na minha poesia
não há cerejas
prefiro comê-las
Ernesto Melo e Castro
8.16h Partida de Lisboa – Estação de Santa Apolónia
11.41h Chegada à Estação de Caminhos de Ferro do Fundão
11.50h Passeio pela Zona Antiga do Fundão
12.30h Almoço
14.30h Visita a um Pomar de Cerejeiras (Apanha de cereja)
15.30h Visita à Vila de Alpedrinha
16.30h Visita à Aldeia Histórica de Castelo Novo com oferta de chá e bolos regionais
17.30h Partida para Castelo Branco
19.25h Regresso a Lisboa
O preço do programa será de 53,50 euros para adultos e 33,50 euros para crianças, sendo que o preço inclui a viagem em comboio intercidades, transfer, refeições, guias e seguro de acidentes pessoais.
As inscrições poderão ser realizadas através dos contactos 249 132 746 / 919 583 822, nos dias úteis entre as 9.00h e as 13.00h e das 14.00h às 18.00h, ou pelo e-mail grupslbrg@cp.pt.
No sopé da belíssima e grandiosa Serra da Gardunha, o Fundão encontrou as condições ideais para o cultivo da cereja e, todos os anos, celebra o fato com pompa e circunstância.Viaje até Castelo Branco com a magnífica paisagem da Linha da Beira Baixa como companhia.
Um passeio inesquecível de comboio, que inclui visita a localidades históricas, a cerejeiras em flor, a pomares de cerejeiras com a possibilidade de participar na sua apanha, almoço em restaurante regional e muito, muito mais.
Um dia para viver em pleno esta festa tão portuguesa, e conhecer um pouco mais da história e cultura da região da Beira-Baixa.
O município do Fundão quer criar um novo doce que alia a cereja aospastéis de nata, especialidade que o ministro da Economia já elegeu comomarca de Portugal no exterior.O presidente da câmara, Paulo Fernandes, espera mesmo já poder dar a provar alguns pastéis de nata de cereja a Álvaro Santos Pereira numa conferência sobre o fruto a realizar em Lisboa, em junho, no âmbito da campanha promocional da cereja do Fundão.A ideia do pastel em tons vermelhos provocou sorrisos na sala onde hoje foi apresentado o programa de promoção, que inclui 13 ações de Norte a Sul do país e em Bruxelas, de maio a julho, em que a cereja serve para promover todos os produtos turísticos e gastronómicos do Fundão.O concelho, na região da Cova da Beira, produz em média seis mil toneladas de cereja por ano, equivalente a metade do que nasce em Portugal.in Diário das Beiras
Assunção Cristas entrega terras devolutas do Estado a jovens agricultores :: Mantenha-se Atualizado :: Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território :: Governo de Portugal
O João Filipe "Pardinha" fez, nas quintas de Alcongosta e Castelo Novo, num total de 36 hectares, um investimento de 1 milhão de euros, subsidiados em 580 mil euros pelo PRODER, programa comunitário de desenvolvimento rural, para a plantação de árvores de fruto.
O grupo assenta as suas canções na construção em tempo real através de Loops de guitarra acompanhados pela bateria. Numa exploração de ambiências e imaginários que vivem muito da improvisação, as repetições vestem novas roupagens melódicas, harmónicas e rítmicas, fazendo com que a repetição se esqueça e se transforme constantemente, tal e qual como um peixe que vai vivendo o seu próprio esquecimento.
Foi durante bastante tempo que se associou a memória de peixe a poucos segundos de memória. Apesar de nos dias que correm já existirem outras teses, o seu significado perdurou…
Dirigido a pais de pessoas com necessidades educativas especiais de todas as idades, na perspectiva de criar no futuro grupos locais de entreajuda, com o acompanhamento de técnicos da área, realiza-se sexta-feira, 20, no Fundão, na Escola Serra da Gardunha, entre as 17h30 e as 19h, uma Oficina de Pais.
A chuva que cair por este dias será uma bênção para os nossos pomares, de forma a garantir um bom calibre das cerejas. Os técnicos asseguram que o sabor e a qualidade do fruto estão garantidos na campanha deste ano e que até pode ficar mais doce, mas a seca que se verificou nos últimos meses prejudica o tamanho. Agora que a flor caiu e a cereja ainda não ganhou cor, a chuva é fundamental, já que os técnicos notam que 80 a 90% da fruta é constituída por água. Quanto maior o calibre, mais elevado é o preço pago pelo kg.
A Sociedade Trebaruna promove no próximo sábado, 7 de Abril, a Caminhada Rota dos Moinhos, do Souto da Casa a Vale d`Urso. O percurso é de apenas 8 quilómetros e fácil. No final há almoço e transporte de regresso ao Souto da Casa. A inscrições podem ser feitas pelo número 275598315 ou pelo endereço sociedadetrebaruna@gmail.com.
A Travessia da Gardunha, integrada no Encontro Nacional de Montanhismo, promovido pela Associação Gardunha Viva, realiza-se no próximo domingo, 25. A concentração é às 9h, em frente à Câmara do Fundão, para iniciar um percurso que passará por Alcongosta, Castelo Novo e Alpedrinha. A inscrição é oito euros, com camisola, almoço e transporte de regresso incluídos, e pode ser feita pelos números 961 720 904, 961 720 905 ou 967 994 352. Bom passeio!
Na lista de prisioneiros de guerra em Goa, que faz hoje 50 anos estiveram em frente a um pelotão de fuzilamento, consta um alcongostense. Adrião Dias Lopes, por nós também conhecido por Côdeas.Guerra juntou soldados que tiveram a vida por um fio quando tentaram fugir de PondáÉ o dia 19 de Março de 1962, pelas 18.30 horas. Campo de prisioneiros de Pondá, Goa, Índia. Três prisioneiros tentaram a fuga. Denunciada por um furriel português, a ousada manobra falhou e o acto de indisciplina iria ser pago com o fuzilamento dos 1750 militares portugueses, prisioneiros, em Pondá, desde 17 de Dezembro de 1961. A coragem e a diplomacia do tenente-capelão Ferreira da Silva haveria de evitar o banho de sangue. Quarenta e seis anos depois, Fausto Diabinho ainda não consegue conter as lágrimas ao recordar o fatídico 19 de Março. Viu a morte à frente. Lembra os companheiros a desmaiar, as metralhadoras apontadas, o pelotão de fuzilamento e a voz que gritava "Quem se mexer será abatido". Lembra, sobretudo, o tenente-capelão que, num acto heróico, sai da formatura, arriscando a vida, e consegue negociar com o brigadeiro indiano o perdão dos portugueses, evitando o massacre.
Ler o resto aqui.
"Os acontecimentos reportam-se a 1962 e ao campo de concentração de Pondá, onde estiveram presos durante largos meses cerca de 1750 militares e civis, na sequência da invasão de Goa, Damão e Diu pela União Indiana."
Ler aqui restante artigo do Expresso.
"No dia 19 de Março passou o 44.° aniversário de um inesquecível episódio que ocorreu no Campo de Prisioneiros de Pondá, em Goa, onde se encontravam 1750 militares portugueses, depois da União Indiana ter invadido aquele território, na noite de 17 de Dezembro de 1961."
Texto na íntegra aqui."Antigos combatentes partilham memórias e lamentam que população fique alheia ao 50.ºaniversário."
Nós, portugueses, tantas vezes militantes desse exercício de nos indignarmos à mesa do café; de protestar, no círculo de amigos, contra esses eleitos indignos que não sentimos que nos representam; de contestar, entre garfadas num bife, ao jantar, políticas e decisões; de vilipendiar quem achamos que desbarata os dinheiros públicos; de praguejar, perante o vizinho, por acharmos que a sociedade em que vivemos não está no rumo certo, somos simultaneamente cidadãos civicamente passivos e useiros e vezeiros na tão típica expressão "o que é que se há-de fazer?", proferida não como interrogação, mas como uma fatalidade.
(Clicar na imagem para ampliar)
De Alcongosta para o mundo. A reciclagem de materiais de forma criativa é o traço distintivo dos trabalhos da Telma Veríssimo e o resultado final mereceu hoje a atenção do Diário de Notícias, que no âmbito da rúbrica Made in Portugal publica uma página com as criações da nossa conterrânea.
A empresa que comercializa as peças de design tem o nome Studio Veríssimo e alguns dos objectos decorativos estão espalhados por várias zonas do globo.
O presidente da câmara do Fundão deixa as funções de autarca a partir do próximo dia 1 de Fevereiro.O anúncio feito pelo presidente da câmara do Fundão em entrevista à jornalista Paula Charro "irei apresentar a suspensão na próxima quinta-feira e cessarei funções a partir do dia 1 de Fevereiro, e faço-o porque entendo que é o melhor para o Fundão, para as nossas populações e para a nossa terra".O autarca fundanense explica os motivos que o levam a apresentar a suspensão e não a renúncia ao mandato "nunca renunciarei a esta qualidade, vou perdê-la ao fim de um ano, que é o prazo máximo que a lei permite de suspensão de mandato, mas não renunciarei a uma qualidade que é um bem inestimável e uma prova de gratidão da população".
Manuel Frexes deixa a câmara do Fundão, ao fim de 10 anos a gerir os destinos do concelho, para assumir as funções de membro do conselho de administração da empresa Águas de Portugal. Uma nomeação que gerou muita polémica à escala local, regional e nacional. O autarca lamenta a forma como decorreu todo o processso "foi um processo tão malicioso e que tentou de tal forma vexar e enxovalhar as pessoas que se entregaram à causa pública e se dedicaram à nossa terra". O autarca lamenta ainda não ter tido oportunidade de explicar o que estava em causa num processo que, desabafa "ultrapassou-me".
Manuel Frexes suspende o mandato na próxima quinta-feira e deixa a presidência da câmara municipal do Fundão a partir do primeiro dia de Fevereiro. Um cargo que passará a ser ocupado pelo actual vice presidente Paulo Fernandes.
Não há fumo sem fogo. Apesar de há apenas duas semanas Manuel Frexes ter considerado "abusivas" as informações que davam conta de que ia abandonar a presidência da Câmara do Fundão para fazer parte da administração da Águas de Portugal, o rumor confirma-se.O arguido de Alcongosta que estava a ser julgado no Tribunal do Fundão, num processo que ganhou mediatismo por ser o primeiro na região em que estão envolvidos correios de droga, foi condenado a três anos de prisão, mas com pena suspensa. Dos nove réus, cinco vão cumprir pena efectiva de prisão.
Ver notícia RCB.
Tribunal do Fundão condenou esta manhã os 9 arguidos julgados no âmbito de um processo de tráfico de estupefacientes em que pela primeira vez, na Cova da Beira, foi utilizado o método dos correios de droga em viagens à América do Sul de onde traziam cocaína. Dos nove arguidos, a maioria da região, cinco foram condenados a pena de prisão efectiva.É o caso de António Lopes. O agricultor de Alpedrinha foi condenado a uma pena única de sete anos e seis meses de prisão. Um cúmulo jurídico que resulta dos crimes de tráfico de droga, sequestro, coacção e detenção de arma proibida.Artur Mendes, Alice Barros e Jesus Guerrero foram condenados pelo crime de tráfico de estupefacientes na forma continuada a sete anos de prisão efectiva no caso do serralheiro natural de Mora, cinco anos e seis meses o caso de Alice Barros, residente em Castelo Branco, e seis anos e seis meses de prisão para o talhante natural de Valverde del Fresno.
Eduardo Lopes, que se encontra a cumprir pena em Espanha no âmbito de um outro processo, foi também condenado a cinco anos e dois meses de prisão efectiva pela prática de um crime de tráfico de estupefacientes.
Aos restantes arguidos o tribunal decidiu suspender a pena. É o caso de António Brito, o fruticultor de Alcongosta, condenado a três anos de prisão pelo crime de tráfico de menor gravidade e os três correios da droga que foram condenados pelo crime de tráfico de estupefacientes: quatro anos e cinco meses de prisão para Márcia Viana, de Castelo Branco e Rafael Duarte, natural do Paúl, e quatro anos e 11 meses de prisão para Carla Cruz, natural de Donas.
No caso da jovem das Donas o juiz que presidiu ao colectivo disse que “esteve tremida” a decisão entre a prisão efectiva e a pena suspensa porque a história que foi contar a tribunal “não cabe na cabeça de ninguém”. Recorde-se que Carla disse ao tribunal que desconhecia os objectivos da viagem à Argentina pensando que era uma espécie de “lua de mel”. Segundo o juiz, o mínimo que Carla deveria ter feito era assumir. José Avelino recorda que tribunais superiores têm entendido que deve haver “mão pesada” para os correios da droga como forma de dissuadir outros.
Para suspender a pena aos arguidos Márcia, Rafael, Carla e António Brito, o tribunal impôs um conjunto de condições: têm que inscrever-se no centro de emprego, procurar trabalho e dar conhecimento da sua situação laboral todos os meses ao tribunal, só poderão deslocar-se ao estrangeiro com autorização do tribunal, ficam proibidos de frequentar casas de diversão nocturnas, incluindo cafés e bares a partir das 23 horas durante um ano, e no prazo de quatro meses terão que entregar, cada um, a quantia de 500 euros aos bombeiros voluntários do Fundão.
RCB - Paula Brito
É já hoje o espectáculo que dá a conhecer os temas do novo projecto de José Fontão e Carlos Branco: DesConcerto do Mundo, em parceria com professores da Academia de Música e Dança do Fundão, que com o concerto desta noite marca o arranque das comemorações dos seus 15 anos.
O Ti Zé da Encarnação esteve sábado numa loja em Lisboa a trabalhar ao vivo e o jornal i foi conhecer o artesão de Alcongosta.
Zé da Encarnação: O último esparteiro do país
Tem 88 anos e vive no Fundão, na Beira Baixa. Desde miúdo que transforma esparto, as ervas altas e fortes, em seiras, indispensáveis, em tempo, à produção do azeite. Hoje corre o país em feiras de artesanato a mostrar a sua arte“Senhor?” José da Encarnação, o último esparteiro do país, repete esta expressão várias vezes durante a conversa. Os ouvidos já não são o que eram depois de 88 anos de vida habituados à pronúncia da serra da Gardunha.
Antes de nos adiantarmos mais, o melhor é dar-lhe já algumas explicações técnicas, para que o leitor perceba do que falamos. O esparto é uma erva forte que se encontra um pouco por todo o país, nas serras, mas principalmente na serra da Gardunha, na Beira Baixa, onde Zé da Encarnação ainda hoje se abastece. “E também é bom para palitar os dentes”, e faz uma demonstração sorridente da qualidade da erva.
O esparteiro é um artesão que trabalha esta erva, a apanha e seca, transformando-a depois em artesanato.
Chegamos finalmente à seira, um objecto redondo, onde antigamente se fazia o azeite, ocupação de Zé da Encarnação até à chegada das máquinas que tomaram conta do azeite nos lagares. A partir daí tornou-se comerciante de fruta e depois motorista.
Fomos encontrar este artesão em Lisboa, no sábado, na loja Zazou Bazar & Café, a fazer uma demonstração da sua arte. Zé da Encarnação transforma esparto em seiras, ofício que aprendeu era ainda um catraio acabado de sair da quarta classe: “Antigamente era assim, aprendíamos a arte com os pais. Não é como agora, que os miúdos têm de ir para o colégio e não aprendem arte com os pais”, explica, enquanto das suas mãos nasce um tapete de esparto a cheirar a campo enquanto o diabo esfrega o olho.
Zé da Encarnação é falador e bem-disposto. Gosta de contar a vida toda e de improvisar rimas a propósito de tudo.
Se lhe perguntam quanto tempo demora a fazer uma seira, responde muito depressa: “Depende da habilidade, se tiver a dormir demora mais tempo”, e ri- -se muito. Lá lhe conseguimos arrancar um “dois dias, vá”, com uma explicação mais apurada: “Dantes os dias tinham mais horas, porque tinha de enviar isto para o lagar o mais rápido possível. Trabalhava todo o dia e toda a noite se fosse preciso.”
O amor pela sua arte voltou a chamá-lo na reforma e hoje corre o país em feiras de artesanato: “Gosto do convívio com as pessoas. Às vezes seca-me as palavras de tanto falar.” Só disse que não a uma: “Convidaram--me para ir à FIL, dez dias. Sabe quanto é que me pagavam? Setenta euros. Disse-lhes que não.”
Depois do Natal já tem outra feira planeada: “Como as filhós, em casa, e depois vou para Seia.”
Em jeito de despedida, porque se faz tarde e tem de voltar ao Fundão, onde vive, larga mais uma rima e uma lição: “É preciso é comer e ver e fazer para o ter. Quem tem saúde e liberdade é rico e não o sabe.”

Hoje, quando for meia-noite em ponto, tem início mais uma Arruada da Restauração em frente à Câmara do Fundão.O momento que celebra o fim de 60 anos de domínio filipino em Portugal, em 1640, é vivido ao som de uma filarmónica que toca o Hino da Restauração. A iniciativa é conhecida por encorrer os espanhóis.
Aí está a cobrança electrónica de portagens na A23. O diploma, promulgado por Cavaco Silva a 16 de Novembro, foi hoje publicado em Diário da República. Dentro de poucos dias, o Interior passará a viver com mais este peso que lhe agrilhoará a esperança de algum desenvolvimento.
Continua em cena até ao próximo domingo, na Moagem , a peça "Volfrâmio", encenada pela Estação Teatral da Beira Interior.