que um determinado tempo, que ninguém sabe quanto é, mas que corresponde ao tempo de tomar um café ou de fazer um abastecimento. Eu pergunto: haverá tempo para fazer um abastecimento e tomar um café na mesma paragem ou temos de optar por um ou por outro? Já agora, a possibilidade de ter de recorrer aos sanitários está também consagrada ou temos de tomar o café no WC, redefinindo com isso o conceito de café com cheirinho?

PS - Já agora não se esqueçam de que, se a vossa viagem implicar a passagem da A23 para a A25 ou vice-versa, isso significará a contabilização de duas viagens!

in Blog do Katano






Hoje, quando for meia-noite em ponto, tem início mais uma Arruada da Restauração em frente à Câmara do Fundão.O momento que celebra o fim de 60 anos de domínio filipino em Portugal, em 1640, é vivido ao som de uma filarmónica que toca o Hino da Restauração. A iniciativa é conhecida por encorrer os espanhóis.

Portugueses, celebremos
O dia da Redenção.
Em que valentes Guerreiros
Nos deram, livre, a Nação.

A Fé dos Campos d’Ourique,
Coragem deu, e Valor,
aos Famosos de Quarenta,
que lutaram com Ardor.

P’rá frente! P’rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.

Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante, Mocidade de Portugal!



Aí está a cobrança electrónica de portagens na A23. O diploma, promulgado por Cavaco Silva a 16 de Novembro, foi hoje publicado em Diário da República. Dentro de poucos dias, o Interior passará a viver com mais este peso que lhe agrilhoará a esperança de algum desenvolvimento.

O fim das scut está previsto para 8 de Dezembro.

O documento pode ser consultado através desta ligação para o Diário da República.

Os particulares e empresas que provarem periodicamente terem aqui residência fixa beneficiam, vejam só a generosidade, de uma isenção da passagem em 10 pórticos, após as quais se tem um desconto de 15 %. A medida é ainda mais penalizadora que a proposta apresentada pelo anterior governo, que contemplava a isenção de 1o viagens ao longo de toda a via e depois os tais descontos. É caso para perguntar onde raio está a isenção, se percebermos que numa única deslocação pela A23 passamos por mais de dez pórticos.

Diz o diploma que os princípios da universalidade e do utilizador-pagador garantem uma maior equidade e justiça social. Será que vão então aplicar o mesmo princípio no Metro de Lisboa? Na Transtejo? Na Carris? Em todos aqueles sorvedouros de dinheiros públicos de que os pacóvios aqui da "província" não usufruem? Pelos vistos, a solidariedade funciona apenas num sentido. E curiosamente os ostracizados acabam sempre por ser os mesmos.


A cobrança de portagens na A23 é cada vez mais uma inevitabilidade. A Presidência da República anunciou hoje a promulgação do diploma, no dia 16. Aguarda-se agora a publicação em Diário da República, que deverá acontecer nos próximos dias.

23 novembro 2011

Retalhos da vida na mina


Continua em cena até ao próximo domingo, na Moagem , a peça "Volfrâmio", encenada pela Estação Teatral da Beira Interior.

O espectáculo "evoca os tempos áureos dos anos 40, quando a Segunda Guerra era o centro de todas as atenções (e se procurava o "volfro" como se de ouro se tratasse), ao mesmo tempo que Portugal hesitava entre apoiar os alemães e permitir a exploração das minas aos ingleses".

"A vida tão próxima da morte. O mundo rural em confronto com a mais desenfreada industrialização. A camaradagem. As greves. As revoltas. A saúde e a doença. A sorte. As opressões, muitas. A fé. Os consentimentos. Os medos. O mercado negro. As mentiras. Os sonhos. O sentir de uma cultura mineira. As mulheres. A serra. A serra que tudo dá e que tudo tira".

Até sábado as sessões são às 21h30. No último dia, domingo, é Às 16h00. O bilhete custa 5 euros, com desconto para estudantes.


A pessoa mais idosa de Alcongosta, Gertrudes Pacinhas, faleceu hoje, aos 101 anos.
A residir no Lar de Alpedrinha, assinalou mais um aniversário a 19 de Março, ainda perfeitamente lúcida.
O funaral da anciã da nossa terra é amanhã.






Este mês os escuteiros de Cebolais de Cima e do Retaxo fizeram um acampamento na Casa do Guarda de Alcongosta, para explorarem a Serra da Gardunha. Heis algumas imagens.

Hoje o Clube Académico de Alcongosta assinala o Dia das Bruxas com uma festa à noite, na sede, para a qual toda a gente está convidada. A pretexto do Halloween, evento de tradição anglo-saxónica, podem pôr a máscara e celebrar esta espécie de Carnaval antecipado, em véspera de feriado.

Recuando ao início da década de 90 o torneio de futebol de salão de Alcongosta, por altura da Primavera, era incontornável e as finais épicas. Este é um desses momentos. A equipa da casa no dia do derradeiro jogo, com imensa gente empoleirada no muro do Meias (ainda em pedra) para assistir à partida.
A equipa eram: Quim João, Duarte, Vítor Henriques, Luís, Alberto, Escaleira, Tó Chambel, Vítor Lino e César.

26 outubro 2011

Cherry tatoo

Depois do golpe profundo sofrido com a emigração e migração da década de 60, que se continuou a verificar ao longo dos anos, embora de forma menos acentuada, a sangria da nossa freguesia prossegue como uma locomotiva sem freio. De acordo com os dados preliminares dos Censos, nos últimos dez anos Alcongosta perdeu mais de cem habitantes. De 573 em 2001, tem actualmente 468 residentes. Uma redução substancial, superior a 20 % da população.

O cenário generaliza-se um pouco por todo o Interior do território nacional, mas isso não nos deve impedir de reflectir sobre as causas de tal êxodo no nosso pequeno microcosmos e questionarmo-nos se fizemos o que estava ao nosso alcance para inverter a situação, se fomos além da lamúria e procurámos soluções alternativas para os problemas, se usámos a criatividade e esforço para subirmos mais um degrau na escalada do desenvolvimento, se nos sentámos porque as verbas para investimento não nos caíram no colo em vez de sermos pró-activos e irmos à procura de outras fontes, se pugnámos por criar condições de atractividade para contrariar este caudal dos que partem, se o bem estar colectivo é uma prioridade.

Os factores extrínsecos acabam por manietar algumas vontades, mas mesmo em condições adversas, querendo, é possível fazer a diferença, por mais pequena que seja. Ajuda não encarar como uma fatalidade cada decisão que nos impingem, sem questionar, sem negociar contrapartidas, olhando apenas para os factores economicistas, sem perceber que por cada serviço que encerra, por cada escola que fecha, o futuro da terra fica com o horizonte cada vez mais longínquo.

Dos muitos que saem para prosseguir estudos, contam-se pelos dedos das mãos os que voltaram. Quem casa sai e vai morar para o Fundão. Quem é de cá prefere resignar-se com a qualidade a que o ensino chegou, com uns quantos alunos todos na mesma sala, e em vez de reivindicar outras condições, questionar métodos pedagógicos de professores eventualmente desmotivados, antes levam os filhos para outras paragens.

Socialmente, poucas são as iniciativas desenvolvidas em prol da comunidade quer pelos seus representantes quer por nós, individualmente, porque não há aqui essa cultura do contributo para o bem comum. Temos uma Liga dos Amigos inactiva, um Clube que há muito deixou de ser um espaço agremiador. Felizmente há um centro de dia para dar alguma resposta à população cada vez mais envelhecida, mas não se ouve falar em actividades que estimulem o seu convívio. Os nossos seniores, ao contrário dos de outros sítios, não têm um bailarico, não vão assistir ao programa-pastilha do gordo da televisão.

Somos a terra da cereja, da fruta, o sector que ainda vai criando emprego. Em boa hora houve a sensatez de transferir a Festa da Cereja para o seu berço, fazer as pessoas envolverem-se e dar-lhe projecção. Só que não é isso que cria postos de trabalho ou vai fixar pessoas. Desmontado o arraial, o folclore só regressa no ano seguinte, quando mais uns quantos habitantes já deixaram de o ser.

Poderíamos olhar para o nosso meio empresarial, não fosse ele inexistente, agricultura à parte. Esgota-se nos cafés, numa serralharia e num negócio de transformação de fruta. Não se consegue captar investimento externo e quem é de cá também não o faz.

A culpa da sangria é de todos nós, que não nos dispomos a criar dinâmicas que valorizem a nossa aldeia. É minha, do meu vizinho, da generalidade dos meus conterrâneos, dos que ficaram e dos que partiram. E é também de quem foi eleito para defender os nossos interesses, para pôr em prática medidas que evitem a nossa menoridade.

Segundo a proposta em cima da mesa para a reforma da administração local, Alcongosta vai deixar de ser freguesia e terá de se fundir com uma povoação vizinha. À luz dos critérios apresentados, passíveis de discussão, Alcongosta não se enquadra nos parâmetros para continuar a ser freguesia por apenas 32 pessoas. As que faltam para atingir as 500 que uma área predominantemente rural num concelho com a tipologia do Fundão tem de ter.

Dada a tangente, essa é possivelmente uma questão contornável. A verificar-se, vislumbro um maior ostracismo, uma aceleração em direcção à desertificação galopante e ao esquecimento. E Alcongosta continuará com o futuro eternamente adiado.

11 setembro 2011

Procissão




Depois da procissão de ontem a imagem de Nossa Senhora da Anunciação volta a sair após a missa deste domingo de festa, marcada para as 15H.



O arraial da Festa de Alcongosta prossegue hoje. Entre uns frangos,umas bifanas e uns copos, podemos espreitar, entre os que vão subir ao palco, a cantora Sabrina, vencedora do Festival da Canção em 2007.




Hoje à tarde, no Largo da Praça, Alcongosta assiste à habitual arrematação. Em cima da carroçaria de uma camioneta os festeiros leiloam os mais diversos produtos que lhes foram oferecidos ou compraram para o efeito.

Trata-se de um momento patusco, divertido, durante o qual tanto podem estar a ser licitadas umas banais garrafas, como umas originais cuecas, peças de louça ou uma galinha, borrego ou leitão, que insistem sempre na altura manifestar a sua veia irrequieta.

Para além de ser uma forma de ajudar quem todos os anos se empenha em fazer a festa, participar na arrematação é também a garantia de algumas gargalhadas e por vezes sinónimo de algumas oportunidades, conseguidas a preço de saldo.

A Festa de Alcongosta tem hoje início. O arraial é animado pelo agrupamento musical 4Ever, a partir das 22H. Antes actuam os Bombos das Donas.


PROGAMA:

Sexta - Feira, dia 9

21:00h - Actuação dos Bombons de Alcongosta e Bombos da Donas

22:00h - Actuação da Banda Musical "4 EVER"


Sábado, dia 10


16:00h - Actuação dos Bombos de Alcongosta
Arrematação de ofertas no largo da praça

22:00h - Actuação do Grupo Musical "Século XXI"


00:00h - Actuação da Artista Sabrina e suas Bailarinas


02:30h - Descarga de Fogo de Artificio


Domingo, dia 11

08:00h - Alvorada pela " Banda Filarmonica Carvalhense"


22:00h - Actuação do Grupo Musical "Imagem 5"


00:00h - Actuação do artista Rui Alves e suas Bailarinas


Segunda - Feira, dia 12

15:00h - Continuação das Festas com Aparelhagem Sonora Robalo


22:30h - Actuação do organista Nuno Nunes


23:00h - Sorteio do leitão


00:00h - Nomeação dos Mordomos para o Ano 2012



30 agosto 2011

Nasceu o Filipe

Alcongosta tem desde este mês mais um habitante, coisa cada vez mais rara. Trata-se do Filipe, filho da Paula Charro e do Ricardo.



Este não grita "sai da frente, ó Guedes!", mas é adepto do mesmo tipo de manobras. A actividade é potencialmente perigosa, condimentada com muita adrenalina, e a estrada de Alcongosta é de facto um bom local para o efeito, como se constata.

Resta chamar a atenção dos entusiastas que há curvas apertadas e que pode vir um carro de frente, que é uma estrada com alguma circulação e apanhar um skater destes pode pôr em perigo os próprios e os automobilistas.


Começa amanhã mais uma edição do Teatro Agosto. Iniciativa conjunta da ESTE e dos Caminheiros da Gardunha que permite ver bom teatro ao ar livre no Fundão e passar noites agradáveis ao som de algumas bandas.

De 19 a 28 de Agosto esta é uma sugestão interessante para os nossos serões. O pontapé de saída é em grande. Depois de às 21h30 o alentejano Serafim contar histórias na Moagem, às 22h é a vez do trio de Comédia à La Carte regressar ao Fundão para o teatro de improviso que no ano passado fez sucesso e arrebatou o prémio do público.

Sábado Serafim está às 17h no Parque das Tílias. À noite O Bando sobe ao palco do Espaço Gardunha Viva.

A música, este ano, fica a cargo de Sebastião Antunes, dia 22, Jerónimo e os Cro-Magnon, dia 23 e os Comtradições, dia 24, sempre no Espaço Gardunha Viva, às 22h, com entrada gratuita.

Podem ver o programa integral aqui.

Como parece que subsistem algumas dúvidas, aqui fica este quadro que simula o valor com que os trabalhadores portugueses vão ser penalizados.




Durante este ano lectivo as crianças do jardim-de-infância de Alcongosta foram em busca dos saberes autóctones e visitaram os nossos artesãos, para verem como se trabalha a cestaria e o esparto.

Com o sr Luís Paulos, cesteiro que após muitos anos de afastamento retomou a actividade, e a esposa, viram como se refogam as varas e como se faz um cesto. Na oficina do sr António Tarifa perceberam que nem só para cestos é usada a madeira do castanheiro, já que a cestaria se é também sinónimo de outro tipo de peças.

Incontornável foi também a visita ao ti Zé da Encarnação, que na sua oficina do Casal da Ribeira mostrou como se trabalha o esparto, colhido durante o Verão na Serra da Gardunha.



Na última sexta, dia 17, o artesanato de Alcongosta esteve em destaque na rubrica Boletim de Freguesia, do programa Querida Júlia, da SIC. Para ver a partir dos 16 minutos.

A janela da Tasca do Levezinho
Bons pastéis na barraca da Escola de Hotelaria
A Cerejinha, sempre à pinha
A Tasca do Alentejano, toda engalanada.
Na antiga taberna da avó abriu durante os dias da Festa da Cereja a Tasca do Fiúza.
A boa música e diversão garantida com os Comtradições, banda fundanense que não deixa os créditos por mãos alheias.
A zona cimeira da festa este ano com uma maior moldura humana.

Decoração das ruas a preceito.Muita gente a circular na rua, dia e noite.

Fotos retiradas do Blog do Katano.