Fotos de Miguel Proença, Sofia Gaspar, Clara Sousa e Câmara do Fundão.
Chefes Michelin participam na Festa da Cereja no Fundão
Conceituados chefes, três dos quais com uma estrela Michelin, participam este ano na Festa da Cereja que se realiza entre sexta-feira e domingo em Alcongosta, a aldeia do concelho do Fundão conhecida como a "capital da cereja".
"O desafio dos chefes será o de criar pratos com produtos da região, nomeadamente com a rainha da festa, ou seja, com a nossa cereja", disse à agência Lusa António Miguel Batista, presidente da Junta de Freguesia de Alcongosta.
Entre as presenças confirmadas estão as dos chefes Benoit Sinthon, Miguel Laffan, Henrique Sá Pessoa e Vincent Farges, aos quais se juntarão vários milhares de visitantes que todos os anos marcam presença neste certame.
A organização, que está a cargo do Município do Fundão e da Junta de Freguesia de Alcongosta, prevê que, nestes três dias, passem por esta festa entre 30 a 50 mil pessoas, cerca de 10 mil das quais integradas nas 200 excursões que já estão confirmadas.
"Além desses, temos os outros visitantes que vêm por meios próprios e que chegam dos quatro cantos do país e até do estrangeiro", aponta António Miguel Batista.
Lembrando que "a festa não é apenas da aldeia, mas de todo o concelho", o presidente da junta também destaca o forte impacto económico que este certame tem na economia local: "Os hotéis ficam lotados, os restaurantes enchem e as vendas crescem significativamente", resume.
Segundo apontou, ao longo dos três dias em todo o concelho deverão ser comercializadas cerca de 100 toneladas de cereja, 80 das quais no próprio certame.
"Só para a festa vendemos 40 mil caixas de dois quilos", acrescenta António Miguel Batista.
À cereja, que "este ano antecipou e será de grande qualidade", juntam-se ainda as centenas e centenas de litros de licor, o artesanato com inspiração na cereja, bem como as mil e uma iguarias à base de cereja.
Os licores, as espetadas de cereja e chocolate, o pão e as tripas de cereja têm já lugar cativo numa lista infindável de produtos a que se junta o cada vez mais famoso Pastel de Cereja do Fundão.
Em nome da qualidade, nesta edição em Alcongosta apenas será permitida a venda do "Pastel de Cereja receita original", sendo que para o efeito foi criada uma central de venda que tem capacidade de produzir 500 pastéis a cada 15 minutos. No total, espera-se que a venda ultrapasse as 30 mil unidades.
Com a particularidade de ser dinamizado pelos habitantes da localidade, que transformam os pisos térreos das casas em tascas e espaços de exposição, o certame contará com 100 expositores e será ainda palco do lançamento de novos produtos, nomeadamente do iogurte grego artesanal com cereja do Fundão.
Estão ainda previstas atividades como os "live cookings", "workshops", atividades desportivas e a colheita de cerejas nos pomares.
A animação e música também estão garantidas com vários grupos de música tradicional e popular, que vão atuando pelas diferentes ruas da aldeia.
In RTP
Boas notícias neste capítulo. Vir de viatura própria até à Festa da Cereja vai deixar de ser um problema. Ou, pelo menos, a tarefa está agora facilitada, já que aos lugares antes existentes acrescentou-se um terreno com cerca de quatro hectares, junto à entrada da festa, onde é possível deixar o carro. O novo parque de estacionamento é anexo ao que já existia, mas muito maior, plano. Localiza-se à entrada do certame, para quem chega a Alcongosta pela via principal, proveniente do Fundão, pelo Alcambar.
Apesar desta facilidade, continua a ser possível - e talvez aconselhável - vir nos autocarros que durante a Festa da Cereja fazem o trajecto desde o Fundão e Alcambar (zona do Seminário) e vice-versa. Desta forma não há constrangimentos se houver vontade de beber um copo a mais que a taxa legalmente permitida.
Hoje à tarde, na Festa da Cereja, alguns cozinheiros de renove vão estar em Alcongosta para mostrarem a sua arte ao vivo, tendo como ponto de partida a utilização da cereja, numa sessão chamada "Da Terra Para a Mesa", marcada para as 15h30, com a participação de:
Chef Benoit Sinthon
Chef Miguel Laffan
Chef Henrique Sá Pessoa
Chef Vincent Farges
Há quatro anos Pedro Passos Coelho (então candidato a PM) passou por Alcongosta para subir a uma escada e colher umas cerejas para a fotografia. Na próxima sexta-feira o agora primeiro-ministro (em pré-período eleitoral, mas isso é mero acaso) volta a Alcongosta para visitar um pomar na Capital da Cereja e depois inaugurar a Festa da Cereja 2015, por volta das 18h30.
O Vasco Costa, em Alcongosta conhecido por Côca, foi uma das personalidades hoje agraciadas com a Medalha de Mérito Municipal pela Câmara do Fundão, durante a sessão solene comemorativa dos 268 anos da criação do concelho do Fundão.
A família do Vasco residia em Alcongosta e foi também cá que se deu o acidente que lhe viria a mudar a vida, quando em 1996, na Casa do Guarda, caiu a fazer slide e ficou tetraplégico, embora não tenha permitido que essa limitação lhe tenha permitido uma existência de reclusão ou isolamento. Pelo contrário. Tem uma vida activa e, recentemente, em co-autoria, escreveu um livro a contar a sua experiência. Foi essa determinação em contornar obstáculos que foi vista como um exemplo para justificar a distinção. Parabéns!
Sexta-feira, 12
19.00h Abertura com os Bombos de Alcongosta
Animação de rua – Farrobódó | Grupo de Fados de João Morgado | Grupo de Bombos da União de Freguesias do Fundão | Grupo de Cantares dos Três Povos | Grupo de Bombos da Associação de Bombos do Souto da Casa | Grupo “Modas Antigas” | Estrelas da Gardunha
19.00h Pré-lançamento do Iogurte Grego à Moda Antiga com Cereja do Fundão – YONEST. Sessão de Street Art.
20.30h Live-Cooking – Escola Profissional do Fundão
22.00h Concerto – Anafaia.
Sábado, 13
Animação – Marafona Encantada – Associação Cultural apresenta A Rádio Cerejeira
Marafona Encantada – Associação Cultural apresenta Os Coquettes
Animação de rua – Grupo de Cantares da Barroca | Grupo de Cantares Senhora do Mosteiro do Freixial | Grupo de Bombos das Donas | Grupo de Bombos Rai do Sonho do Ladoeiro | Farrobódó | Manta de Ourelos | Grupo Musical «Taboeira» | Os Folinhos (Guarda)
11.30h Chefes de Palmo e Meio - «Cereja no Tacho» - André Soares | Marcações: 965 652 095
15.30h Atelier Saberes por um Triz – Projeto Matriz
15.30h «Da Terra para a Mesa» - Live Cooking com:
Chef Benoit Sinthon
Chef Miguel Laffan
Chef Henrique Sá Pessoa
Chef Vincent Farges
17.30h «Da Terra para a Mesa»
Live-Cooking com a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra e a Escola Profissional do Fundão
18.30h Workshop Cocktails – Escola Profissional do Fundão
22.00h Concerto – The Soaked Lamb
Domingo, 14
10.00h Arruada com a Filarmónica União de Santa Cruz da Aldeia Nova do Cabo
Animação de rua – Cavaquinhos do Oeste | Grupo de Bombos “Os Arrelia da Fatela” | Grupo de Cantares “Ponto e Linha” – Souto da Casa | Grupo de Bombos da Casa do Povo do Souto Casa | Grupo de Concertinas Estrelas da Serra (Guarda)
11.30h Chefes de Palmo e Meio «Cupcake de Cereja» - Susana Falcão – Marcações: 965 652 095
15.00h Chefes de Palmo e Meio «As Cerejas no Mundo do Chocolate» - Dina Marques - Marcações: 965 652 095
16.00h Live-Cooking «Bombom de Cereja do Fundão» - Chef António Melgão
Atelier Saberes por um Triz – Projeto Matriz
16.00h Concerto – Tuna da Academia Sénior do Fundão
Encerramento com Bombos de Alcongosta.
Está na época das cerejas. E que tal ir comê-las ao Fundão?
Ana Dias Ferreira\Observador
Brincar com cerejas já não significa só pendurá-las nas orelhas a fazer de brincos. No caso das que são cultivadas no Fundão, significa agarrar na polpa, tirar os caroços e fazer coisas tão variadas como pudim de cereja, pastel de nata, compota, gelado, molho para deitar no bife, bombom — o Mon Chéri à portuguesa –, licor, passas e até gaspacho. Nem os caroços que se tiraram ou os pés onde a fruta está pendurada escapam: os primeiros são usados como enchimento de almofadas, os segundos servem para fazer chá.
Porque se a Serra da Estrela tem a neve, a Serra da Gardunha tem flocos em forma de fruta, sobretudo nesta altura do ano — de finais de maio a finais de junho –, em que os cerejais estão tão carregados de pontos vermelhos, e tão grandes, que os ramos parecem braços de fantasmas a fingir.
“Sessenta a 70 por cento da cereja nacional sai desta zona”, diz Olga Nogueira, técnica de turismo do Fundão. “A cerejeira precisa de frio — 800 mil horas no inverno –, por isso é que ela gosta da serra.” E se é verdade que o fruto está cada vez mais espalhado pelo país, resultado da Campanha da Cereja levada a cabo pela Câmara Municipal do Fundão, e que este ano inclui novidades e parcerias de peso como o gelado de cereja da Santini, o iogurte grego com cereja da Yonest ou até a bola de Berlim de cereja da Sacolinha, também é verdade que há vários motivos para ir até à Cova da Beira para além do fruto que anda quase sempre aos pares.
Ok, vou aceitar o convite. Onde posso ficar a dormir?
O melhor é “glampar”, ou seja, fazer campismo de luxo. É uma das grandes novidades da região: o Natura Glamping (camping com glamour) não tem nem três meses de vida e é das experiências mais originais que pode ter. Localizado a 925 metros de altitude, não tem quartos nem sequer paredes, antes seis domus, uma espécie de igloos brancos encaixados na Serra da Gardunha que até já foram confundidos com óvnis (um dos supostos ex-líbris da região, rica em histórias de avistamentos).
“Para conseguir uma licença tivemos de nos enquadrar como parque de campismo, mas isto não tem nada a ver com um parque de campismo”, diz o proprietário, Jorge Pessoa, que aos 47 anos trocou uma vida stressada na informação médica pelos ares da serra. As únicas semelhanças são mesmo o facto de as portas não obedecerem a cartões nem fechaduras, porque quando se corre o fecho éclair vê-se logo que estas não são tendas como as habituais: lá dentro há dois quartos, casa de banho e duche com massagem, em 38 metros quadrados com vista panorâmica e um terraço em deck. As estruturas foram construídas a partir de domus geodésicos alemães e obedeceram a cálculos de engenharia para levarem com vento, sol e neve, mas não tenha medo de usar o ar condicionado: no alto da serra, podem aquecer e arrefecer muito por dentro.
Casa do Guarda de Alcongosta. 93 838 7600; geral@naturaglamping. 75 a 150€ com pequeno-almoço.
Estou instalado. O que posso fazer na região?
Ponha-se a andar. Mas não nos interprete mal, estamos apenas a sugerir que aproveite alguns dos 140 quilómetros de rotas pedestres demarcadas, e que vão da rota da cereja (como não podia deixar de ser) à do xisto, passando pela dos castanheiros. Se ficar no Glamping, pode subir mesmo ali para o carreiro que atravessa a Serra da Gardunha até à aldeia histórica de Castelo Novo. São oito quilómetros mas quase sempre a descer, e pelo caminho encontram-se giestas mais amarelas do que uma gema de ovo. Para explorar o vasto universo das caminhadas no Fundão, o melhor é consultar os muitos panfletos disponíveis em todos os pontos turísticos da cidade e que indicam as rotas disponíveis, a distância, a duração, o grau de dificuldade, a época aconselhada, o património e os pontos de interesse.
Tendo ainda força nas pernas, outra boa opção é fazer desportos radicais. No Fundão há 250 quilómetros de trilhos sinalizados para BTT e duas estações de serviço para bicicletas, uma delas no Parque do Convento, onde pode fazer outra atividade radical: arvorismo (7,5€ adultos, 3€ crianças). Junto ao posto de vigia da Serra da Gardunha fica ainda aquela que é considerada a melhor rampa de asa delta da Europa. “Os últimos que saíram daqui aterraram em Tomar”, diz Jorge Pessoa, para quem a Gardunha é “a primeira fronteira entre a planície e a montanha”. “É uma região que tem tanto potencial e ele está tão adormecido que eu acho que será o próximo grande foco turístico do país.”
Montanha e planície: na mesma hora, pode ver paisagens completamente diferentes, e embora não faça sentido fazer uma distinção como a das duas Coreias — e ainda bem para Paulo Fernandes, presidente da Câmara — a verdade é que há um Fundão a norte da Serra da Gardunha, e outro a sul, onde até as cerejas ficam maduras em alturas diferentes. Prepare a máquina ou o smartphone porque mais para norte vai ver vegetação densa e protegida, para além de pedras enormes onde pode adivinhar formas, como nas nuvens, enquanto a sul vai vislumbrar campos e campos de feno com ovelhas a pastar junto às queijarias.
No meio do campo, faz sentido que as aldeias sejam pontos de interesse, e no Fundão há dois exemplares da rede de Aldeias do Xisto — Barroca e Janeiro de Cima –, e um das Aldeias Históricas: Castelo Novo. Na Barroca não pode perder as gravuras rupestres, enquanto em Janeiro de Cima há um parque fluvial para aproveitar o rio Zêzere e um segredo bem guardado: a Casa das Tecedeiras, onde o linho ainda é trabalhado num tear manual. Já em Castelo Novo, onde vivem apenas 100 pessoas, as atrações são o castelo, obrigatoriamente, mas também a Casa da Lagariça, uma loja de artesanato urbano que abre apenas ao fim de semana e onde pode fazer a coleção dos Bonecos das Histórias Criativas, inspirados nas lendas de cada uma das 12 aldeias históricas.
Se não conseguir ir agora, há outras boas alturas para ir?
Claro que sim. Abra o calendário anual e aponte estas datas:
Março e Abril: É a altura das cerejeiras em flor e há piqueniques organizados à sombra das árvores que parecem cheias de neve. O grande auge é na última semana de março, diz Olga Nogueira, do turismo do Fundão.
Junho: A flor deu fruto, muito fruto, por isso é tempo de celebrar. No início do mês realiza-se sempre a Festa da Cereja — este ano acontece de dia 12 a 14 — na freguesia de Alcongosta, responsável por produzir 20 mil toneladas de cerejas, de 20 variedades diferentes, e que nesta altura se enche de tasquinhas e animação, de concertos a demonstrações de live-cooking. Também em junho, o festival Fundão, Aqui Come-se Bem — Sabores da Cereja reúne mais de 20 restaurantes e pastelarias que fazem menus especiais com pratos e doces que têm como ingrediente principal a famosa fruta (pelo que a lista enumerada no início deste artigo aumenta ainda mais).
Fundão, coração de cereja
Por Luís Octávio Costa
30.05.2015
Planeta cereja. Aterrámos no Fundão, terra de conversas que puxam cerejas e de cerejas que puxam conversas, de “refeições ligeiras”, do chá para as pessoas de barriga cheia e de histórias reais de naves espaciais.
As mãos de Maria Lucília são escuras, com sulcos como os das encostas percorridas pelo vento da Gardunha. Nos últimos cinquenta anos, Maria parece ter transferido a mocidade da sua pele para a “pele” vermelha e resplandescente das cerejas. O segredo fica bem guardado.
“Há 30 anos não havia tantos pomares. Havia burros e levávamos os baldes para o combpio, que ia para Lisboa.” Há duas mulheres nos longos corredores verdes deste cerejal que parecem não ter fim — o Fundão, a Gardunha, tudo por aqui parece um imenso cerejal, de braços abertos, pesados. Explorá-los é mágico. O vai-e-vem de baldes coloridos, as escadas de madeira presas e assimiladas pelas árvores, os homens camuflados, as conversas que são como as cerejas. “Podem comer à vontade, duas de cada vez.”
Palavra puxa palavra, palavra puxa cereja, cereja puxa cereja. “São quase 100 quilos por dia por pessoa”, ouve-se por entre a folhagem. As mãos sulcadas, rudes e meticulosas, apanham 100 quilos de cerejas por dia nos corredores verdes da Quinta do Pombal, na Aldeia Nova do Cabo. Nós, com a barriga — com a ajuda dos olhos —, comemos 100 quilos de cerejas por dia. “Alguma rachada a gente come”, sorri Ana Mota, mãos cheias a olhar para o balde azul. Só mais estas duas. Estavam a rir-se para mim.
Carlos sabe que “as variedades principais são umas 20”. Há por ali uma escala em cartão para tirar dúvidas. “Esta é calibre 32, a melhor.” A plantação de cerejeiras foi iniciada na serra da Gardunha há mais de cem anos, cobrindo agora mais de metade da área da freguesia de Alcongosta, onde se calcula que a produção de cereja atinja as mil toneladas. “Todas as pessoas têm meia dúzia de cerejeiras”, garante Manuel Raposo (71 anos), que não come cerejas em casa. “Só como na árvore, em casa não.” Entre as variedades autóctones, e outras de origem espanhola e canadiana, destacam-se nomes firmes, carnudos e doces como Burlat, Maringa, Cristalina, Morangão, do vermelho vivo ao vermelho púrpura.
No Fundão, que já proibiu a tradicional venda de cerejas à face da estrada, a previsão de produção de cereja para este ano ronda as seis mil toneladas — que representa cerca de 50% da produção nacional. Aqui, onde toda a gente parece ter pelo menos seis cerejeiras à porta, toda a gente parece ter pelo menos uma receita com cerejas, o “ouro vermelho” da região, um fruto que, diz quem sabe, “nem sequer é muito fácil de trabalhar”, dadas as suas características. Neste universo muito Charlie e a Fábrica de Chocolate, o mais difícil é não comer um (dois, três ou seis) pastel de nata que sabe a fruta, um pastel com polpa e pedacinhos de cereja fresca descaroçada — uma pérola recém-inventada e que ao longo do último ano comercializou cerca de 200 mil unidades —, não contar passas de cereja ao lado de uma pratada de arroz de carqueja, não lamber molho de cereja de carnes suculentas, não comer à colherada um bom pudim de cereja ou sorver ao sol o refrescante gaspacho de cereja.
Como as conversas, também a estratégia da Câmara do Fundão gera estratégia. Este ano, a campanha da cereja prevê o lançamento de uma série de produtos, que vão desde o bombom de gelado de cereja (parceria com a Santini, marca com que o Fundão já tinha o gelado de cereja), um iogurte grego de cereja (com a Yonest), chá preto aromatizado com cereja, lingotes de cereja tipo barras energéticas e uma bola de Berlim com recheio de cereja (parceria com a Sacolinha). “O lançamento de novos produtos é um dos eixos da nossa estratégia tendo em base a internacionalização”, disse à Fugas Paulo Fernandes, presidente da Câmara. Está prevista a distribuição de cerejas na classe executiva dos voos da TAP (entre 8 e 14 de Junho), assim como em 48 estações de serviço em auto-estradas. Para o Verão, o Fundão conta ainda apresentar-se nas praias portuguesas (Lisboa e Algarve) com cereja gelada.
Devastada por incêndios há 15 anos, as espécies arbustivas já se instalaram na serra da Gardunha, por esta altura pintada com as cores da giesta amarela, mas um verdadeiro arco-íris sazonal rasgado pela ribeira de Alpreade, onde descansam as ruínas da antiga fábrica de cobertores de papa (à espera de requalificação). O Fundão, como as cerejas, reinventa-se — como a vista do castelo de Castelo Novo (a última das aldeias históricas), como as suas ruas calcetadas, as portas pintadas e as caleiras de água alimentadas pelas nascentes da serra. O Fundão rima com tradição. E azar de quem, por culpa da modernidade, nunca verá o leite a escorrer pela francela e o cincho (instrumentos usados para fazer queijo) a apertar a coalhada. Azar de quem nunca irá colher uma manada de poejo, o chá das mulheres grávidas e dos homens bêbados — das pessoas de barriga cheia, portanto. Azar de quem nunca irá estender o braço para agarrar num punhado de cerejas.
Natura Glamping
2015: A serra da Gardunha no espaço
Em Janeiro de 2015, quando as plataformas se elevaram e esferas brancas aterraram, houve quem tivesse corrido até à serra para saudar os extraterrestres. Estamos na Gardunha, uma serra magnética que recentemente atraiu o Natura Glamping (glamour + camping), sete tendas de luxo que parecem ter saído do 2001: Odisseia no Espaço, do Interstellar, do Oblivion ou de qualquer outro filme de ficção científica com cenários minimalistas de cortar a respiração, estruturas de um branco puro, viseiras translúcidas e um argumento do tamanho de um planeta.
O nosso planeta chama-se Gardunha — e “Portugal desconhece a Gardunha”, garante Jorge Pessoa, argumentista deste projecto, juntamente com a esposa Elga Correia e Nuno Dias —, uma serra há muito um refúgio para histórias de objectos voadores não identificados (basta “googlar”) e que agora foi surpreendida com a aterragem de sete tendas (uma, com cerca de 100 metros quadrados, disponível para eventos) em formato geodésico, instaladas numa área de 500 metros quadrados junto à Casa do Guarda (com dois quartos, uma sala e uma cozinha), em Alcongosta, espaço integrado na Rede Natura 2000 e agora como uma concessão turística de 20 anos.
“Dizem que a serra é oca, que é uma base de ovnis”, sorri Jorge Pessoa. “Acho que fui induzido a trazer para cá este projecto em forma de nave espacial.” Jorge trabalhava em informação médica com “muita pressão, muito desgaste”. “Coisas que ao longo do tempo vamos sentindo na saúde e na qualidade de vida”, regista. “Pensamos que estamos numa situação de conforto. Mas é aparente. Lamentamos mais tarde. Achei que era altura de terminar com o stress do dia-a-dia.” Optou por algo “diferenciador”. Viajou até à Suíça, onde o conceito de “campismo com glamour” já existia, e, depois de tirar as medidas ao projecto Whitepod, regressou a Portugal com uma estrutura geodésica de elevada resistência ao vento e ao peso da neve. “É um complexo cálculo matemático que se molda às nossas necessidades”, explica. As tendas foram instaladas em Janeiro. “Nesse dia nevou. E foi um teste aos ventos cruzados, que nesta região podem atingir os 160 quilómetros hora. Só tínhamos metade dos parafusos colocados e a estrutura nem abanou.”
As estruturas de que se fala são iglus ou “Domus” — que fazem lembrar as cúpulas das torres da serra da Estrela. São capacetes de astronauta com um espaço de 35 metros, com capacidade para quatro pessoas e equipadas com roupeiro, duche de hidromassagem, minibar, salamandra, ar condicionado, uma porta — de fechos de correr — com ar futurista e uma “viseira”, uma janela panorâmica de cerca de oito metros com vista para a serra ou para a linha do horizonte.
“Estamos no local com maior amplitude visual da serra da Gardunha. Covilhã, Fundão e Belmonte para um lado. Monsanto e Penha Garcia do outro. E daquele lado barragem e Castelo Branco. Estamos no coração da Gardunha.” Estamos num refúgio natural, num manual de morfologia geológica, num mapa pejado de percursos para caminhadas (bicicletas BTT e segway TT disponíveis), num sítio onde há sempre muito o que fazer — e onde também há muito para quem não quer fazer nada. Há aldeias de xisto e históricas, há uma das melhores rampas de asa delta da Europa, há “as cores da serra” e há “pessoas que vão dizer que já viram ovnis”, pessoas que falam de chaves douradas, grutas subterrâneas e naves espaciais de um branco puro. “Falam com uma seriedade tremenda e só falam se tiverem confiança na pessoa que têm à sua frente.” Se há pessoas que não sabem como chegaram à serra da Gardunha, também há quem não sabe se daqui quer sair.
Ricardo Gonçalves passou na semana passada por Alcongosta, a Capital da cereja, mas também Capital da Cestaria e do Esparto, e deixou este registo aqui, que reproduzo no Pedaços de Alcongosta.
Cesteiros de Alcongosta: os dias do fim
Na era em que vivemos, em que os modernos meios de comunicação nos oferecem toda a facilidade de assistir a fenómenos que noutro tempo nos seriam completamente alheios, ter a oportunidade de assistir ao vivo aos últimos momentos de uma arte toma contornos de irónico privilégio.Não que me dê motivos de contentamento, bem pelo contrário, mas é raro e genuíno. Em particular quando penso em como, todos os dias, nos vai entrando pelos ecrãs dentro tamanha enxurrada de notícias da extinção daquela espécie, destes saberes, daquelas línguas, destoutras culturas e monumentos que o fenómeno não só se banaliza como até parece ser pouco real. No fim de contas, são histórias que se passam lá longe, do outro lado do ecrã, nada têm que ver connosco.
E é justamente lá longe, do outro lado da Cova da Beira, sem ter muito que ver comigo, que, aninhada na encosta da Gardunha, se encontra Alcongosta, uma aldeia do concelho do Fundão que vim a saber ser local capital de uma arte cesteira que se aproxima vertiginosamente dos seus últimos dias. Aqui produzem-se há gerações uns cestos que não são uns cestos quaisquer. Uns cestos que desde miúdo recordo serem comuns em casa dos meus avós, como aquele com que a minha avó desaparecia para regressar passados alguns momentos com ele cheio de cerejas vermelho-preto para o lanche da garotada lá de casa. Julgara-os banais, mas no fim de contas, eram bem especiais.
Foi levados pela ideia de que não seria tarefa complicada a de fazer uns cestos destes, à maneira de trabalhos manuais caseiros, que rumámos a Alcongosta, numa soalheira tarde de maio. Com a Gardunha a pintar-nos o caminho com o verde elétrico dos soutos recém-floridos misturado nas manchas verde escuras dos cerejais já pintalgados do vermelho das cerejas maduras, lá fomos, à descoberta de alguns dos artesãos da mão-cheia que ainda se dedica a esta arte. Na verdade, é caso para dizer que não sabíamos ao que íamos!
Chegados à aldeia, fomos encontrar na sua oficina o mais velho dos artesãos que ainda trabalha os cestos — o Sr. Luís ‘Polícia’, de 83 anos — e de seguida detivemo-nos com um dos mais jovens — o Sr. Luís Paulo, de 70 anos. O que pensávamos pudesse ser uma simples compra de material e umas breves conversas acabou por se tornar numas pequenas entrevistas com compra de cestos mas nenhum material. Não se dê, porém, o tempo por perdido! Não podia ser simplesmente chegar, comprar as fitas de madeira com que se tecem os cestos e zarpar, pois não? À conversa com os dois artesãos percebemos o porquê e descobrimos porque é esta uma arte que se está a extinguir na localidade.
Em Alcongosta, aldeia antiga, o trabalho dos cestos tornou-se, ao longo dos séculos, uma parte estruturante do tecido económico complementando com naturalidade o trabalho da produção da cereja, que é a produção pela qual há muito esta aldeia é mais conhecida. Uma das provas dessa complementaridade está na forma como ainda hoje cerejais e soutos abundam nas encostas da Gardunha.Os cestos, fabricados com madeira de castanheiro bravo, eram usados para a apanha e o transporte da cereja (assim como dos demais produtos agrícolas). Hoje em dia, muitos produtores privilegiam ainda o uso destes cestos para a apanha da cereja, pois, por serem de madeira, são mais macios e não magoam a fruta e porque permitem um melhor arejamento, mesmo das cerejas que estão no fundo. Infelizmente, os cestos já não colhem a preferência de todos os produtores. Como em tantos outros aspetos da vida quotidiana, o advento do plástico e de outros materiais para o fabrico de recipientes mais baratos implicou a redução da utilização dos recipientes tradicionalmente produzidos em Alcongosta. Com o tempo, as dezenas de artesãos que outrora animavam as ruas da aldeia com as suas oficinas foram desaparecendo e não restam hoje mais do que 5 ou 6.
A diminuição dos artesãos correspondeu naturalmente à redução da procura, mas não é de desprezar o papel desempenhado pela dureza do trabalho associado não só ao fabrico dos cestos propriamente dito como também à preparação da matéria-prima necessária.É um mester exigente o de cesteiro! Entre as suas várias etapas, contam-se a de ir recolher a madeira apropriada nos soutos espalhados pela serra, trabalho esse que deve ser feito durante o inverno, que, como se sabe, nestas latitudes não é meigo. Depois, a madeira tem de ser enterrada para se conservar fresca até ao momento de ser trabalhada. Ao longo do ano, à medida que vai sendo precisa, desenterra-se a madeira, à qual de seguida tem de se tirar a casca. Esta operação envolve levar a madeira a um forno. Retirada a casca, está pronta para ser reduzida às fitas que hão de dar corpo aos cestos. Este tarefa, feita com recurso à mula (um móvel de apoio) e com o cutelo, é trabalho que deixa marcas — os cortes nas mãos e pernas tornam-se parceiros de longa data. Só então está preparado todo o material para iniciar o fabrico dos cestos. É um trabalho meticuloso que requer paciência, rigor e uma certa dose de vontade de sofrer.Olhar as mãos destes artesãos e ver dedos quase deformados de estarem tão calejados de trabalhar dia após dia a áspera madeira é toda a prova de que preciso.
Percebe-se desta breve descrição a razão para termos voltado de Alcongosta sem a madeira que queríamos comprar. Quando vivemos habituados a ir ao supermercado e a ter tudo disponível nas prateleiras é fácil esquecer que nem tudo é assim, especialmente no que a trabalhos artesanais diz respeito… Mas não é caso para desistir! Efetivamente, ver com os próprios olhos os últimos artesãos desta técnica, mesmo não sendo algo que me dissesse diretamente respeito, confere uma força inesperada à sensação de perda. Como se fosse algo pertencente ao património da minha família ou da minha terra. Por isso, mesmo sabendo que estes cestos são produzidos noutros locais do país, persuadi-me que é fundamental que esta técnica seja aprendida por mais pessoas ou, pelo menos, que se familiarizem com estes materiais. À vinda de Alcongosta, trazemos os cestos nas mãos e no espírito uma sensação de responsabilidade: talvez evitar que estes cestos não se tornem apenas memórias em fotografias ou textos.
Já estiveram na Festa da Cereja de Alcongosta (Fundão), quando se chamavam ComTradições. Este ano estão de regresso à Capital da Cereja, no primeiro dia do evento dedicado ao rubro fruto. Ouçam, desfrutem e no dia 12 de Junho podem vê-los ao vivo no palco montado em frente à Igreja Matriz de Alcongosta.
Ferreira Fernandes, António Valdemar, Rui Cardoso Martins, Susana Moreira Marques e Afonso Camões são alguns dos participantes, amanhã, sábado, na sessão do II Festival Literário da Gardunha que decorre em Alcongosta, na Casa do Guarda, durante a tarde, a partir das 15h.
Mas o programa é vasto, durante estes três dias que culminam na sessão de encerramento, domingo, na Moagem, na qual está prevista a participação do ensaísta Eduardo Lourenço e do humorista Ricardo Araújo Pereira.
Inês Pedrosa, Nuno Júdice, Almeida Faria, João de Melo, Tânia Ganho, Raquel Ochoa, Tatiana
Salem Levy, Andrea Zamorano, João Ricardo Pedro, Carlos Vaz Marques ou Fernando Paulouro são outros actores com presença confirmada.
Cereja do Fundão à venda nas praias portuguesas
A cereja do Fundão vai estar à venda em várias praias portuguesas de Lisboa e do Algarve durante este verão, anunciou hoje o presidente da autarquia, Paulo Fernandes, durante a apresentação da campanha de promoção da cereja para 2015.
"Criámos o nosso carrinho de venda de cereja fresca nas praias e, por isso, vamos estar neste momento, pela primeira vez, a fazer venda direta em algumas das praias, obviamente da zona de Lisboa, na linha de Cascais e também na zona do Algarve", referiu.
Segundo o autarca, a ideia é vender a cereja gelada e mostrar que este é um produto que combina na perfeição com o calor e a praia.
"Tenho quase a certeza que vai ser um projeto de enorme sucesso, até pela natureza da própria cereja que, em contexto de praia, é super-apetecível", disse.
Uma aposta que será ainda reforçada com quiosques em formato de cereja, lançados em 2013, que estarão presentes nas mesmas zonas com a venda, não só de cereja, como dos vários produtos associados à cereja.
Um portefólio de subprodutos que permite que haja "cereja ao longo de todo o ano" e que em 2015 será significativamente alargado graças à parceria da autarquia com várias marcas de renome em Portugal que desenvolveram produtos que integram a cereja do Fundão.
Na lista estão o Bombom de Gelado de Cereja do Fundão da Santini, o Iogurte Grego à moda antiga com Cereja do Fundão da Yonest, a Bola de Berlim de Lisboa recheada com cereja do Fundão da Sacolinha (eleita a melhor bola de Berlim de Lisboa), o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo com Cereja e ainda o Chá Preto Aromatizado com Cereja do Fundão da Lisbon Tea.
Produtos que serão vendidos nos diferentes postos de venda das marcas, mas também no Fundão, designadamente no Posto de Turismo da Cidade.
"A nossa ideia é termos cereja o ano inteiro, cereja nas suas diferentes formas e aplicações e nesse sentido esta é uma grande aposta, sempre com a preocupação de nos associarmos a produtos e marcas que são muito fortes e que já sejam conectados com grande qualidade, excelência e com aquilo que possa ser do melhor que se produz", especificou Paulo Fernandes.
Entre as parcerias está também a que foi estabelecida com a TAP em 2014 e que será este ano renovada com a distribuição da cereja do Fundão em classe executiva entre os dias 08 e 14 de junho.
A autarquia voltará ainda a promover mais uma edição da Rota Gastronómica da Cereja do Fundão em Lisboa, que passará por dezenas dos melhores e mais prestigiados restaurantes e bares da capital.
A presença em eventos também está agendada, nomeadamente na Feira Nacional de Agricultura de Santarém ou na celebração do Dia Mundial da Criança, a realizar no dia 08 de junho, no Portugal dos Pequenitos.
A nível local, volta a realizar-se, entre os dias 12 e 14 de junho, a já tradicional Festa da Cereja, que todos os anos atrai milhares de visitantes até ao concelho.
Em termos globais, a campanha de promoção de cereja tem um orçamento entre os 40 a 50 mil euros, o que o autarca classificou como "melhor investimento anual do município do Fundão".
"Com um investimento de 40 a 50 mil euros estamos a puxar por uma economia que já vale 20 milhões", fundamentou.
Na senda do que tem acontecido nas oito edições anteriores, a Festa da Cereja volta ser criteriosa na escolha da banda para animar Alcongosta na noite de sábado. Já tivemos O`questrada, Anonima Nuvolari, Luckie Duckies, Farra Fanfarra, Caruma, Melech Mechaya e Anaquim. Desta vez a escolha recaiu nos The Soaked Lamb, colectivo do escritor Afonso Cruz. Não sei se os blues destes seis são o som mais apropriado para este tipo de concerto, mas é uma banda de qualidade que será um privilégio acolher na Capital da Cereja.
A preparação da Festa da Cereja de Alcongosta já está em marcha. Passando pela Capital da Cereja, é possível perceber as movimentações de uma aldeia que entre os dias 12 e 14 de Junho quer voltar a mostrar aos largos milhares de visitantes de todo o país que aqui é o berço do rubro fruto, mas que a oferta ligada à cereja vai muito além disso, à medida da criatividade e empenho de cada uma das dezenas de tasquinhas que dão vida ao certame.
O fruto ao natural é o centro de todas as atenções, numa festa que não é apenas gastronómica, mas também social e cultural. Ao longo de oito edições, tornou-se também um ponto de encontro.
Para além da festa propriamente dita, com tasquinhas, animação de rua e concertos ou ateliers de culinária, há também a possibilidade de visitar aos pomares e ver, in loco, como se colhe o fruto que é motor da economia da freguesia.
No que toca aos espectáculos musicais, com palco em frente à Igreja Matriz, os Anafaia actuam na sexta-feira, às 22h. No sábado é a vez dos The Soaked Lamb. Domingo marcam presença Fanfarra Forrobódó, Marafona Encantada e vários grupos locais.
Natura Glamping
Cerca Design House
O secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, vem amanhã a Alcongosta, para a inauguração, às 11h30, do Parque de Campismo Natura Glamping, na Casa do Guarda, onde a comitiva depois almoça.
Antes é inaugurada outra unidade hoteleira, a Cerca Design Housea, nos Chãos, que resulta da recuperação de um imóvel.
Ver reportagem da SIC sobre o Natura Glamping.
Já num dos últimos sábados, no dia 7, andaram a sobrevoar Alcongosta, provavelmente a fazer o reconhecimento. Nos dia 4 e 11 de Abril vai ser possível a todos os interessados com disponibilidade financeira para tal fazer um passeio num balão de ar quente e poder ver de cima a paisagem das cerejeiras em flor. A partida É às 7h30 e a viajem dura 1h15. O preço rondará os 140 euros e inclui pequeno-almoço no campo, certificado de voo, seguro e transporte. As inscrições e mais informações podem ser obtidas através do número 965585718 ou do email hugo@emotionportugal.com.
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