Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja





O pai era de Alcongosta. A mãe de Castelo Novo. Vítor Ângelo Mendes da Costa Martins afirma sentir-se serrano e foi para sublinhar esse elo que editou, na último sábado, 8, no Fundão, “Gardunha – Um Belo Pedaço do Mundo”.
Vítor Martins, presidente da Assembleia Municipal do Fundão, foi administrador da Caixa Geral de Depósitos (aquela que agora fecha balcões em função da cor partidária que lidera o município) e foi secretário de Estado para os Assuntos Europeus, entre 1985 e 1995.



“A minha mãe era de Castelo Novo, o meu pai era de Alcongosta, o que sou eu senão um produto da Gardunha? E é serrano que eu me sinto, é na Gardunha que me reencontro. Não nasci na Gardunha mas renasço cada vez que venho à Gardunha, não moro na Gardunha, mas é na Gardunha que eu me sinto em casa, e com isto acho que já disse muito.”
Disse muito mas ainda não disse tudo. Com este livro, Vítor Martins quis também evocar as raízes de que tanto se orgulha “uma das coisas que me aflige nos tempos que correm é sentir por vezes o medo que há em assumir as raízes, em assumir a tradição, em assumir a identidade, parece que temos medo dessa ligação a um passado que, todavia, é o alicerce mais importante que temos em qualquer comunidade, e eu quis dar esse testemunho que eu sinto as minhas raízes com orgulho e acho que elas devem ser sempre valorizadas”.
in RCB.

Estão as minhas raízes em Castelo Novo e em Alcongosta. A Gardunha é a minha terra.
Este livro não tem mais pretensões do que traduzir as emoções que esta serra em mim produz desde que me conheço.

Foi um impulso. Não é uma monografia, não é um estudo, não é uma pesquisa. Tão-só o meu pulsar perante o privilégio que sinto de ser da Gardunha, a minha montanha mágica. Afinal, não mais do que o testemunho de uma viagem de memória e afectos aos lugares que me enternecem e comovem. [...]

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