MAIS DE 50 MIL NA FESTA DA CEREJAMais de 50 mil pessoas visitaram a festa da cereja em Alcongosta onde se venderam mais de 55 toneladas de cereja e se movimentou pelo menos um milhão de euros. É o balanço em números da festa da cereja que durante quatro dias animou aquela aldeia do concelho do Fundão.A junta de freguesia de Alcongosta distribuiu 23 mil caixas alusivas à festa, com capacidade de dois quilos, para os produtores venderem cerejas. As caixas esgotaram, pelo que Luís Martins, estima que pelo menos 55 toneladas de cereja foram vendidas durante os quatro dias "só aqui no recinto da festa".
O autarca estima ainda que pelo menos meio milhão de euros tenham sido movimentados em Alcongosta durante os quatro dias do certame "eu acho que visitaram Alcongosta mais de 50 mil pessoas, mas fazendo as contas apenas a 50 mil se fizermos uma média de 20 euros por pessoa estamos a falar de um milhão de euros que é importante para a economia local".
Para o ano há mais e segundo Luís Martins com algumas arestas a limar "ao nível do trânsito no domingo falhou, o facto de se ter avariado um autocarro provocou um engarrafamento e os transferes desde o estacionamento até à aldeia não funcionaram pelo que recebemos algumas reclamações, pedimos desculpa pelo incómodo mas foi um problema que nos foi alheio".
Para além do trânsito a segurança é outro dos aspectos que é necessário melhorar no próximo ano "correu tudo bem à excepção do sábado de madrugada com alguns distúrbios, não vimos por aqui a GNR, não sei porquê, vamos apurar o que é que falhou".
Luís Martins salienta ainda o facto deste ano estar a ser feita uma auditoria à qualidade dos produtos vendidos na festa "esta empresa está a recolher todos os produtos transformados de cereja à venda na festa, o que vai permitir a elaboração de um relatório que será um documento importante para continuarmos a aumentar a qualidade".
O certame já ganhou um lugar no calendário das festas nacionais. A prová-lo estão os testemunhos recolhidos pela RCB nos vários dias da festa junto dos visitantes. Vieram de todas as partes do país: Algarve, Alentejo, Ribatejo, Lisboa, Porto, Coimbra, Guarda, Viseu, Aveiro e claro do distrito de Castelo Branco.
Paula Brito
PASTEL DE NATA DE CEREJA AOS MILHARES
Este ano a grande novidade da festa da cereja, em Alcongosta, foi o pastel de nata de cereja. A escola de hotelaria e turismo do Fundão vendeu durante os quatro dias do certame mais de oito mil pasteis.Um número que excedeu todas as expectativas da responsável da escola, Maria José Martins "só hoje (sábado) já confeccionámos mais de 3 mil pastéis de nata de cereja, está a exceder de todo, as nossas expectativas".
Maria José Martins recorda que o principal responsável por este pastel é o chefe João Paulo Carvalho "que é o chefe de cozinha e formador da nossa escola".
A receita, que nasceu na escola de hotelaria e turismo, já foi registada pela autarquia e o objectivo é estabelecer uma parceria com as pastelarias do Fundão para a confecção do pastel de nata de cereja original "estamos neste momento em articulação com as pastelarias do Fundão no sentido de eles próprios confeccionarem este pastel, com algumas regras, não deturpando a receita original, seria muito bom colocarmos este pastel em todas as pastelarias do Fundão".
Maria José Martins, directora da escola de hotelaria e turismo do Fundão que vendeu mais de 8 mil pastéis de nata de cereja na festa de Alcongosta onde se chegaram a formar filas de horas para provar o famigerado pastel.
A festa do turismo e das iguarias de cereja – c/som
O pastel de nata de cereja, as pipocas ou os gelados de cereja estão entre as novidades da edição de 2012 da Festa da Cereja que decorre até domingo, dia 10 de junho. O certame organizado pela Fundão Turismo e pela Junta de Freguesia de Alcongosta apresenta ainda novidades ao nível do artesanato. O terço de caroços de cereja é um dos exemplos.Até ao próximo domingo, todos os caminhos vão dar à Festa da Cereja. Milhares de excursionistas de todo o país deslocam-se à Beira Baixa para participarem num certame que a cada ano apresenta novas abordagens gastronómicas à cereja. Paulo Fernandes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, destaca “a notoriedade da cereja do Fundão” e a presença garantida de pelo menos “150 excursões”, num ano em que a cereja à venda apresenta "uma extraordinária qualidade”.Na edição de 2012 o pastel de cereja é das maiores atrações e só assim se compreende a aposta de muitas pastelarias do concelho na confeção do produto. A receita oficial da marca registada pelo município do Fundão tem a assinatura da Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão mas na Festa da Cereja há outros pastéis de cereja à venda. Paulo Fernandes sublinha o trabalho que está a ser desenvolvido no sentido de “uniformizar” a receita do pastel de cereja. Segundo o presidente da CMF há “vários contactos para a exportação” do pastel de cereja. Na Festa da Cereja a Escola de Hotelaria e Turismo está preparada para “vender mais de seis mil unidades” do produto, adiantou à Rádio JF, Maria José Martins. A diretora do estabelecimento de ensino acrescenta que este fim de semana, toda a escola está mobilizada para o certame.Na Festa da Cereja destaque-se igualmente a apresentação de novos licores e doces à base de cereja. Assim acontece com a Tasca do Levezinho. David Rodrigues exemplifica com o "gelado de cereja e as pipocas com recheio de cereja". A expectativa é a melhor também para a Escola Profissional do Fundão que repete na Festa da Cereja a criatividade e inovação na criação de "batidos e cocktails de cereja", explicou José Graça coordenador da operação.A cereja como motivo central da oferta de uma festa em que “há maior comodidade e segurança de pessoas e bens”, sublinhou o autarca de Alcongosta, Luís Martins.
O passeio faz-se através de desníveis medianos e acentuados, entre uma cota mínima de 607 metros e máxima de 889 metros de altitude. Pelo caminho há placas com indicações sobre a fauna e flora locais, assim como indicações relativas ao artesanato local, nomeadamente os refogadouros. Para que servem e a explicação sobre o processo de trabalho na cestaria.
Aos sábados, até ao final de Junho, é aproveitar. A saída de Lisboa, na estação de Santa Apolónia, é às 8h15 e o regresso ao final do dia.
8.16h Partida de Lisboa – Estação de Santa Apolónia
11.41h Chegada à Estação de Caminhos de Ferro do Fundão
11.50h Passeio pela Zona Antiga do Fundão
12.30h Almoço
14.30h Visita a um Pomar de Cerejeiras (Apanha de cereja)
15.30h Visita à Vila de Alpedrinha
16.30h Visita à Aldeia Histórica de Castelo Novo com oferta de chá e bolos regionais
17.30h Partida para Castelo Branco
19.25h Regresso a Lisboa
O preço do programa será de 53,50 euros para adultos e 33,50 euros para crianças, sendo que o preço inclui a viagem em comboio intercidades, transfer, refeições, guias e seguro de acidentes pessoais.
As inscrições poderão ser realizadas através dos contactos 249 132 746 / 919 583 822, nos dias úteis entre as 9.00h e as 13.00h e das 14.00h às 18.00h, ou pelo e-mail grupslbrg@cp.pt.
No sopé da belíssima e grandiosa Serra da Gardunha, o Fundão encontrou as condições ideais para o cultivo da cereja e, todos os anos, celebra o fato com pompa e circunstância.Viaje até Castelo Branco com a magnífica paisagem da Linha da Beira Baixa como companhia.
Um passeio inesquecível de comboio, que inclui visita a localidades históricas, a cerejeiras em flor, a pomares de cerejeiras com a possibilidade de participar na sua apanha, almoço em restaurante regional e muito, muito mais.
Um dia para viver em pleno esta festa tão portuguesa, e conhecer um pouco mais da história e cultura da região da Beira-Baixa.
Mais informações na página da CP
Quinta-feira, 715.00h Abertura
Animação de rua:
Bombos de Alcongosta
Bombos de S. Vicente da Beira
Bombos do Grupo Desportivo, Cultural e Social de Vale de Prazeres
Tuna da Academia Sénior do Fundão
Grupo de Cantares dos Três Povos
17.00h Live-cooking com Chef Valdir Lubave
17.30h Tuna da Academia Sénior do Fundão
21.30h Grupo de Cantares dos Três Povos
Sexta-feira, 8
Animação de rua:
Bombos de Alcongosta
Associação dos Bombos de Souto da Casa
Grupo de Cantares da Sequeira
Rinni Luyks – O Palhaço do Xadrez
Bombos Cultura e Lazer S. Sebastião (Barco)
18.00h Live-cooking com Chef António Melgão
21.00h Grupo de Cantares Ponto & Linha (Souto da Casa)
22.30h Grupo de Música Popular da Casa do Povo de Alpedrinha
Sábado, 9
Animação de rua:
Rinni Luyks – O Palhaço do Xadrez
Bombos da Fatela
Fanfarra dos Escuteiros de Valverde
Grupo Tabueira
Grupo de Teatro Aquilo – As Palavras
Associação de Acordeonistas da Beira Baixa
Grupo de Bombos da Casa do Povo de Souto da Casa
Bombos do Grupo Convívio e Amizade nas Donas
Folia Talabara – Bombos da Capinha
Bombos do Alcaide
16.00h Colóquio As Conversas são como as Cerejas
“A Cereja – Saúde e Bem-Estar”
Branca Silva (Professora do Departamento de Ciências Médicas da Universidade da Beira Interior)
Telma Madaleno (Confraria da Cereja de Portugal)
Moderação: José Brito
17.00h Live-cooking com o Chef Valdir Lubave e o Chef Francisco Siopa
22.00h Os Eléctricos
Animação de rua:
Bombos de Alcongosta
Bombos da Barroca
Rancho Folclórico “As Tricanas da Enxabarda”
Grupo de Cantares de Santo André (Telhado)
Grupo de Cantares do Paço (Canas de Senhorim)
8.00h Passeio Pedestre na Rota da Cereja (12 km’s)
10.30h IV Capítulo da Confraria da Cereja de Portugal
Passeio de Automóveis Antigos do Fundão
14.00h Live-cooking com o Chef Luís Ascensão
16.30h Banda Filarmónica União de Santa Cruz (Aldeia Nova do Cabo).
Numa inteligente jogada de marketing, o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, vai aproveitar uma das iniciativas de promoção da nossa cereja, que conta com a participação do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, em Lisboa, para lhe dar a provar a iguaria com sabor ao rubro fruto.
O município do Fundão quer criar um novo doce que alia a cereja aospastéis de nata, especialidade que o ministro da Economia já elegeu comomarca de Portugal no exterior.O presidente da câmara, Paulo Fernandes, espera mesmo já poder dar a provar alguns pastéis de nata de cereja a Álvaro Santos Pereira numa conferência sobre o fruto a realizar em Lisboa, em junho, no âmbito da campanha promocional da cereja do Fundão.A ideia do pastel em tons vermelhos provocou sorrisos na sala onde hoje foi apresentado o programa de promoção, que inclui 13 ações de Norte a Sul do país e em Bruxelas, de maio a julho, em que a cereja serve para promover todos os produtos turísticos e gastronómicos do Fundão.O concelho, na região da Cova da Beira, produz em média seis mil toneladas de cereja por ano, equivalente a metade do que nasce em Portugal.in Diário das Beiras
Assunção Cristas entrega terras devolutas do Estado a jovens agricultores :: Mantenha-se Atualizado :: Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território :: Governo de Portugal
O João Filipe "Pardinha" fez, nas quintas de Alcongosta e Castelo Novo, num total de 36 hectares, um investimento de 1 milhão de euros, subsidiados em 580 mil euros pelo PRODER, programa comunitário de desenvolvimento rural, para a plantação de árvores de fruto.
Ao João Filipe boa sorte para este avultado investimento. Que o valor tenha um retorno exponencial e Alcongosta possa beneficiar com isso.
Ver o vídeo aqui.
O grupo assenta as suas canções na construção em tempo real através de Loops de guitarra acompanhados pela bateria. Numa exploração de ambiências e imaginários que vivem muito da improvisação, as repetições vestem novas roupagens melódicas, harmónicas e rítmicas, fazendo com que a repetição se esqueça e se transforme constantemente, tal e qual como um peixe que vai vivendo o seu próprio esquecimento.
Foi durante bastante tempo que se associou a memória de peixe a poucos segundos de memória. Apesar de nos dias que correm já existirem outras teses, o seu significado perdurou…
Sábado
10h00 | Abertura
12h00 | Oficina do Gosto - Escola Profissional do Fundão
16h00 | Teatro Dom Roberto (teatro popular português)
17h00 | Oficina do Gosto - Bombons de Queijo
(Chefe Francisco Siopa)
18h00 | Oficina do Gosto - (Chef Valdir Lubave)
18h30 | Teatro Dom Roberto (teatro popular português)
21h00 | Concerto Grupo Coral da Soalheira
22h30 | Concerto Ventos da Líria
06 Maio
Domingo08h30 | Rota da Pastorícia (Associação Descobrindo)ponto de encontro: Largo St. António | inscrições: www.descobrindo.pt | facebook / descobrindo
11h30 | Passagem do Rebanho
14h00 | Tosquia
12h00 | Oficina do Gosto - Escola de Hotelaria do Fundão
14h30 | Grupo de Cavaquinhos «Selectos em Dó Maior»
15h00 | Rancho Folclórico da Soalheira
15h30 | Demonstração da feitura do queijo
16h00 | Mostra de cães da Serra da Estrela (Alpetratínia)
17h00 | Oficina do Gosto - Degustação da “Travia da Beira Baixa” (Associação de Queijeiros da Soalheira)
18h30 | Concerto “Os Rosmaninhos”
Dirigido a pais de pessoas com necessidades educativas especiais de todas as idades, na perspectiva de criar no futuro grupos locais de entreajuda, com o acompanhamento de técnicos da área, realiza-se sexta-feira, 20, no Fundão, na Escola Serra da Gardunha, entre as 17h30 e as 19h, uma Oficina de Pais.O objectivo é apresentar o projecto e reunir o máximo de pessoas de todo o distrito, para pôr os familiares de pessoas com deficiência em contacto uns com os outros, facilitar a interacção e discutir problemas em comum.
No futuro os pais de pessoas com necessidades especiais podem ter nos eventuais grupos a criar um amparo, assim se consiga avançar com o projecto.
A chuva que cair por este dias será uma bênção para os nossos pomares, de forma a garantir um bom calibre das cerejas. Os técnicos asseguram que o sabor e a qualidade do fruto estão garantidos na campanha deste ano e que até pode ficar mais doce, mas a seca que se verificou nos últimos meses prejudica o tamanho. Agora que a flor caiu e a cereja ainda não ganhou cor, a chuva é fundamental, já que os técnicos notam que 80 a 90% da fruta é constituída por água. Quanto maior o calibre, mais elevado é o preço pago pelo kg.Ver notícia aqui.
Os vídeos de Giacometti, tal como os depoimentos recolhidos, foram feitos todos no mesmo sítio, na oficina do cesteiro César, à entrada do Casal da Ponte, onde morava com a esposa, precisamente a ti Pulquéria.
A iniciativa, uma forma de reunir os fundanenses a residir na capital e arredores, iniciou-se em 1995 e teve como oradores nomes ligados ao concelho, como foram os casos de Laborinho Lúcio, então ministro da Justiça e entre 68 e 72 procurador da república no Fundão, António Paulouro, fundador do Jornal do Fundão, Abel Delgado, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ou Vítor Martins, antigo presdente da Caixa Geral de Depósitos, da Assembleia Municipal do Fundão e filho de uma pessoa de Alcongosta, onde ainda tem muita família.
A tenacidade de Giacometti levou à preservação, para memória futura, de muitos usos e costumes do Portugal profundo dos anos 60.
Neste vídeo, um trecho da série distribuída pelo "Público", não é possível ver o cantar dos martírios na sua essência, nos locais próprios, com a postura e ambientes em que isso acontecia, mas ficou registado esse cântico religioso, por vozes locais por muito ainda possíveis de identificar.
Em plena Quaresma, aqui fica uma marca desta época na nossa localidade, a encomendação das almas, na voz de seis mulheres da terra, num local tão tipicamente alcongostense há algumas décadas disseminado pela aldeia: uma oficina de cesteiro, com um tapete feito de aparas.
Quem consegue identificar as senhoras?
A Sociedade Trebaruna promove no próximo sábado, 7 de Abril, a Caminhada Rota dos Moinhos, do Souto da Casa a Vale d`Urso. O percurso é de apenas 8 quilómetros e fácil. No final há almoço e transporte de regresso ao Souto da Casa. A inscrições podem ser feitas pelo número 275598315 ou pelo endereço sociedadetrebaruna@gmail.com.
A Travessia da Gardunha, integrada no Encontro Nacional de Montanhismo, promovido pela Associação Gardunha Viva, realiza-se no próximo domingo, 25. A concentração é às 9h, em frente à Câmara do Fundão, para iniciar um percurso que passará por Alcongosta, Castelo Novo e Alpedrinha. A inscrição é oito euros, com camisola, almoço e transporte de regresso incluídos, e pode ser feita pelos números 961 720 904, 961 720 905 ou 967 994 352. Bom passeio!
Na lista de prisioneiros de guerra em Goa, que faz hoje 50 anos estiveram em frente a um pelotão de fuzilamento, consta um alcongostense. Adrião Dias Lopes, por nós também conhecido por Côdeas.A família julgou-o morto e vestiu-se de luto. Afinal, passou meses num campo de prisioneiros em Pondá, Índia, com mais 1750 militares portugueses. Muito depois de partir para oriente, e quando já não era esperado, eis que regressa a Alcongosta, para grande surpresa de todos os que lamentavam mais uma vítima mortal da guerra colonial, iniciada meses antes. Mas não. Voltou, depois de ter vivido episódios dramáticos.
Foi a 19 de Março de 1962, já o grupo tinha sido feito prisioneiro há três meses, que a intervenção corajosa e providencial do capelão evitou o massacre. Ficam as ligações para artigos já com alguns anos, do Expresso, JN e Lusa, que evocam o episódio.
Guerra juntou soldados que tiveram a vida por um fio quando tentaram fugir de PondáÉ o dia 19 de Março de 1962, pelas 18.30 horas. Campo de prisioneiros de Pondá, Goa, Índia. Três prisioneiros tentaram a fuga. Denunciada por um furriel português, a ousada manobra falhou e o acto de indisciplina iria ser pago com o fuzilamento dos 1750 militares portugueses, prisioneiros, em Pondá, desde 17 de Dezembro de 1961. A coragem e a diplomacia do tenente-capelão Ferreira da Silva haveria de evitar o banho de sangue. Quarenta e seis anos depois, Fausto Diabinho ainda não consegue conter as lágrimas ao recordar o fatídico 19 de Março. Viu a morte à frente. Lembra os companheiros a desmaiar, as metralhadoras apontadas, o pelotão de fuzilamento e a voz que gritava "Quem se mexer será abatido". Lembra, sobretudo, o tenente-capelão que, num acto heróico, sai da formatura, arriscando a vida, e consegue negociar com o brigadeiro indiano o perdão dos portugueses, evitando o massacre.
Ler o resto aqui.
"Os acontecimentos reportam-se a 1962 e ao campo de concentração de Pondá, onde estiveram presos durante largos meses cerca de 1750 militares e civis, na sequência da invasão de Goa, Damão e Diu pela União Indiana."
Ler aqui restante artigo do Expresso.
"No dia 19 de Março passou o 44.° aniversário de um inesquecível episódio que ocorreu no Campo de Prisioneiros de Pondá, em Goa, onde se encontravam 1750 militares portugueses, depois da União Indiana ter invadido aquele território, na noite de 17 de Dezembro de 1961."
Texto na íntegra aqui."Antigos combatentes partilham memórias e lamentam que população fique alheia ao 50.ºaniversário."
Nós, portugueses, tantas vezes militantes desse exercício de nos indignarmos à mesa do café; de protestar, no círculo de amigos, contra esses eleitos indignos que não sentimos que nos representam; de contestar, entre garfadas num bife, ao jantar, políticas e decisões; de vilipendiar quem achamos que desbarata os dinheiros públicos; de praguejar, perante o vizinho, por acharmos que a sociedade em que vivemos não está no rumo certo, somos simultaneamente cidadãos civicamente passivos e useiros e vezeiros na tão típica expressão "o que é que se há-de fazer?", proferida não como interrogação, mas como uma fatalidade.Na hora de apresentar sugestões, de pôr à discussão perspectivas alternativas de desenvolvimento, remetemo-nos à nossa concha, deixando aos outros a tarefa de decidirem por nós, não ousando pensar por nós próprios e apresentar à comunidade eventuais caminhos. A opinião de cada um de nós é tão válida como a de um qualquer deputado municipal, qualquer outro eleito ou a chefia de qualquer organismo público. No entanto, nem sempre temos essa percepção. Ou simplesmente é mais cómodo o papel de menorização a que nos submetemos.
Mas vão sempre surgindo pedradas no charco a tentar agitar as águas. Um desses momentos está agendado para 31 de Março, às 21h30, na Praça do Município.
Refiro-me à iniciativa OUVIR e FALAR - CICLO DE TERTÚLIAS PELA DEMOCRACIA E CIDADANIA, organizada por um grupo de fundanenses aparentemente descomprometidos com facções partidária, religiosas ou outras.
A premissa é partir das conversas de café para uma grande conversa na rua sobre tudo o que nos inquieta ou preocupa. A organização nota que não há respostas erradas. Todas as opiniões são válidas. "Não temos partido, mas tomamos partido" parece-me um bom lema e a tertúlia um aliciante espaço público de troca de ideias. Em nome do Pedaços de Alcongosta endereço os parabéns a quem a promove.
(Clicar na imagem para ampliar)
De Alcongosta para o mundo. A reciclagem de materiais de forma criativa é o traço distintivo dos trabalhos da Telma Veríssimo e o resultado final mereceu hoje a atenção do Diário de Notícias, que no âmbito da rúbrica Made in Portugal publica uma página com as criações da nossa conterrânea.
A empresa que comercializa as peças de design tem o nome Studio Veríssimo e alguns dos objectos decorativos estão espalhados por várias zonas do globo.
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