Abandono. É esta a palavra que melhor descreve o estado em que se encontra a zona de lazer da Casa do Guarda de Alcongosta, local sempre muito procurado durante a época estival. Já no ano passado se notava desleixo na manutenção do espaço. Este ano o cenário, que nos habituamos a classificar como aprazível, de convívio, ponto de encontro, é desolador.
O bar, que ou tem sido explorado pela Junta, ou concessionado, nem abriu. A zona do parque de merendas é uma sombra do local que sempre conhecemos. A relva desapareceu, secou toda, e o mau aspecto da área é notório. A piscina, essa, sempre muito procurada, e que ajudava a trazer muita gente a Alcongosta, só há dias, com o Verão a meio, foi enchida.
A Casa do Guarda - a zona de lazer, deixemos as considerações sobre a exploração do edifício para outra ocasião - é uma imagem de marca de Alcongosta. Um dos motivos que trazia gente à nossa freguesia, cada vez com menos locais de convívio. É incompreensível que tenha sido votada ao abandono desta forma.
Este é um alerta. O Verão já vai a meio, mas é ainda possível recuperar alguma da dignidade daquele espaço e criar condições para que se possa desfrutar dele. Afinal, que outros equipamentos de lazer temos actualmente em Alcongosta? Se não surgiram interessados em abrir o bar, devia ter sido a Junta a fazê-lo. Se porventura o motivo for a falta de recursos humanos, em anos anteriores encontraram-se soluções. Por exemplo recorrendo àqueles estágios de algumas semanas. Ou a voluntários. Ou reduzindo o aluguer a um valor simbólico. O objectivo, aqui, jamais poderá ser querer ganhar dinheiro. Porque o importante é o bar de apoio estar ao serviço da população.
À consideração dos responsáveis, que somos todos nós, alcongostenses, mas que temos o poder executivo delegado em alguém para que pugne pelos interesses colectivos da freguesia.