Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja


Numa retrospectiva ao ano 2012 um acontecimento sobrepõe-se de tal maneira a todos os outros, por tudo aquilo que significa, que ofusca os demais. Assim, o Pedaços de Alcongosta escolhe o encerramento da Escola de Alcongosta, onde há cinco décadas se ensinava a ler e a escrever, como o que de mais marcante aconteceu no ano passado na nossa freguesia. Vamos esperar que as consequências desta decisão, associada a outras, não venham a prazo a ser tão nefastas para Alcongosta como vaticino.

Estão disponíveis, gratuitamente, em frente à igreja de Alcongosta, pinheiros naturais, resultado do desbaste de zonas da floresta.

Os Anafaia, conhecidos pela designação usada até agora, Comtradições, dão hoje a conhecer, ao vivo, o seu primeiro álbum, num concerto marcado para as 21h30, na Moagem.
O grupo que já tivemos oportunidade de ver actuar em Alcongosta avança com dois originais e os restantes dez temas resultam da recolha de música tradicional da região.


 Vamos lá então "encorrer os espanhóis" hoje? A concentração é uns minutos antes da meia-noite, na Praça do Município. Ao som das 12 badaladas acende-se a iluminação de Natal e a banda começa a entoar o Hino da Restauração pelas ruas do Fundão. Não se esqueçam do gorro, luvas e casaco capaz de desafiar o frio a que a noite de 1 de Dezembro já nos habituou.
 
Portugueses, celebremos
O dia da Redenção.
Em que valentes Guerreiros
Nos deram, livre, a Nação.

A Fé dos Campos d’Ourique,
Coragem deu, e Valor,
aos Famosos de Quarenta,
que lutaram com Ardor.

P’rá frente! P’rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.

Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante, Mocidade de Portugal!

Este fim-de-semana o Teatro Clube de Alpedrinha convida a assistir às três peças amadoras que sobem ao palco da colectividade. Os bilhetes são a 4 euros, 3 para sócios.


Em andamentos as obras do Pavilhão Multiusos e zona envolvente.

Basta pôr o nariz fora de casa para se perceber que o ar é gélido e não seria surpresa se os flocos de neve começassem a pintar de branco as ruas. Lá em cima, na serra, é muito provável que isso aconteça. As previsões apontam para queda de neve acima dos 800 metros. Ora, tendo a nossa Gardunha 1227 metros de altitude, antevê-se um manto níveo por estas paragens.

Lembram-se? Este era, até há pouco mais de uma década, o aspecto do antigo espaço do mercado semanal do fundão, onde algumas bancas estavam em permanência. Segunda-feira a zona, tal como as principais ruas do Fundão, ganhavam um movimento que não se via nos restantes dias, durante os quais a área do mercado podia ser utilizada para estacionar.

Dava jeito (e olha quão últil seria agora, em que cada metro quadrado está parqueado), mas era um espaço, amplo, numa zona nobre da cidade, desaproveitado. Entretanto foi construído o pavilhão multiusos no local, que mudou o seu rosto.

Com a concretização, ao lado, do chamado Centro Cívico, resultado do arranjo urbanístico da antiga FACIF, a  zona ficou irreconhecível. Durante alguns anos o mercado semanal passou a realizar-se na área de expansão da cidade, onde estão localizadas as piscinas cobertas. Há cerca de quatro anos regressou aos terrenos de onde tinha saído, embora sem o mesmo impacto económico junto dos feirantes e do comércio da cidade em geral.

31 outubro 2012

Cinema na Moagem

O filme "Linhas de Wellington", sobre o período das invasões francesas em território nacional, é exibido esta sexta-feira, 2, na Moagem. às 15h00 para as escolas e às 21h30 para o público em geral.

A Rota dos Castanheiros, percurso pedestre que conduz os participantes através de um trajecto pintado com as múltiplas cores que o Outono proporciona, realiza-se no próximo domingo, 4. A concentração, em frente à Junta de Freguesia de Alcongosta, é às 8h30, com saída prevista às 9h15. O almoço, na Casa do Guarda, depois daquela que é, provavelmente, a caminhada que se faz em Alcongosta num cenário mais bonito, está marcado para as 13h. À tarde, no mesmo local, realiza-se o habitual magusto.

As inscrições na Gardunha Viva estão abertas até sexta e custam 5 euros.

Lembram-se destes? Eram os antigos autocarros da Rodoviária Nacional que também faziam as viagens para Alcongosta. Com a cisão da RN e a posterior privatização, em 1993, das empresas resultantes dessa fragmentação, surgiu a Rodoviária da Beira Interior (RBI), que ficou com os serviços da anterior operadora. Em meados da década de 90 os autocarros começaram a ser pintados de rosa e branco e outros a ser substituídos por aqueles que ainda hoje asseguram o trajecto em autocarro entre Alcongosta e o Fundão.

13 outubro 2012

Clientelismo

05 outubro 2012 - Sexta às 9 - Informação - Actualidades - RTP

"Têm menos de 30 anos e já são especialistas do governo.
O “Sexta às 9” descobriu-lhes o rasto nas juventudes partidárias e até uma ligação familiar com um alto representante do eixo do poder.
Fogem de entrevistas como diabo da cruz.
Quem dá a cara, defende-se como pode". RTP

Já aqui tínhamos feito referência a estes especialistas acabados de sair da universidade e das jotas partidárias, onde se inclui um do Fundão, com base na informação veiculada através de um blog. O programa "Sexta às 9", da RTP, foi saber quem são estes assessores, e facilmente percebeu a rede clientelar de onde emanam.

O fundanense Jorge Garcez, vereador sem pelouros no município do Fundão e membro da JSD, é uma das figuras destacadas pela reportagem. Ficamos então a saber que, para além de jota da cor, é também genro de Nunes Liberato, o chefe da casa Civil do Presidente da República, cuja esposa é natural de Valverde. originário de Valverde. Está então explicado. Certamente que foi escolhido pelo mérito evidenciado.

Já agora, o blog Aventar debruça-se igualmente sobre o assunto.



Numa altura em se deixou de ensinar a ler a escrever na Escola de Alcongosta, ficam as lembranças de outros tempos, de diferentes gerações que durante cerca de cinco décadas deram vida ao edifício agora de portas fechadas.

A Escola Primária de Alcongosta vai ser reconvertida num Centro de Interpretação da Cereja. Pelo menos, é essa a utilização que a Câmara do Fundão tem em vista para o espaço.
O edifício onde gerações de alcongostenses aprenderam as primeiras letras ao longo de mais de cinco décadas deixou de ter actividade em Junho, no final do último ano lectivo, e as salas estão agora desocupadas. A excepção (vamos ver até quando) é a sala do pré-escolar, o Jardim de Infância.

Rebobinando a fita do tempo, recorda-se que o Centro de Interpretação da Cereja é assunto repetido. Esse investimento há muito que estava prometido para Alcongosta. Mais precisamente para a Casa do Guarda e edifícios anexos, onde seriam feitas obras e reconvertidos. O tempo passou, as promessas desvaneceram-se no tempo, as circunstâncias alteraram-se e os tempos em que a austeridade ganhou protagonismo dificilmente permitirão que esses imóveis localizados na Serra da Gardunha venham a ganhar outra vida nos tempos mais próximos.




    
 No Chocalhos deste ano dois artesãos de Alcongosta ganharam o prémio, ex aequo, de melhor peça de artesanato exposta no Festival dos Caminhos da Transumância: o Ti Zé da Encarnação, conhecido e único esparteiro que resta dos muitos que existiam na freguesia, e Mabília Diamantino.






































                                                                   

O ano lectivo começou, mas a Escola de Alcongosta continuou de portas fechadas, e assim vai permanecer. É mais uma das centenas de estabelecimentos de ensino que têm vindo a encerrar pelo país.

Certamente que as crianças precisam socializar, que não é pedagógico ter numa sala vários anos. Tal como é notório que, em parte, todos os alcongostenses que optaram por colocar os filhos noutras escolas vizinhas contribuíram para este desfecho. Os outros foram quem, ao longo dos anos, não encontrou soluções para estancar a saída da terra dos mais jovens, com medidas revigorantes, que imprimissem dinamismo e aumentassem os factores de atractividade.

A decisão está tomada e executada. Mas nem na hora em que crianças pequenas ficam desenraizadas, em que são mandadas o dia inteiro para longe de casa e da família, se lhes facilita a vida. Impôs-se, determinou-se que os alunos iriam para o Souto da Casa, que não há-de ficar em caminho para os pais e com quem a proximidade não é a maior. Sem opção de escolha. Ou vão para ali, ou para mais lado nenhum. É para ali que se garante o transporte. Se preferirem ir para outro sítio, nem que isso signifique ter a vida facilitada, azar! Desenrasquem-se!

Acontece que por uma questão prática (e evidente) houve quem preferisse o Fundão ou Donas. As crianças vão ficar dispersas (consequência do encerramento da Escola de Alcongosta) e o estado desresponsabiliza-se do seu transporte. Lamentável. A não ser que entretanto essa insensibilidade tenha sido corrigida.

Na hora em que o primeiro ciclo deixa de existir na nossa aldeia, fica a recordação da horta existente na escola no último ano lectivo.

O infortúnio bateu à porta de uma família de Alcongosta na manhã do último sábado, que viu um piso da sua residência destruído pelas chamas e os restantes bens danificados na sequência do combate ao incêndio que teve origem na chaminé.
Foi em casa da Salete Chebimba, no sítio do Chão da Cruz. Podia ter sido na de qualquer outra pessoa. Publicamente, garantiu-se solidariedade. Vamos ver se não são palavras vãs.

A RCB noticiou o incêndio:

FAMÍLIA DESALOJADA EM ALCONGOSTA DEVIDO A INCÊNDIO
Um incêndio esta manhã em Alcongosta deixou uma família desalojada, um casal com dois filhos adultos, e um ferido ligeiro. O ferido foi um dos filhos que, para evitar uma catástrofe ainda maior, retirou uma botija de gás da habitação tendo sido assistido no Hospital Pêro da Covilhã com ferimentos ligeiros numa das mãos.
O incêndio, que começou na sala, destruiu o primeiro andar da habitação no Chão da Cruz, como explicou à RCB, Luís Martins, o presidente da junta de Alcongosta "eu estive a falar com a família e eles nem sabem muito bem o que aconteceu, estavam a preparar o lume para fazer uma grelhada e de repente a sala ficou em chamas, um dos filhos ainda retirou uma botija de gás da casa e foi para o hospital uma vez que a botija já devia estar quente, mas podia ter sido ainda mais dramático".
A junta de freguesia já disponibilizou uma habitação à família para se instalar provisoriamente até ver o seu problema resolvido "porque vai ser impossível viver ali viver com o primeiro andar destruido pelas chamas e o rés-do-chão com tudo molhado". Assim a junta disponibilizou à família a casa do artesanato "que tem cozinha e frigorífico, não temos camas mas temos uma população solidária que já se disponibilizou para ajudar, assim como a acção social da câmara do Fundão e vamos todos juntos resolver o mais depressa possível o problema para que esta família volte à normalidade".
O alerta de incêndio urbano em Alcongosta foi dado às 10.39 da manhã, o fogo foi dado como extinto ao meio dia e meia hora. No local estiveram 10 bombeiros da corporação do Fundão com o apoio de 4 viaturas.

Em Alcongosta há muito que nos habituámos a ver gente proveniente de vários pontos do país de visita à serra da Gardunha com o intuito de observarem, in loco, um dos locais onde alguns testemunham existir actividade extra-terrestre. Ao longo dos anos fomo-nos familiarizando com este e outro tipo de relatos relacionados com objectos voadores não identificados e outro tipo de actividades paranormais. A montanha que abriga a nossa terra é também pródiga em lendas e histórias que ajudaram a criar uma mística em torno da Gardunha.

Para explorar essa dimensão, a Associação Histérico promove este fim-de-semana, dias 8 e 9 de Setembro, o Gardunha Fest, concurso de curtas metragens que desafiou realizadores, aspirantes ou curiosos a apresentarem os seus registos alusivos ao fenómeno paranormal na Gardunha. O resultado pode ser visto sábado e domingo, na Moagem e na Casa do Guarda de Alcongosta.

Sábado, à mesma hora em que decorre a Festa de Alcongosta, há uma caminhada entre o centro da aldeia e a Casa do Guarda, às 21h, onde 40 minutos depois é exibido um documentário transmitido pela RTP2, e disponível na net, sobre OVNIS na nossa serra.

O programa completo pode ser visto aqui.

Programa
8 setembro, Sábado
Local: A Moagem- Cidade do Engenho e das Artes (centro da cidade do Fundão)
15h30 - Palestra sobre a temática do Paranormal e a envolvência da serra da Gardunha. Moderador: Nuno Francisco. Oradores: David Caetano; Paulo Loução; Pedro Salvado.
16h40 - Pausa
17h - Visionamento das curtas a concurso
18h - Discurso Oficial
18h15 - Entrega de prémios
18h30 - Término na Moagem
Local: serra da Gardunha
21h - Caminhada de ligação entre a aldeia de Alcongosta e a Casa do Guarda (alto da serra da Gardunha). Duração: 25min, 5km.
21h30 - Concentração na Casa do Guarda (Alcongosta)
21h40 - Visionamento de um Documentário da RTP
22h - Observação de Estrelas
23h - Fim. E regresso à aldeia de Alcongosta em veículos a cargo da Organização
9 setembro, Domingo
em A Moagem- Cidade do Engenho e das Artes (centro da cidade do Fundão)
15h - Exibição da curta metragem 'Má Hora'
15h45 - Animação musical com projeção de imagens e recolhas em filme, género documentário, do Projecto ‘Silhuetas da Gardunha’
16h15 - Visionamento das curtas vencedoras
17h - Término e Agradecimentos

Começa amanhã, sexta-feira, e prolonga-se até domingo mais uma edição do Vive Donas, um evento de que fazem parte o artesanato, música, e gastronomia, em barracas ao longo das ruas do centro da aldeia.um festival que concilia a música, a etnografia, o artesanato e a gastronomia na zona central da aldeia.Os grupos Capa Grilos, Pas de Probleme, Puro Akaso e Os Quintarolas são alguns dos responsáveis por animar a festa.




 A habitual festa de Alcongosta, realizada sempre no segundo fim-de-semana de Setembro, esta ano esteve em risco. Com a particularidade de ser feita pelos naturais de Alcongosta que completam 40 anos, é assim que tem sido há longas décadas. Com mais ou menos gente, o empenho e a vontade têm sempre permitido cumprir a tradição, como já aconteceu, com a ajuda de terceiros, quando havia apenas dois festeiros.

A tendência é, aliás, salvo alguns anos atípicos, em que nasceu muito mais gente que o habitual, para se repetirem anos problemáticos, com pouca gente. Mas nunca isso foi motivo para a festa não se fazer. Para este ano muitos festeiros foram chamados ao palco. Muitos no estrangeiro, outros actualmente sem ligação a Alcongosta, outros a quem se perdeu o rasto. Ainda assim, alguns receberam o testemunho, mas na hora de agir, ninguém teve dinamismo, ninguém teve a iniciativa de se organizar para desempenhar o papel que se esperava da malta de 1972.

É inédito. A realização da festa esteve em risco e quem acabou por assumir a organização foi o grupo de 1966, que já tinha cumprido essa obrigação há seis anos. Graças a essas pessoas, a normalidade está assegurada e o cartaz já é conhecido. Nele não constam os habituais nomes mais ou menos sonantes da cena pimba nacional, mas também não é isso que mobiliza as pessoas e o programa é mais que suficiente, dadas as circunstâncias.


GRANDES FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA ANUNCIAÇÃO 2012- Alcongosta

Sábado 8:
15:00H- Inicio das festas com aparelhagem Robalo
16:00H - Actuação dos Bombos deAlcongosta
Arrematação de ofertas no Largo da praça
20:30H - Novena, seguida da procissão, acompanhada pela banda união de Santa Cruz
22:00H - Actuação do grupo musical "Osíris"
3:00H - DJ LV

Domingo 9:

8:00H- Alvorada pela Banda União de Santa Cruz
16:00H - Missa solene em honra de Nª Srª da Anunciação,seguida pela procissão, acompanhada pela Banda União de Santa Cruz
18:30H - Continuação das festas com aparelhagem Robalo
22:00H - Bombos de Alcongosta
22:30H - Actuação do grupo musical "Português Suave"

Segunda 10:

16:00H -Continuação das festas com a aparelhagem Robalo
22:30H- Actuação do Homem da terra da cereja "Luís Gonçalves"
0:00H- Nomeação dos mordomos para o ano 2013

01 agosto 2012

Cale de 3 a 12 de Agosto

O CALE - Festival de Rua do Fundão começa sexta-feira e prolonga-se até dia 12 de Agosto, com tasquinhas, animação cultural, animação musical, artes circenses, arte urbana e outros atractivos, na zona antiga da cidade.
As ruas da Cale, João Franco, 5 de Outubro e Jornal do Fundão são algumas das que acolhem a iniciativa, que engloba o SangriAgosto.


A crise, definitivamente, não é para todos. Nem a austeridade. Não é que isso seja novidade, até porque temos exemplos diários que nos lembram isso mesmo. Enquanto o Governo pede sacrifícios ao Zé Povinho e corta até nos serviços essenciais, há funções que, mercê das extraordinárias competências requeridas e reconhecido mérito de quem as desempenha, justificam vencimentos obscenamente elevados.

A crer numa lista a circular pelo ciberespaço, aqui retirada do blog Lusofolia, parece ser esse o caso de Jorge Garcez, jovem vereador sem pelouros na Câmara do Fundão, desde a chegada ao governo de Passos Coelho também assessor no Ministério da Administração Interna. Segundo a "Lista dos Tachos", faz parte de um grupo de 29 assessores / adjuntos de ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, havendo 14 "especialistas" com idades entre os 24 e os 25 anos a auferir ordenados principescos. Certamente que isso nada terá que ver com ligações às jotas nem com jobs for the boys.

Alegadamente, o jovem autarca fundanense recebe mensalmente mais de 5 mil euros. Numa altura em que o desemprego continua a disparar para valores inéditos, se prevê que a taxa de pessoas sem trabalho atinja os 16% no próximo ano a a troika recomenda uma redução salarial num país em que mais de meio milhão de trabalhadores (605 mil) ganham o salário mínimo, congratulemo-nos por haver quem tenha a oportunidade de ter um salário tão generoso.


MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)
Cargo: Assessor
Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?





A Junta de Freguesia de Alcongosta organizou hoje uma sardinhada com a população, na Casa do Guarda.

Foto:cmf


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Segundo a RCB, que não explica por decisão de quem, a Escola Primária de Alcongosta vai fechar, devido ao reduzido número de alunos. No próximo ano lectivo, o estabelecimento de ensino da nossa terra não estará em funcionamento. O jardim-de-infância continua aberto mais um ano, mas sem prolongamento de horário, por a Junta de Freguesia dizer que não tem dinheiro para assegurar o serviço. Pelo que é possível entender, a Ocupação de Tempos Livres, a funcionar no edifício da cantina, deixa também de estar ao serviço da população.





ESCOLA DE ALCONGOSTA ENCERRA
Com apenas 5 crianças, a escola do primeiro ciclo de Alcongosta (Fundão) encerra no próximo ano lectivo. "É uma grande machadada para a aldeia", refere à RCB o presidente da junta.
O presidente da junta lamenta a decisão de encerrar a escola onde foi feito um investimento que a colocou no patamar das melhores escolas do concelho “lamento e não compreendo como é que se faz um investimento como se fez em Alcongosta, sendo uma das escolas melhor apetrechadas do concelho, para agora se fechar”.
Luís Martins ainda propôs que a escola de Alcongosta fosse uma escola de acolhimento, mas nunca obteve resposta.
Perante o encerramento eminente o autarca espera que o edifício possa ser aproveitado por exemplo, como polo dinamizador da cereja “temos muitas instituições sabedoras da cereja e da fruticultura que podiam dinamizar o espaço, nós estamos disponíveis porque acho que era fundamental para Alcongosta agarrar de vez no motivo da cereja”.
Quanto ao jardim de infância, actualmente com 5 crianças ainda vai funcionar no próximo ano lectivo mas sem prolongamento de horário “não temos capacidade económica, o jardim de infância vai funcionar mas no horário lectivo”.
Com o encerramento da escola de primeiro ciclo de Alcongosta, a aldeia, diz o presidente da junta, vai ficar de luto. 

19 junho 2012

Geocaching em Alcongosta

Alcongosta faz parte do roteiro do geocaching, actividade lúdica que consiste na procura de objectos através de coordenadas geográficas, com recurso ao GPS. Na Festa da Cereja foi colocada uma cache para os entusiastas do passatempo, que pode ser procurada no resto do ano. Trata-se uma micro-cache, de dificuldade reduzida.






Cova da Beira: Chuva tardia estragou muitos frutos

Cereja tem uma quebra de 40 %

A campanha da colheita da cereja na Cova da Beira começou este ano com algumas semanas de atraso e, por isso, há menos quantidade, mas melhor qualidade, com frutos maiores e mais apelativos.


"O clima voltou a afectar a produção e levou a que a maturação do fruto fosse mais tardia e que a campanha começasse mais tarde", explica ao Correio da Manhã Filipe Costa, administrador da Cerfundão, que recebe cereja de 300 associados da região da Cova da Beira. 

Regista-se uma quebra de produção na ordem dos 40 por cento, já que o total não deverá ir além das 4500 toneladas, quando no ano passado atingiu as 7500 toneladas. 

As geadas fortes e a chuva tardia estragaram muita cereja, mas a que vingou é maior e com um "aspecto mais apelativo" para o consumidor, garantem os produtores. 

Os vários pomares de João Mendes, de 30 anos, com uma área de 40 hectares, deverão produzir, até final da campanha, 50 toneladas de cereja. Este valor representa uma redução de mais de 40 por cento em relação ao ano passado. Nos três meses de campanha, o jovem agricultor dá emprego a 30 trabalhadores, lamentando que este ano os lucros sejam irrisórios, "pois as receitas das vendas vão dar para cobrir as despesas e pouco mais". 

PASTEL DE CEREJA NASCE NO FUNDÃO
Criado pelos chefs Pedro Rito e João Paulo Carvalho, da Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão, o pastel de nata de cereja surgiu no ano passado na Festa da Cereja de Alcongosta, Fundão, e tornou-se um sucesso. Na altura, foram vendidos mais de três mil pastéis e, desde então, o doce está disponível em quase todas as pastelarias e cafés da região da Cova da Beira.



É difícil contabilizar os milhares de visitantes que ao longo dos quatro dias da Festa da Cereja passaram por Alcongosta. Percebe-se que foi muita gente, de todo o país, a ponto de encherem completamente as ruas em alguns períodos do dia e sobretudo durante as noites de sexta e sábado, como tem sido habitual nas edições anteriores. O frio e a ameaça de chuva na noite de sábado não desmobilizaram toda esta gente que se pode ver nas imagens captadas pelo grupo Ver e Olhar.


 A vereadora a apreciar estas três ruidosas "vendedoras" de cerejas com caracóis.
 A cestaria e a cereja, dois ícones de Alcongosta.
 O Álvaro não veio provar o pastel de cereja, mas mandou o adjunto vir provar uma bebida com sabor ao fruto.
Outro emblema da Capital da Cereja, o esparteiro Ti Zé da Encarnação, a cumprimentar o secretário de estado.

Fotos via Câmara do Fundão

Mais uma vez a RCB esteve presente com um estúdio e fez a cobertura diária, com directos frequentes, a partir da Festa da Cereja de Alcongosta.

MAIS DE 50 MIL NA FESTA DA CEREJA
Mais de 50 mil pessoas visitaram a festa da cereja em Alcongosta onde se venderam mais de 55 toneladas de cereja e se movimentou pelo menos um milhão de euros. É o balanço em números da festa da cereja que durante quatro dias animou aquela aldeia do concelho do Fundão.
A junta de freguesia de Alcongosta distribuiu 23 mil caixas alusivas à festa, com capacidade de dois quilos, para os produtores venderem cerejas. As caixas esgotaram, pelo que Luís Martins, estima que pelo menos 55 toneladas de cereja foram vendidas durante os quatro dias "só aqui no recinto da festa".

O autarca estima ainda  que pelo menos meio milhão de euros tenham sido movimentados em Alcongosta durante os quatro dias do certame "eu acho que visitaram Alcongosta mais de 50 mil pessoas, mas fazendo as contas apenas a 50 mil se fizermos uma média de 20 euros por pessoa estamos a falar de um milhão de euros que é importante para a economia local".

Para o ano há mais e segundo Luís Martins com algumas arestas a limar "ao nível do trânsito no domingo falhou, o facto de se ter avariado um autocarro provocou um engarrafamento e os transferes desde o estacionamento até à aldeia não funcionaram pelo que recebemos algumas reclamações, pedimos desculpa pelo incómodo mas foi um problema que nos foi alheio".

Para além do trânsito a segurança é outro dos aspectos que é necessário melhorar no próximo ano "correu tudo bem à excepção do sábado de madrugada com alguns distúrbios, não vimos por aqui a GNR, não sei porquê, vamos apurar o que é que falhou".

Luís Martins salienta ainda o facto deste ano estar a ser feita uma auditoria à qualidade dos produtos vendidos na festa "esta empresa está a recolher todos os produtos transformados de cereja à venda na festa, o que vai permitir a elaboração de um relatório que será um documento importante para continuarmos a aumentar a qualidade".

O certame já ganhou um lugar no calendário das festas nacionais. A prová-lo estão os testemunhos recolhidos pela RCB nos vários dias da festa junto dos visitantes. Vieram de todas as partes do país: Algarve, Alentejo, Ribatejo, Lisboa, Porto, Coimbra, Guarda, Viseu, Aveiro e claro do distrito de Castelo Branco.

Paula Brito


 PASTEL DE NATA DE CEREJA AOS MILHARES
Este ano a grande novidade da festa da cereja, em Alcongosta, foi o pastel de nata de cereja. A escola de hotelaria e turismo do Fundão vendeu durante os quatro dias do certame mais de oito mil pasteis.
Um número que excedeu todas as expectativas da responsável da escola, Maria José Martins "só hoje (sábado) já confeccionámos mais de 3 mil pastéis de nata de cereja, está a exceder de todo, as nossas expectativas".
Maria José Martins recorda que o principal responsável por este pastel é o chefe João Paulo Carvalho "que é o chefe de cozinha e formador da nossa escola".
A receita, que nasceu na escola de hotelaria e turismo, já foi registada pela autarquia e o objectivo é estabelecer uma parceria com as pastelarias do Fundão para a confecção do pastel de nata de cereja original "estamos neste momento em articulação com as pastelarias do Fundão no sentido de eles próprios confeccionarem este pastel, com algumas regras, não deturpando a receita original, seria muito bom colocarmos este pastel em todas as pastelarias do Fundão".
Maria José Martins, directora da escola de hotelaria e turismo do Fundão que vendeu mais de 8 mil pastéis de nata de cereja na festa de Alcongosta onde se chegaram a formar filas de horas para provar o famigerado pastel.

A festa do turismo e das iguarias de cereja – c/som

O pastel de nata de cereja, as pipocas ou os gelados de cereja estão entre as novidades da edição de 2012 da Festa da Cereja que decorre até domingo, dia 10 de junho. O certame organizado pela Fundão Turismo e pela Junta de Freguesia de Alcongosta apresenta ainda novidades ao nível do artesanato. O terço de caroços de cereja é um dos exemplos.

Até ao próximo domingo, todos os caminhos vão dar à Festa da Cereja. Milhares de excursionistas de todo o país deslocam-se à Beira Baixa para participarem num certame que a cada ano apresenta novas abordagens gastronómicas à cereja. Paulo Fernandes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, destaca “a notoriedade da cereja do Fundão” e a presença garantida de pelo menos “150 excursões”, num ano em que a cereja à venda apresenta "uma extraordinária qualidade”. 

Na edição de 2012 o pastel de cereja é das maiores atrações e só assim se compreende a aposta de muitas pastelarias do concelho na confeção do produto. A receita oficial da marca registada pelo município do Fundão tem a assinatura da Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão mas na Festa da Cereja há outros pastéis de cereja à venda. Paulo Fernandes sublinha o trabalho que está a ser desenvolvido no sentido de “uniformizar” a receita do pastel de cereja. Segundo o presidente da CMF há “vários contactos para a exportação” do pastel de cereja. Na Festa da Cereja a Escola de Hotelaria e Turismo está preparada para “vender mais de seis mil unidades” do produto, adiantou à Rádio JF, Maria José Martins. A diretora do estabelecimento de ensino acrescenta que este fim de semana, toda a escola está mobilizada para o certame.

Na Festa da Cereja destaque-se igualmente a apresentação de novos licores e doces à base de cereja. Assim acontece com a Tasca do Levezinho. David Rodrigues exemplifica com o "gelado de cereja e as pipocas com recheio de cereja". A expectativa é a melhor também para a Escola Profissional do Fundão que repete na Festa da Cereja a criatividade e inovação na criação de "batidos e cocktails de cereja", explicou José Graça coordenador da operação. 

A cereja como motivo central da oferta de uma festa em que “há maior comodidade e segurança de pessoas e bens”, sublinhou o autarca de Alcongosta, Luís Martins.




 

A Confraria da Cereja reuniu domingo em Alcongosta, na Festa da Cereja, para a cerimónia de entronização de novos confrades, que decorreu na Capela do Espírito Santo.
Luísa Sobral, cantora, Paulo Fernandes, presidente da Câmara do Fundão, uma agricultora e o presidente da câmara de comércio luso-japonesa são os novos embaixadores da cereja.

Fotos via Câmara do Fundão



Os Eléctricos tocam esta noite, às 22h, na Festa da Cereja de Alcongosta.

Amanhã, sábado, 9, no âmbito da Festa da Cereja, realiza-se às 16h um colóquio sobre a interferência da cereja na saúde e bem-estar, no Clube Académico de Alcongosta.



A opção mais cómoda para chegar à Festa da Cereja, sobretudo nas horas de maior afluência, é mesmo de autocarro. Evita-se perder tempo e eventualmente a paciência à procura de lugar.
Junto ao Seminário, à entrada da estrada para Alcongosta, há parque de estacionamento e autocarros de 10 em 10 minutos a fazer a viagem para a Festa da Cereja. Ao contrário de anos anteriores o bilhete não é gratuito, tem um custo de 50 cêntimos.
Na sexta e sábado o último autocarro sai de Alcongosta em direcção ao fundão às 4h da madrugada.



na minha poesia
não há cerejas
prefiro comê-las





Ernesto Melo e Castro