Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja


Alcongosta volta a organizar a Rota dos Castanheiros, dia 8 de Novembro, num percurso de 12 Km por caminhos pintados pelas múltiplas cores do Outono.

Programa:
8:15 – Concentração na Junta de Freguesia de Alcongosta e pequeno-almoço
9:00 – Início da actividade
13:00 – Almoço junto à escola primária
14:30 – Início do Magusto Tradicional aberto à população de Alcongosta
17:00 – Encerramento da actividade

Cuidados especiais e normas de conduta:
Cuidado com o gado. Embora manso não gosta da aproximação de estranhos às suas crias;
Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz do local;
Observar a fauna à distância preferencialmente com binóculos;
Não danificar a flora;
Não abandonar o lixo, levando-o até um local onde haja serviço de recolha;
Não fazer lume;
Não colher amostras de plantas ou rochas;
Recomendações:
Calçado cómodo e já habituado ao pé, preferencialmente botas de marcha.
Peúgas macias, sem costuras.
Roupa adequada ao estado do tempo.
Máquina fotográfica para mais tarde recordar… e uma mochila cheia de boa disposição.

INSCRIÇÕES
7 gardunhos para maiores de 12 anos. (inclui almoço e seguro)












Figura incontornável e um embaixador de Alcongosta ao longo dos últimos anos, o Ti Zé da Encarnação, nome pelo qual era conhecido José Mendes Martins, foi hoje a sepultar, aos 92 anos. Em terra de esparteiros e cesteiros, era em outros tempos apenas mais um dos artesãos da nossa terra a viver dessa actividade. Passou também pelo comércio da fruta e já sénior, quando a arte de trabalhar a palha estava a desaparecer e os mais velhos esparteiros deixavam de ter condições físicas de continuar, o Ti Zé da Encarnação, personagem afável, sempre disponível e comunicativo, começou novamente a dedicar-se ao esparto e a levar esta marca enraizada da nossa terra a feiras um pouco por todo o lado. 
Era o mais velho e o único em actividade permanente, mas não o último, já que há uma década, graças a um curso de formação ministrado por si, mais gente aprendeu a trabalhar o esparto. Podem não saber fazer as ceiras tão bem trabalhadas ou as peças mais ornamentadas, mas ganharam conhecimentos para fazer o básico e, a partir daqui, querendo, podem dar continuidade a um tipo de artesanato que corre o risco de desaparecer completamente. Esta semente faz parte do legado deixado pelo Ti Zé da Encarnação. Esperemos que haja o incentivo para que ela seja regada e cresça. 


Resultados das Legislativas em 2015 e em 2011 em Alcongosta.


Embora a abstenção tenha diminuído (apesar da emigração crescente e evidente), menos gente foi votar. Bem podem soar as campainhas. Sim, isso é sinal de que a desertificação da nossa freguesia prossegue a sua caminhada galopante. Em quatro anos, passámos de 534 inscritos para 474.

Embora tenha vencido, o PS teve menos votos que há quatro anos.

A esquerda, ou aquilo que se entende como tal, teve um aumento muito significativo, se somarmos os resultados do PS, BE, CDU e PCTP/MRPP.





Resultados em Alcongosta


Resultados no concelho do Fundão

Resultados no distrito de Castelo Branco


Em Alcongosta, embora com menos votos que nas últimas eleições legislativas, o PS venceu, com 39%. No concelho os socialistas foram também a força partidária mais votada, tal como no total do distrito, embora na prática o resultado seja um empate, com dois eleitos do PS (Hortense Martins e Eurico Brilhante, o pára-quedista de serviço) e dois do PSD ( Manuel Frexes e Álvaro Batista).

Em Alcongosta, o que mais salta à vista é o enorme crescimento do Bloco de Esquerda. Um aumento de 13% em relação às anteriores eleições legislativas, tornando-se no terceiro partido mais votado na nossa terra.

Entendo ser também de salientar que Alcongosta não tem de passar pela vergonha de ter qualquer voto nos racistas/xenófobos/incendiários do PNR. Tal como já tinha sucedido em 2011, ninguém votou nessas criaturas, nem que fosse por engano ou desconhecimento.





O frio e a ameaça de chuva terão sido dois dos factores determinantes para que o rinque, este ano, tenha estado longe de encher, embora a noite de domingo tenha registado mais gente que no primeiro dia. Hoje a festa, tornada possível por um grupo de nascidos em 1975, prossegue, com o conterrâneo Luís Gonçalves e a nomeação dos festeiros do próximo ano.

Fotos via Alcongosta Terra da Cereja e do Artesanato








Fotos via Alcongosta Terra da Cereja e do Artesanato




No sábado, cumpriu-se a habitual arrematação, no Largo da Praça. 

Fotos via Alcongosta Terra da Cereja e do Artesanato





Depois do inédito interregno do ano passado, este ano a festa de Alcongosta volta a realizar-se, como é tradição, pelos alcongostenses que completam 40 anos. No caso, a malta de 75. Provavelmente o ano em que nasceu mais gente em Alcongosta nas últimas décadas.








(Clicar nas imagens para ampliar)

As Frutas joão veríssimo Mendes abastecem a cadeia de produtos alimentares Lidl e a revista do grupo, a Mais, veio ver como é a apanha.




Já esteve previsto para os anexos da Casa do Guarda. Pelas datas apontadas já devia estar em funcionamento na Escola Primária de Alcongosta. Agora a ideia foi abandonada, para se avançar com um museu ao ar livre nos terrenos arrendados pela Junta de Alcongosta, onde funcionou o parque de estacionamento durante a Festa da cereja. Fugir ao convencional pode até nem ser má ideia. Depende de como for concretizada (se o for). O que é certo é que enquanto andamos nestas indefinições há anos, sem partir para a acção, outros já se chegaram à frente e já executaram o projecto, como acontece com o centro Interpretativo da Cereja do Ferro. Alcongosta, o local natural para acolher um espaço que enalteça, valorize, explique as origens, a história com a população local, as variedades de cereja, que mostre como se colhe, que permita até experimentar fazer alguma actividade relacionada com o fruto a que estamos tão ligados, continua sem uma estrutura que poderia ser um complemento à festa. Que poderia até ser uma forma de ressuscitar o outrora omnipresente artesanato (cestaria e esparto), a caminhar a passos largos para a extinção.  Que poderia ser uma coisa que abre numa terra em que a tendência é as coisas fecharem e as pessoas irem embora. Esperemos que um espaço dedicado à cereja venha a ser uma realidade quanto antes. Sem mais adiamentos.



Museu da Cereja já não vai ser na escola

A ideia de construir a casa da cereja na antiga escola primária de Alcongosta caiu por terra, para dar lugar a um espaço ao ar livre numa quinta de 14 hectares naquela aldeia do concelho do Fundão


“Nós alugamos a quinta e temos projectos para essa quinta que podem levar à criação desse museu ao ar livre, porque os museus normalmente são inaugurados e depois caem na rotina, este projecto é diferente, temos que nos sentar todos à mesma mesa e ver o que queremos, pode ser muito importante para o concelho”, adiantou  à RCB o presidente da junta de Alcongosta, Miguel Batista.

O autarca espera concretizar o projecto ainda durante o actual mandato e transformar a cantina da escola do primeiro ciclo num posto de turismo, deixando de lado a ideia inicial de ali ficar o museu da cereja “a ideia é fazer na cantina da antiga escola primária um bom posto de turismo porque vem muita gente a Alcongosta antes e depois da festa e nós estamos virados para o turismo”.

Posto de turismo na antiga escola e um museu da cereja ao ar livre em Alcongosta, dois projectos que o autarca gostaria de ver concretizados ainda este mandato.

















Fotos de Walter Branco




Os The Soaked Lamb não apareceram para o concerto de sábado em Alcongosta. Parece que na sexta a vocalista teve um acidente que os impossibilitou de estarem presentes. Prometem voltar em breve.

Agora a dúvida: voltam para um concerto onde? Numa noite de calor no mesmo palco, em Alcongosta, para um espectáculo nos moldes do previsto, gratuito, que proporcione uma noite diferente, com música de qualidade e que atraia gente à Terra da Cereja, numa lógica descentralizadora? Ou voltam mas para mais um concerto no Fundão, para mais um concerto na Moagem ou em outro sítio qualquer?

Talvez a questão tenha alguma pertinência, tendo em conta que a animação da Festa da Cereja no sábado, ao contrário do que sucedeu na sexta, foi deficitária. Especialmente à noite, com a agravante de o concerto não se ter concretizado e isso, aliado às condições climatéricas adversas, ser menos um atractivo na festa. As tasquinhas pagam cada vez mais de inscrição e são elas, em larga medida, a alma da Festa da Cereja. Têm a legítima expectativa de a um valor maior também corresponda uma melhoria na animação de rua.

Tendo em conta que as expectativas de quem veio a Alcongosta no sábado não foram cumpridas neste capítulo, se calhar faria sentido reflectir sobre o assunto. Ah, e as melhoras à Mariana Balas. Votos de uma rápida recuperação!







A chuva e o vento que afectaram a Festa da Cereja de Alcongosta criaram também dificuldades acrescidas aos cerca de cem participantes no Trail Running Gardunha, prova que combina a corrida e a caminhada e se realizou no domingo, entre o Parque do Convento, no Fundão, e o Clube Académico de Alcongosta, onde estava localizada a meta.