O ano lectivo começou, mas a Escola de Alcongosta continuou de portas fechadas, e assim vai permanecer. É mais uma das centenas de estabelecimentos de ensino que têm vindo a encerrar pelo país.
Certamente que as crianças precisam socializar, que não é pedagógico ter numa sala vários anos. Tal como é notório que, em parte, todos os alcongostenses que optaram por colocar os filhos noutras escolas vizinhas contribuíram para este desfecho. Os outros foram quem, ao longo dos anos, não encontrou soluções para estancar a saída da terra dos mais jovens, com medidas revigorantes, que imprimissem dinamismo e aumentassem os factores de atractividade.
A decisão está tomada e executada. Mas nem na hora em que crianças pequenas ficam desenraizadas, em que são mandadas o dia inteiro para longe de casa e da família, se lhes facilita a vida. Impôs-se, determinou-se que os alunos iriam para o Souto da Casa, que não há-de ficar em caminho para os pais e com quem a proximidade não é a maior. Sem opção de escolha. Ou vão para ali, ou para mais lado nenhum. É para ali que se garante o transporte. Se preferirem ir para outro sítio, nem que isso signifique ter a vida facilitada, azar! Desenrasquem-se!
Acontece que por uma questão prática (e evidente) houve quem preferisse o Fundão ou Donas. As crianças vão ficar dispersas (consequência do encerramento da Escola de Alcongosta) e o estado desresponsabiliza-se do seu transporte. Lamentável. A não ser que entretanto essa insensibilidade tenha sido corrigida.
Na hora em que o primeiro ciclo deixa de existir na nossa aldeia, fica a recordação da horta existente na escola no último ano lectivo.