Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja




Paintball.








Torneio de Futebol de Salão, que decorreu no ringue de Alcongosta, à noite, entre 1 e 12 de Agosto de 2008.






Caminhada Nocturna do Clube Académico de Alcongosta, a 21 de Julho de 2007. 



A equipa mais nova do Clube Académico de Alcongosta da altura, aí por volta de 91\92\93, durante o afamado Torneio no ringue.
Na foto: Sérgio Vítor, Rui, João Miguel, Vasco, Rui Miguel.
               João, Sérgio Miguel, Gonçalo, David.




Final do Torneio Quadrangular realizado no campo de Alcongosta, contra o Alcaide. 25 de Maio de 2008. Depois, a entrega de prémios, no clube.

Na Foto: Fevra, Diogo, Gato, Sota, Leve, Nuno.
             Lino, Fábio, Chorão, Luís, Charneco.




Caminhada das Cerejeiras em Flor, organizada em Abril de 2005.


A primeira equipa de futebol feminino do Clube Académico de Alcongosta, há mais de 20 anos.
Na Foto: Nely, Sandra, Marta, Susana, Sandra, Antónia, Ana.





Estas divertidas fotografias foram tiradas no final da décade de 90, em frente ao Clube Académico de Alcongosta, nos tempos em que o pessoal passava ali a maioria das noites. Para quebrar a monotonia lá se arranjava qualquer coisa para passar o tempo.
Desta vez foram os concertos destes músicos "ad hoc", que fizeram muita gente fartar de rir. Só chamo a atenção para o convidado especial destes saraus. Não estão a ver mal, é mesmo o João Canuto, mais conhecido por Estefano, apanhado num dos dias em que estava mais sociável.E que vocalista. Não que as gentes de Alcongosta não lhe conhecessem já os dotes vocais. Afinal, de vez em quando lá corria as ruas a cantar "ai, meus olhos ficaram lá".
A maioria dos instrumentos eram do Nuno "francês", que costumava vir cá passar férias, agora menos. Era o homem dos sete instrumentos e levava-os para o clube, onde animava a malta. E era graças a ele que estes momentos de risota eram possíveis.



Na sequência das "Histórias Gloriosas e Quase Esquecidas do Clube Académico de Alcongosta", lembradas pelo Luís Sérgio, a Fátima Moreira encontrou esta foto, relativa à participação da própria Fátima e da São Henriques  (as duas do meio) nos Jogos Juvenis Nacionais, em representação do distrito de Castelo Branco, em 1979, no Estádio 1º de Maio, em Braga.
Obrigado pela partilha.


Uma equipa de miúdos do Clube Académico de Alcongosta, não sei em que ano.
Na foto: Fábio, Diogo, Fábio, Diogo, António, João e André.


O Clube acabado de chegar de uma prova de atletismo há uns largos anos. Seguramente há mais de 15. Zé Careca, Zé Torneto, Quim João, Zé Pequeno, João Banana e Rui Corrécio.
 Reparem no pormenor da casa do Mendes por recuperar, quando era usada como armazém de fruta, a carrinha do Banana atrás (ainda a tem) e as vigas no chão. É provável que o Centro de Dia andasse em construção.


A imagem tem cerca de 30 anos e é da final de um dos primeiros torneios organizados pelo Académico de Alcongosta, no ringue, em 1981 ou 1982. Este é o momento da entrega de prémios e é possível ver o Mário Massas, a São, o Quim e o Luís Patelinho. Os outros são o Luís Sérgio e o Carlos Massas.
Entretanto, muito mudou. O muro ainda estava em pedra, ao fundo dá para ver que não existiam os balneários, que funcionam como bar na festa, e o piso não tem nada a ver com o actual. Este era em cimento bastante rugoso, e de má memória para quem lá caiu.


O Clube Académico de Alcongosta faz parte da vida de muita gente. Agora que atravessa uma fase complicada, que pode mesmo ser determinante, é importante lembrar alguns momentos da sua história. Damos o pontapé de saída com este testemunho do Luís Sérgio. esperemos que outros se sigam. 


“Memórias gloriosas e quase esquecidas do CAA" 

Numa visita ao meu " pequeno museu " de recordações encontrei "medalhas históricas" de feitos de atletas do Académico, talvez ignorados pela grande parte dos actuais e anteriores dirigentes do Clube.

Nos anos de 1977,1978 e 1979, dávamos cartas no atletismo distrital, nos escalões de infantis e iniciados nomeadamente nas provas de pista. Um grupo de atletas treinados por mim, do qual faziam parte ( tanto quanto me lembro ) : O Vítor Henriques; Gil (Chouriça); Vítor Lino; José Fortunato; Vítor Ferra; Júlio Fevra; Quim Charro; São Oliveira ( filha do Luís da Quinta, esposa do Vítor), as raparigas participavam pouco, só me lembro da São. Sei que estou a esquecer alguns, lembro-me das caras não dos nomes, peço desculpa.

Naqueles anos não se realizavam competições de atletismo de pista organizadas por federações, quem organizava as provas distritais, campeonatos distritais de apuramento para os encontros nacionais era a Direcção Geral de Desportos de Castelo Branco. Instituição com grande trabalho na divulgação do atletismo e do desporto em geral.

Como imaginam não me lembro de todas as classificações, mas recordo-me perfeitamente que em todas as participações conseguíamos lugares de "podium". Destes destaco,em 1978, o 1º lugar da São Oliveira, nos 100metros . Logicamente, nesse ano representou o distrito de Castelo Branco, no designado " Convívio inter-distrital ( espécie de campeonato nacional ) , realizado em Santarém ,onde estavam representados todos os distritos de Portugal. Em 1979 conquistou também o 1º lugar , na mesma prova. Mais uma vez, fomos representar o distrito, numa prova nacional: Os Jogos Juvenis Nacionais de Atletismo, realizados em Braga entre os dias 12 e 18 de Julho. Do que me lembro foi um acontecimento desportivo de grande envergadura.

Num anos que citei atrás, O Vítor Lino foi 1º classificado numa prova, já não sei qual, e esteve na fase nacional realizada no Algarve. Os resultados nas provas nacionais foram modestos, não se esperava outra coisa. Já foi um grande feito, jovens atletas de um pequeno clube de uma pequena aldeia participarem em provas com distritos que tinham atletas do Benfica, Sporting e outros.

Recordo sem jactância, mas com muito orgulho, este feito histórico de um punhado de jovens que poderia ter voado mais alto e por mais tempo, com outros apoios.
E para não vos assustar nem falo nas condições de treino. Apelo sim aos participaram nesta aventura que deixem os seus relatos e lembranças destes bons tempos.”

Luís Sérgio R. Mendes


                                                                                                                                                              



Outros assuntos há para abordar neste espaço, mas nenhum com esta urgência. De acordo com a convocatória afixada, o Clube Académico de Alcongosta corre o risco de fechar definitivamente as portas, caso na ASSEMBLEIA GERAL do próximo SÀBADO, 15, às 21H, não se encontre uma solução.

De acordo com a convocatória, datada de 27 de Fevereiro, nas duas assembleias eleitorais realizadas, não apareceu nenhuma lista. O nosso clube ficou provisoriamente entregue a uma comissão administrativa, composta por três pessoas, que apelam à participação não apenas dos sócios, como de todos as pessoas eventualmente interessadas.

"Caso não se encontre uma solução, a nossa colectividade , com 35 anos de história, pode vir a fechar inevitavelmente as portas", alerta a convocatória. "A participação de um maior número de pessoas é importante para ajudar a reflectir sobre o caminho a seguir", enfatiza a chamada para a reunião magna do CAA.

Esta não é a primeira crise que o Clube atravessa. Viveu uma fase menos boa no final da década de 90, ultrapassada com o dinamismo de sangue novo de um grupo de pessoas que deu nova vida ao Clube Académico de Alcongosta. Antes, também teve altos e baixos. Nos últimos anos ficou practicamente inactivo. A sangria da emigração, da migração e da desertificação não ajudam, mas mais podia ter sido feito. Existe potencial. Falta a vontade de fazer acontecer e a capacidade de atrair os mais novos ao clube. Envolvê-los. Integrá-los. Para que se sintam parte desta família.

No Pedaços de Alcongosta já demos conta de alguns momentos mais vivos do CAA. Recordo o estimado contributo do Sérgio Rolão, um dos fundadores, que lembrou episódios dos primórdios do Académico de Alcongosta. Esta semana, recuperaremos alguns momentos deste percurso de quase 36 anos. Se houver quem queira contribuir com outras histórias, imagens ou testemunhos, agradecidos.

O Clube Académico de Alcongosta é a única colectividade da nossa terra. Não podemos permitir que se fine.




O sociólogo Adelino Pereira publica, este mês, na revista digital Notas de Circunstância, um artigo sobre os bebés abandonados pelas mães nas chamadas rodas, onde as parturientes podiam deixar anonimamente as crianças que, se não reclamadas pelos país até aos 7 anos, seriam criados por amas. A maioria dos chamados expostos acabava mesmo por morrer.

Alcongosta, a seguir ao Fundão, entre Julho de 1853 e Julho de 1854, era a localidade do concelho onde se registaram mais mais casos: 19.

No Livro de Índex dos Expostos, para registar “quem vem à Roda deste Concelho em cada ano económico”, entre Julho de 1853 e Julho de 1854, constam 215 registos, com os seguintes locais de exposição :
No Fundão, a diversidade e dimensão do acervo documental permitem inferir, que a realidade da infância abandonada e desvalida no concelho tem uma expressão deveras avassaladora, propícia à realização de uma investigação em profundidade. Uma centena de livros de registos de 1826 a 1933 que retratam bem o que foram esses anos de míngua de quase tudo, de pobreza visceral, de sofrimento e dor por todas as formas de exposição e de devassa. A Roda do Fundão (cuja localização em rigor, não nos é possível, por ora, demonstrar), como acontecera numa parte do distrito e do país, seria para muitos, demasiados, a última e derradeira esperança de sobrevivência.
Ao longo de anos, os poderes públicos e, de quando em vez, privados, seriam chamados a tentar suprir as abundantes carências dos expostos, das suas mães e das amas a quem eram entregues. Em 1841 [16] lança a Câmara uma derrama de quota de 974 300 reis para a sustentação dos expostos do concelho que, de acordo com o número de fogos, teve a seguinte distribuição :


06 março 2014

Notas de Circunstância


De vez em quando, surgem estas pedradas no charco. Projectos que se distinguem do que já existe e vêm ocupar um espaço vazio. Aconteceu há uns anos com a A23. Em Setembro último o fundanense Nobre-Correia, regressado às origens, deu à luz "Notas de Circunstância". Uma revista digital, sobre diversas temáticas. Com o país como horizonte, mas várias reflexões, ensaios ou olhares sobre o passado à escala deste nosso território, tantas vezes esquecido.
Fica a sugestão, um aplauso ao mentor e um obrigado aos autores que têm contribuído para o germinar deste projecto.



Gravidade, de Alfonso Cuarón, o filme que venceu sete estatuetas na última edição dos Oscares, vai ser exibido amanhã, sexta-feira, às 21h30, na Moagem. O ingresso custa 4 euros, com desconto de 25% para estudantes e portadores do Cartão Social Municipal ou Cartão Moagem.

Numa missão espacial a bordo da nave Explorer, a inexperiente Ryan Stone e o veterano Matt Kowalski são surpreendidos com uma explosão que os lança no espaço. No vazio, sem conseguirem contacto com a sua equipa de controlo em Houston, os dois vão lutar pela sobrevivência, num cenário que deixa pouco lugar à esperança.

George Clooney e Sandra Bullock dão vida às duas personagens principais deste thriller psicológico de ficção científica, classificado para maiores de 12 anos, em que participa ainda Ed Harris.




O espectáculo das cerejeiras em flor, que todos os anos a Natureza nos oferece pela Primavera, está aí à porta e já atrai muita gente a Alcongosta nessa altura, mas os pomares, no Outono, têm também um encanto muito próprio, quando as folhas ganham várias tonalidades e caem, criando um tapete multicolor.

Fotos: Glória Ishizaka

04 março 2014

Carnaval no Clube






                           
 O Clube Académico de Alcongosta viveu noites memoráveis de Carnaval. Na década de 80 a sala enchia e os bailes prolongavam-se pela noite dentro. Mais tarde, já com o salão contíguo construído, as festas passaram a ser aí. Eram bailes de Carnaval animados, com muita gente, a banda ou o organista em cima do palco, prémios para os melhores mascarados e a presença de gente que vinha de outras localidades para a nossa terra passar a noite de Carnaval, porque valia a pena.
Desses tempos nunca chegaram fotos a este blog. Mas há outras, mais recentes, já postadas anteriormente, mas que vale a pena lembrar.
Já agora, se alguém tiver imagens desses bailes de Carnaval que lotavam o salão e atraíam forasteiros, e que queira partilhar com outros alcongostenses, pode enviar para pedacosdealcongosta@gmail.com










Imagens destas deixaram de se registar. Foram captadas em anos diferentes, no desfile dos Caminheiros da Gardunha, durante a última década. Um evento que animava o Fundão neste dia e deixou de se realizar. Alcongosta, embora não fosse uma participante assídua, chegou a marcar presença duas ou três vezes. Fica a memória, através destas imagens, algumas enviadas para o mail do Pedaços de Alcongosta em anos anteriores.

Diz bem! ainda...
Mas pouco a pouco perde-se tudo.
Já tivemos escola, mas já não temos!
Já tivemos infantário, mas já não temos!
Já tivemos liga dos amigos, mas já não temos!
Já tivemos clube académico, mas quase que já não temos!
Já tivemos uma piscina, mas quase que já não temos!
Já tivemos um parque de merendas, mas quase que já não temos!
E por aí fora...
E esta lenga lenga do já tivemos, vai-se alongando de dia para dia!


Comentário enviado por alguém, não identificado, para o Pedaços de Alcongosta, que se justifica autonomizar num post, por sintetizar a ideia do texto ao qual respondia.