Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja

30 setembro 2014

Dona Laurinda hoje no I


A ilustrar o texto sobre o Festival Literário da Gardunha, hoje, no jornal  i, vem uma foto da dona Laurinda, numa das tão tradicionais oficinas de Alcongosta, com um cesto de verga de castanho da mão, provavelmente feita pelo marido, mais conhecido por Polícia. A imagem foi captada por Pedro Loureiro, durante a residência artística da semana passada, por territórios nas fraldas da Gardunha.


No âmbito do Ciclo de Jazz das Aldeias do Xisto, e para assinalar o Dia Internacional dos Rios, Maria João, acompanhada dos Ogre, dá um espectáculo domingo, 28, na Igreja Velha de Janeiro de Cima, às 15h, com entrada gratuita.



Cristina Branco e João Paulo Esteves da Silva sobem sábado à noite, às 21h30, ao palco da Moagem. Os bilhetes custam 4 euros.


Década e meia depois de um primeiro encontro e de um percurso tecido por muitasmúsicas e "aventuras", como a ousadia de cantar Schuman, Cristina Branco e João Paulo Esteves da Silva voltam agora a encontrar-se no Fundão, no âmbito do I Festival Literário da Gardunha, no dia 27 de Setembro, no Auditório da Moagem.Este reencontro de Cristina e João Paulo acontece no âmbito de um festival literário, uma feliz coincidência para dois artistas que dão uma grande importância às palavras e, em particular, às palavras poéticas. Baudelaire, Miguel Farias, Vasco Graça Moura, Chico Buarque, Cesário Verde, António Lobo Antunes, são alguns dos autores dos textos, com composições de Fausto, José Afonso, Mário Laginha ou do próprio João Paulo Esteves da Silva, entre outros. Músicas e palavras comungadas ao longo dos anos pela cantora e pelo pianista, revisitadas agora num tempo que se quer de "intervenção, de rememoração por um tempo melhor".


A fadista fundanense Celeste Rebordão Rodrigues, 91 anos, irmã de Amália, em entrevista a Anabela Mota Ribeiro, no Público, recorda alguns episódios da infância na terra natal. 

Começamos, muito lá atrás, pelas canções que cantava quando descascava ervilhas?
Cantava canções da Beira que a minha mãe me ensinava, Milho Grosso. E tudo o que ouvia aos ceguinhos na rua. 

Que tipo de coisas cantavam os ceguinhos?Fado. Foi aí que ouvi fado pela primeira vez. Com alguém a tocar acordeão ou guitarra ou concertina. Tinha sete ou oito anos. E ouvia nas grafonolas. Antigamente, havia a coisa dos piqueniques. Em vez de jantarmos em casa, armávamos tudo e íamos para o campo. Estava sempre alguém com grafonola. Nós não tínhamos. 

Isso ainda no Fundão ou já em Lisboa? Cá, em Lisboa. Vim com cinco anos. 

Ainda se lembra de episódios do Fundão?  Só me lembro de quando fui numa procissão vestida de anjo. Eu achava o vestido lindo!, branco com asas. Contava a minha mãe que a cada pessoa que eu encontrava dizia: “Olha aqui o meu vestido tão lindo!” E na igreja, tinha amêndoas no colo, levantei-me e as amêndoas caíram por ali abaixo. 

É uma imagem feliz, a que associa ao Fundão. Muito feliz. Outra imagem: a de o meu pai a tocar na banda, a dar a volta à cidade. E, numa noite de calor, a minha mãe pegou nos filhos e fomos dormir para o alpendre da igreja. Uma aventura. Eram sete na altura. 

Conte-me a história da família, que não a sei. Morreram crianças?   A minha mãe teve cinco rapazes e depois cinco raparigas. Um rapaz morreu à nascença, outro morreu com 18 meses e outro com dois anos e meio. E morreu uma rapariga aos seis anos e outra aos 16. Portanto, ficámos cinco. 

Era um tempo de alta mortalidade infantil.  E sem saber porquê. “O teu irmão morreu com ataques.” Sei lá que é isso de ataques. 

Como é que isso era vivido na família? Era menos traumático, apesar de tudo, do que é hoje? Não. Era muito. Eu deixei de ser religiosa por causa da morte da minha irmã. Ela tinha seis, eu tinha nove. Estava a pedir por ela, na igreja, quando o meu irmão veio ter comigo e me disse que ela tinha morrido. Nunca mais acreditei em nada. Deus, Pai Natal, acabou aí. Tenho impressão de que era mais violento do que agora, porque éramos mais unidos. Também não tínhamos mais nada — a não ser uns aos outros. 

Como é que se chamava essa sua irmã? Maria dos Anjos. Nome horroroso. A minha mãe pôs nomes feios às filhas. Maria Odete, Amália, Celeste, Ana e Maria Rosário. Ah, não era Maria dos Anjos, era Maria do Rosário.

É um lapso bonito. Fazendo dela um anjo.  Os rapazes tinham nomes bonitos. A Ana morreu com 16 anos. Era poetisa, escrevia. 

É impressionante imaginar uma menina de nove anos que tem essa revolta contra Deus quando sabe da morte da irmã.  É. Nós gostávamos muito uns dos outros. Devemos isso à minha mãe e ao meu pai. 

Como é que era a sua mãe? Uma pessoa fantástica. Tinha uma filosofia muito engraçada. Nunca se deixava abater. Quando tinha dinheiro, comprava-nos queijo. Nós gostávamos muito de queijo, queijo fresco. Dava um quarto a cada um dos filhos. A minha avó dizia: “És desgovernada. Deves dar um bocadinho hoje, um bocadinho amanhã.” A minha mãe respondia: “Não, não. Ao menos hoje consolam-se.”  

A família era pobre. Quão pobre? Tínhamos carinho. A pobreza: nem dávamos por isso. A minha mãe ia ao campo, buscar qualquer coisa para fazer uma refeição, espargos, míscaros. Aquela fome, fome, fome, nunca passámos. Podíamos não ter os bifes, essas coisas de que as pessoas precisam, também. Mas não dávamos por essa necessidade. Só havia uma coisa com que a minha mãe sofria: como tínhamos uma casa pequena [no Fundão], quando nascia um bebé, um de nós tinha de ir para casa de um familiar. 

Como era a casa? Era sobreloja, primeiro andar e sótão. Deitaram-na abaixo, infelizmente. Cada vez que ia ao Fundão, ia ver a minha casinha! [Riso] Foi onde nasci. “Se me sair a sorte grande, compro esta casa.” 

Até que idade sonhou com essa casa? Até agora, que fui lá há pouco tempo. Tive um desgosto. Estava habituada a ver a minha casinha, tão linda.

Nunca mais entrou nela? Não. Via-a por fora e já era muito bom. 

De certeza que nunca teve oportunidade, estes anos todos, de comprar a casa? Não! Nem para comprar uma caixa de fósforos, quase. Não sou como o Tio Patinhas. Nunca liguei ao dinheiro: tenho, gasto. E nunca fui de me preocupar com o dia de amanhã. Como sou muito positiva, penso que amanhã tenho um contrato. Hoje não tenho, amanhã tenho — a minha vida foi sempre assim.

Quis verdadeiramente comprar a casa ou bastava-lhe o sonho da casa? Quis. Era como voltar à minha infância.

A sua infância foi feliz por causa do amor que sentiu? Acho que sim.Veja a letra que a minha irmã [Amália] fez: “Não temos fome, mãe, já não sabemos sonhar, já andamos a enganar o desejo de morrer.” Doeu na carne [a privação]? Doeu nada. Dá mais poesia. A pessoa cresce mais depressa. 

Foi uma infância sem medos? A nossa sociedade está muito marcada pelo medoNós brincávamos na rua. Sem medo que nos roubassem os filhos. Tem-se mais sonho quando há dificuldades. “Vou juntar para isto.”

Os sonhos eram? Coisas que a gente gostava de fazer. Viajar. Trabalhávamos no Cais da Rocha e víamos os paquetes, com os passageiros todos. 

Está a falar do que o dinheiro podia comprar. Agora, aos 91 anos, sonha com quê? Oh, tanta coisa! Estou muito agarrada à vida. Mas não me amargura não fazer [tudo o que tenho vontade de fazer]. Já tenho tanta coisa boa... Abrir os olhos e ver esta beleza. 

Essa infância maravilhosa teve sempre a música. O meu pai era músico, tocava muito bem. Trompete, saxofone, clarinete. A minha mãe cantava. Como é que uma pessoa podia estar frustrada? A música enche a vida de beleza. 

A voz da sua mãe, como é que era? Um bocado como a da minha irmã, mais forte. Tinha uns agudos maravilhosos, uns graves sensacionais. 

Havia na sua mãe o desejo de ser cantora? Não. Tinha tanto filho... Pertencia a um rancho e cantava. Chamavam-lhe o “rouxinol da Beira”! Tinha uma voz que se ouvia a dois quilómetros. Nem nós. Nunca sonhámos ser artistas. Nem eu nem a Amália. A gente cantava porque gostava de cantar. Cantávamos nas [festas] dos vizinhos, nos baptizados, nos casamentos da vizinhança. Isto surgiu, primeiro com a minha irmã, porque se enamorou de um guitarrista. E eu porque andava com ela, acompanhava-a. Ainda hoje gosto de cantar. Ando sempre lalalala, por casa.

(...)Como é que era um Natal na vossa casa? Ah. Tudo sentado no chão, que éramos muitos e não havia cadeiras nem bancos. Se cantávamos? Claro! Sempre as coisas da Beira. Os martírios — como é que lhe hei-de explicar o que são os martírios? É uma coisa que se canta na Semana Santa. Eu cantei, como se fosse uma oração, para um filme de pescadores bacalhoeiros da National Geographic. Faz arrepiar quando as pessoas cantam bem. (...) 

Ver entrevista completa em Público.



Alexandra Lucas Coelho, Tiago Salazar, Luandino Vieira, Albano Martins, Alice Vieira, Arnaldo Saraiva, Deana Barroqueiro, Hélia Correia, Teolinda Gersão, Paula Moura Pinheiro, Pedro Mexia, Fernando Alvim, Fernando Paulouro, entre muitos outros escritores participam no I Festival Literário da Gardunha, que começa segunda-feira, 22, no Fundão.


A primeira edição do Festival Literário da Gardunha, no Fundão, inicia-se esta segunda-feira com uma residência artística, seguindo-se o encontro propriamente dito, nos dias 27 e 28, com a presença de mais de 30 escritores.
Alexandra Lucas Coelho e Tiago Salazar (escritores) e o fotógrafo Pedro Loureiro são os convidados para participarem na residência artística, sendo que cada um fica em diferentes pontos do concelho (Castelo Novo, Fundão e Janeiro de Cima), de modo a contactarem a comunidade, designadamente os alunos das escolas do concelho.
A estes autores, a organização lançou o desafio de produzirem um trabalho que tenha como base de inspiração os lugares que ficarão a conhecer ao longo da semana, com a Serra da Gardunha como pano de fundo.
Entre as presenças já confirmadas para o encontro estão autores como Luandino Vieira, Albano Martins, Alice Vieira, Arnaldo Saraiva, Deana Barroqueiro, Hélia Correia, Teolinda Gersão, Paula Moura Pinheiro, Pedro Mexia ou Fernando Alvim, entre outros. E ainda o escritor e jornalista espanhol Javier Reverte, a quem caberá abrir este festival, cuja primeira edição decorrerá sob o signo da viagem e da literatura de viagem.
A viagem e o mapaA viagem e a poética da viagemA viagem e a ficçãoA viagem real e a viagem imagináriaA viagem e a história ou A viagem com bilhete de ida, mas sem regresso marcado são alguns dos temas de debate propostos.
O programa inclui uma visita à aldeia histórica de Castelo Novo e à vila de Alpedrinha, e ainda um concerto com Cristina Branco e João Paulo Esteves da Silva.
O festival é promovido pela Câmara Municipal do Fundão em parceria com a A23 Edições e a Grande Turismo. 
in Público 


Programa para os dias 27 e 28:
 27 SET'14

10h30 SESSÃO DE ABERTURA com Paulo Fernandes (Presidente da Câmara do Fundão)
11h00 | LEITURA DE TEXTO por Mila Castanheira
CONFERÊNCIA INAUGURAL com Javier Reverte

14h30 | VIAGEM COM MAPA com Alexandra Lucas Coelho, Fernando Paulouro Neves, Luandino Vieira - moderação Margarida Gil dos Reis
15h45 | A VIAGEM IMÓVEL com Antonieta Garcia, Américo Rodrigues, Artur Portela - moderação Rui Lagartinho

17h00 | POÉTICAS DA VIAGEM com Catarina Nunes de Almeida, Filipa Leal, Inês Fonseca Santos, Ricardo Gil Soeiro - moderação Tiago Salazar
21h30 | CONCERTO Cristina Branco e João Paulo Esteves da Silva

28 SET'14

10h | PARTIDA DE AUTOCARRO PARA ALPEDRINHA (Praça Amália Rodrigues, Fundão) - transporte gratuito
10h30 | VIAGENS E FICÇÃO com Alice Vieira, Hélia Correia, Teolinda Gersão, Albano Martins - moderação Fernando Paulouro Neves
11h45 | VIAGEM COM HISTÓRIA com Deana Barroqueiro, Gabriel Magalhães, Miguel Real - moderação Cristina Vieira

14h | PARTIDA DE AUTOCARRO PARA CASTELO NOVO (Praça Amália Rodrigues, Fundão) - transporte gratuito
14h30 | LEITURA DE TEXTO por Mila Castanheira
A ORIENTE E OCIDENTE com Tiago Salazar, Fernando Alvim, Manuel da Silva Ramos, Paulo Nunes dos Santos - moderação Rui Pelejão
15h45 | BILHETE DE IDA com Carlos Vaz Marques, José Mário Silva, Pedro Mexia - moderação Paulo Fernandes.

17h00 | LER O MUNDO com Arnaldo Saraiva, Fernando Pinto do Amaral, Jaime Rocha - moderação Ricardo Gil Soeiro


19 setembro 2014

Fim-de-semana de Chocalhos


18 setembro 2014

Dia da Defesa Nacional


Já lá vai o tempo em que se ia às sortes, ou tirar o número, que é como quem diz ir à inspecção militar obrigatória. Já lá vai o tempo em que esse momento representava um acontecimento para os jovens mancebos acabados de completar 18 anos, tal como para as aldeias, já que ao ritual estava associada a respectiva festa para a população.

Em boa hora o serviço militar deixou de ser obrigatório e a inspecção militar foi substituída, há cerca de uma década, pelo Dia da Defesa Nacional, para o qual passaram a ser convocadas também as raparigas e não apenas os jovens do sexo masculino, como acontecia antes.

Hoje foi o dia em que os jovens de 18 anos registados em Alcongosta, apenas três, foram receber informação sobre o que fazem as Forças Armadas e ter algum contacto com o meio militar, através de várias actividades, entre as quais escalada, rappel ou slide.

(Foto de alguns alcongostenses que no início da década de 50 foram "tirar o número", durante as celebrações da data)


Fui às Sortes e Safei-me

Rio Grande

Fui às sortes e safei-me
Direito que nem um fuso
Não compreendo aquele uso
De fazer tudo aprumado
Ele há coisas que eu cá sei
Que só se fazem curvado

Fizeram-me a vistoria
Levaram tudo a preceito
Até me viram o peito
E um pouco mais ao fundo
Cada qual na sua vez
E tal como veio ao mundo

No fim já mais à tardinha
Deram um papel timbrado
Onde vinha o resultado
Não me davam qualquer uso
Fui às sortes e safei-me
Direito que nem um fuso


Na primeira jornada do Campeonato de Futsal, a Associação Desportiva do Fundão recebe amanhã, domingo, às 16h, no Pavilhão Municipal do Fundão, o Benfica, agora comandado por Joel Rocha, antigo treinador do emblema fundanense.




Em mensagem enviada para o Pedaços de Alcongosta, o promotor do Natura Glamping Gardunha, parque de campismo de luxo a instalar junto aos anexos da Casa do Guarda de Alcongosta, informa que as obras já arrancaram e que o parque entra em funcionamento no primeiro trimestre do próximo ano.


"As obras de instalação do projecto "Natura Glamping " vão arrancar já próxima semana depois de ter sido aprovado por unanimidade na ultima sessão da Câmara o projecto de licenciamento das obras, prevendo- se a sua abertura no primeiro trimestre de 2015. Está também prevista obras de requalificação na área envolvente a desenvolver pela autarquia. Para já existe o site www.naturaglamping.com onde poderão ver o projecto a instalar".
Jorge Pessoa, em 29 de Agosto de 2014






No ano passado, o arraial da Festa de Nossa senhora da Anunciação, foi assim.
Fotos de Luís Agostinho.


Ana Cláudia Serrão, violoncelista na Orquestra Metropolitana de Lisboa, já viveu em Alcongosta. Neste vídeo, na companhia do pianista Filipe Melo, presenteia-nos com esta versão soberba de "Spiegel Im Spiegel", de Arvo Pärt.










Sábado e domingo realiza-se a Festa da Senhora da Anunciação, em Alcongosta. Pela primeira vez na memória de quem é vivo, é a primeira vez que a habitual festa, sempre no segundo fim-de-semana de Setembro, há algumas décadas organizada por quem completa 40 anos, vai ter apenas a vertente religiosa. Ficam algumas memórias. Quem tiver mais e queira partilhar, pode fazê-lo através do email pedacosdealcongosta@gmail.com.





Há algumas décadas que a Festa de Nossa Senhora da Anunciação passou a ser feita pelas gentes de Alcongosta que completam 40 anos. Tem sido sempre assim. Nos últimos tempos, ora por haver anos com pouca gente, seja por algumas pessoas se demitirem dessa tarefa, tem havido anos em que cumprir a tradição só é possível com a ajuda de alguns voluntários.
Para a festa desde ano, só duas festeiras subiram ao palco. Ainda encetaram alguns preparativos, mas ainda numa fase embrionária desistiram e Alcongosta vê-se, pela primeira vez, perante esta realidade: não haverá arraial no ringue de Santa Bárbara no próximo fim-de-semana. Ainda que não seja possível ter a festa a que estamos acostumados, não haverá alguém ou entidade que ponha ao menos em cima do palco uma mísera aparelhagem, para não se notar tanto que tudo está a desaparecer?

07 setembro 2014

Crisma em Alcongosta


Realiza-se, na manhã deste domingo, o Crisma em Alcongosta.


Depois de uma época ímpar e épica, durante a qual se sagrou vencedora da Taça de Portugal e vice-campeã nacional de futsal, a Associação Desportiva do Fundão teve um arranque de temporada muito longe do expectável, ao ter capitulado sem grande resistência no jogo da Supertaça da modalidade, frente ao Sporting.

A partida terminou com uns desnivelados 7-0 e uma estreia pouco promissora do substituto de Joel Rocha, Pedro Henriques, o novo treinador da Desportiva.

Esperemos que na primeira jornada do campeonato, já no próximo fim-de-semana, frente ao Benfica, o emblema fundanense deixe uma imagem diferente.



A entrada em funcionamento da Casa da Cereja, a instalar no edifício da Escola Primária de Alcongosta. está prevista para Fevereiro ou Março do próximo ano. A ver vamos.

Câmara do Fundão transforma antiga escola em casa temática dedicada à cereja

A Câmara do Fundão vai transformar a antiga escola de Alcongosta, localidade na qual está concentrada a maior área de cerejal do concelho, numa casa temática dedicada à cereja, disse hoje à Lusa o presidente do município.

Paulo Fernandes esclareceu que o projeto, cujo investimento rondará os 75 mil euros, será enquadrado na estratégia de valorização, promoção e notoriedade da Cereja do Fundão e integrará o conjunto de casas temáticas - ecomuseus - do concelho.
"Começámos com a Casa das Tecedeira, a Casa do Mel, a Casa do Cogumelo e a Casa do Bombo, e agora vamos alargar a rede com a Casa da Cereja, que naturalmente ficará instalada em Alcongosta, mais concretamente na antiga escola primária", referiu.
O autarca adiantou que a reconversão do edifício prevê a criação de 12 espaços temáticos, os quais permitirão desenvolver "um centro de aprendizagem daquilo que é a cereja e de tudo o que está relacionado com o fruto".
"Dentro da casa haverá zonas mais museológicas, que basicamente apresentam a história da cereja no Fundão e no vale da Cova da Beira. Haverá ainda uma zona dedicada à cereja distribuída pelo mundo, ou seja, que explica quais as zonas produtoras de cereja a nível internacional e depois avançar-se-á para a paisagem cultural da cereja, com apresentação de tudo o que tem a ver com a tradição e cultura em torno da cereja", apontou.
Paulo Fernandes explicou que o projeto inclui também uma "vertente mais científica", que pretende analisar os motivos pelos quais "a cereja se dá tão bem na região e quais são os tipos e variedades de cereja existentes na zona".
Esse espaço deverá funcionar como "o ponto de relação com o centro experimental da cereja", que tem como objetivo o desenvolvimento do estudo relativo às variedades de cereja com maior produtividade e que irá funcionar em alguns pomares de Alcongosta.
Ainda dentro do circuito da visita, está previsto o espaço dedicado aos subprodutos criados em torno da cereja e que vão desde o Pastel de Cereja do Fundão, aos licores, às compotas, às almofadas com caroços de cereja, aos produtos de cosmética, incluindo muitos outros das mais diversas áreas e com inúmeras utilizações.
A futura Casa da Cereja contemplará igualmente a criação de uma oficina do cesteiro e do esparto, que deverá contribuir para preservar e divulgar "o saber ancestral" no fabrico de cestas que são utilizadas na apanha da cereja.
O presidente da autarquia adiantou ainda que a nova casa temática deverá abrir entre fevereiro e março de 2015 e que se manterá em funcionamento permanentemente.
"A ideia é promover a cereja e ter atividade ligada à cereja o ano inteiro, potenciando também outras áreas, como a da turismo de natureza, com os diversos percursos pedestres que temos e entre as quais se inclui a Rota da Cereja", concluiu.
Fonte: site RTP.


Amanhã, sábado, às 10h, a Rádio Cova da Beira promove em Alcongosta o debate "Cereja: Da Flor ao Fruto, do Fruto ao Futuro". A iniciativa tem ligar no salão da freguesia. Ao meio dia é apresentado o projecto da Casa da Cereja.





Sem comentários ou considerações. Apenas imagens.


Em bombom ou ao natural, a cereja apresenta-se valorizada.

19 junho 2014

Preciosidade


Há quem lhe chame o nosso ouro vermelho. Para Alcongosta, e não só, a cereja é mesmo uma preciosidade.



Um piloto israletita morreu, esta segunda-feira, no Fundão, na sequência de um acidente com uma asa delta, que era pilotada pelo próprio, no Campeonato Nacional de Asa Delta Open Serra da Gardunha 2014. A competição foi cancelada.
Em declarações à agência Lusa, o chefe de segurança da prova, Luís Emauz, explicou que o piloto, cuja idade rondará os 35 a 40 anos, fazia parte dos 27 participantes inscritos e integrava uma equipa de Israel.
Este responsável adiantou também que acidente ocorreu "pouco antes das 15.30 horas, na fase final do voo, já durante a aterragem", e que, apesar de as causas do acidente ainda não estarem apuradas, este "não terá tido origem nem em falha técnica da aeronave, nem nas condições climatéricas, que estão favoráveis para a prática" da modalidade.
O acidente aconteceu no primeiro dia de prova, quando o voador se preparava para aterrar na zona para o efeito, num terreno descampado junto ao Seminário do Fundão, e acabou por fazê-lo uns metros ao lado, na berma da Estrada Nacional 18, junto ao cruzamento de Alcongosta.
Estava previsto a prova começar no domingo, mas só esta segunda-feira se realizaram as primeiras descolagens oficiais.
A competição devia decorrer até sábado na Serra da Gardunha, com as descolagens a serem feitas junto à Torre de Vigia, na renovada rampa que alguns praticantes consideram "a melhor do Mundo".
Em junho do ano passado, o espanhol Blay Junior bateu o recorde da Europa numa descolagem da Serra da Gardunha, numa distância de 370 metros e num dia em que as condições não eram as ideais.
Para esta semana, os organizadores, a Câmara Municipal do Fundão, Clube Nacional de Voo Livre e Associação de Voo Livre de Sintra, com o apoio da Federação Portuguesa de Voo Livre, anteviam que as condições climatéricas não seriam as ideais para bater recordes, mas aceitáveis.
A prova em que aconteceu o acidente fatídico era simultaneamente uma homenagem a António Ideias, voador que em setembro último teve um grave acidente quando fazia asa delta.
Em comunicado, a Câmara Municipal do Fundão manifestou ao final da tarde "pesar pelo óbito" e anunciou o cancelamento do Campeonato Nacional de Asa Delta Open da Serra da Gardunha - Taça António Ideias.
Luís Emauz garantiu que será aberto um inquérito ao sucedido, que "em princípio deverá ser realizado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA)" e que o campeonato foi imediatamente cancelado.

13 junho 2014

Piscina abre amanhã


A piscina descoberta do Fundão abre amanhã, sábado, 14,  e está em funcionamento de terça a domingo, entre as 9h e as 19h. O bilhete custa 2,5 euros para adultos e 1,25 para acrianças entre os 6 e os 12 anos. Até aos 5 anos a entrada é gratuita.