Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja

Esta quinta-feira, às 21h, no Casino Fundanense, discute-se o projecto de requalificação do Cine-Teatro Gardunha. 


 Terminam amanhã as inscrições para a caminhada do próximo domingo.



Alcongosta tem a circular nos próximos dois fins-de-semana, dias 1, 2,  8 e 9 o comboio turístico pelas paisagens alvas pintadas pelas cerejeiras em flor. A viagem, com a duração de 45 minutos, custa 3 euros e está sujeita a marcação antecipada, no Posto de Turismo do Fundão ou através do número 275779040.

O comboio parte junto ao cemitério de Alcongosta e a visita será acompanhada de um guia turístico. As viagens estão marcadas, nos quatro dias, às 10h, 11h, 14h, 15h, 16h e 17h.






"A advogada Joana Bento, de 29 anos, é a candidata do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal do Fundão nas eleições autárquicas agendadas para este ano de 2017. A escolha foi oficializada esta segunda-feira após reunião da comissão política concelhia. O PS do Fundão anunciou também José Pina como candidato à presidência da Assembleia Municipal do Fundão".

"Joana Bento foi líder da candidatura à assembleia de freguesia de Silvares pelo PS em 2013. Natural de Silvares, foi membro da bancada socialista da Assembleia Municipal do Fundão, é líder da bancada do PS na Assembleia de Freguesia de Silvares, preside à mesa da comissão política da juventude socialista da Federação Distrital de Castelo Branco  e foi membro da comissão nacional da mesma estrutura. Actualmente, é também secretária da direcção do Rancho Folclórico de Silvares, grupo a que pertence há mais de duas décadas".

RCB.


Está patente, até 16 de Abril, a instalação "Rostos da Paixão", inaugurada no último domingo. 


"No âmbito da Quadragésima 2017, irá realizar-se, no próximo domingo, às 15.00 horas, na Capela de Santa Bárbara, em Alcongosta, a inauguração da instalação "Rostos da Paixão".
Esta instalação é composta por fotografias, vídeo e áudio efetuados a partir de um trabalho de pesquisa sobre os chamados "Panos da Verónica", utlizados nas diferentes comunidades de fiéis do concelho do Fundão.
"Rostos da Paixão" estará exposta até dia 16 de abril e pode ser visitada sábado e domingo, das 14.00 às 17.00 horas e de segunda-feira a sexta-feira, por marcação, através do telefone 275 773 032."

 Afonso Cruz, que tocou com os The Soaked Lamb na Festa da Cereja, em Alcongosta,  regressa à Gardunha.


Ana Margarida de Carvalho


O angolano Luandino Vieira


Sérgio Godinho, que recentemente editou o romance "Coração Mais Que Perfeito"

São 31 os autores, de cinco países, que este ano participam no Festival Literário da Gardunha, entre 16 e 21 de Maio, no concelho do Fundão. Destaque ainda para o concerto "Chico Buarque por Cristina Branco e Mário Laginha Trio". 




Têm sido várias as figuras públicas que nos últimos dois anos passaram pela Casa do Guarda de Alcongosta, para experimentarem o Natura Glamping. De políticos a actores. Este fim-de-semana foi a vez da apresentadora Rita Ferro Rodrigues regressar à Gardunha. 



É já no próximo sábado que a Comissão de Festas promove uma Noite de Fados, no Salão da Junta.



Os Caminheiros da Gardunha completaram 20 anos e assinalaram a data no último domingo, na casa do Guarda.



A Ti Celeste Teodoro foi a vencedora do X III Concurso de Presépios, dinamizado pela Câmara Municipal do Fundão. Em terceiro ficou a filha, São Henriques, que ganhou no ano passado. 


Chamava-se Maria da Piedade Calado, nasceu na Boidobra, fez fortuna nos bordéis da capital e, na hora da morte, deixou em testamento à Santa Casa da Misericórdia do Fundão a Casa do Bico, onde viria a funcionar a Estalagem da Neve. 

"Desejo que a casa-mãe não se transforme num asilo. Mas num verdadeiro lar, onde as raparigas possam encontrar o carinho, o respeito e a alegria a que todas as crianças têm direito, mas que infelizmente tantas nunca chegam a conhecer. Por isso não se usará farda, sendo ministrado ensino de costura de forma a que as alunas possam confeccionar o seu próprio vestuário segundo o seu gosto." À instituição fundanense deixou ainda mais de 1.200 contos, quase meio milhão de euros, a valores actuais. 

A sua vontade, de instalar na Casa do Bico a Casa-mãe de Nossa Senhora da Piedade, um lar para 20 raparigas, com idades entre os dez e os 20 anos, escolhidas entre as crianças mais pobres com maior vocação para o estudo, que assim poderiam evitar cair nas malhas da prostituição, não viria a ser cumprida. 

A história é contada pela Sábado



A dona do bordel dos ministros que deixou a fortuna à Misericórdia

Por Pedro Jorge Castro

A incrível história da madame Calado, proprietária da casa de prostituição mais exclusiva de Lisboa. E o testamento escrito por José Hermano Saraiva

"Esta senhora, Maria da Piedade Calado, caiu na prostituição por força das circunstâncias. Mas se não soube viver, soube morrer", diz Joaquim Nunes das Neves, antigo funcionário da Santa Casa da Misericórdia do Fundão, que guardou uma cópia do testamento da madame Calado, a dona da casa de passe mais exclusiva de Lisboa nos anos 50 e princípio de 60, frequentada por ministros e directores-gerais.

Nasceu às 3 da manhã de 25 de Novembro de 1894 na freguesia de Boidobra (Fundão), filha de um jornaleiro e de uma doméstica, e foi baptizada na véspera de Natal, tendo adoptado os nomes da madrinha, Piedade Calado, que não assinou o assento de baptismo por não saber escrever.
Fez depois fortuna como meretriz em Lisboa, até a prostituição ser ilegalizada por Salazar em 1963. A partir do dinheiro que acumulava com os negócios do sexo na sua "Pensão" Calado, num primeiro andar da Calçada do Carmo, 25, frente à estação do Rossio, acumulou capital suficiente, por exemplo, para emprestar 550 contos a um comerciante em 1943 (o equivalente a 272 mil euros a preços de hoje). Ele passou-lhe um cheque sem cobertura e ela pôs-lhe um processo, consultado pela SÁBADO na Torre do Tombo.

Mais impressionante ainda, em 1948 era proprietária da Quinta das Águas Livres, que vendeu por 1.800 contos (757 mil euros a preços actuais) a Manuel Santos Sobrinho. O caso deu origem a um novo processo, desta vez porque ela recusou pagar a comissão de 54 contos ao mediador que tratou da venda. Este pôs-lhe um processo a exigir a comissão, onde referia que Maria da Piedade Calado não sabia ler nem escrever, só assinar o nome. Apesar de analfabeta, tinha ainda um prédio na Calçada do Poço dos Mouros, na Penha de França, que arrendava a inquilinos – encarregava um procurador de cobrar as rendas por ela. E vivia num apartamento na Rua Castilho.

A 29 de Abril de 1951, quando tinha 55 anos, casou-se no Santuário de Fátima, com Fernando Filipe Pereira da Silva, do Seixal. Já não tiveram filhos. E separaram-se pouco depois.

No Fundão, Maria da Piedade Calado era proprietária da Casa do Bico, um palacete com um torreão, um elevador interior para a alimentação, um jardim de inverno no quarto e uma casa de banho toda em louça preta. "Tinha um gosto extraordinário e era de um arrojo tremendo, naquela época", recorda Carlos Couto, que viria a alugar o edifício para gerir a Estalagem da Neve. "Tinha um chauffer, que a conduzia num carro preto muito grande, enquanto ela acenava às pessoas. Na altura havia dez ou 15 carros no Fundão, mas o dela era o mais espampanante".

Massagens a meio da noite

Um jardineiro contratado pela Madame Calado no Fundão despediu-se ao fim de um mês. "É maluca. Acorda-me a meio da noite, pede-me massagens e anda nua pela casa", desabafou na altura a outros patrões da terra, conta uma ex-professora da Misericórdia. Outra residente no Fundão descreve-a como uma mulher "alta, loura, forte, de pele branca e rosadinha e que andava sempre bem apresentada, extravagante até".

Em redor da moradia principal, a madame Calado mandou fazer vários pequenos apartamentos que seriam alegadamente usados pelas prostitutas que trabalhavam para ela. Fernando Nogueira Gonçalves, autor do livro Ilustres e desconhecidos, meio século de memórias do Fundão, dedicou-lhe estas rimas: "A madame Calado, // que a Estalagem construiu // foi uma casa de meninas // algumas esbeltas e divinas // e onde muito rico se divertiu".

Mas ao mesmo tempo que explorava as raparigas, ia praticar caridade a 12 km do Fundão, na Boidobra, a terra onde nasceu e onde era proprietária da Quinta Branca. Um familiar afastado contou à SÁBADO: "Chamavam-lhe a rainha das putas, mas foi uma boa senhora para a malta. Tinha uma cozinha, onde mandava fazer sopa, e toda a gente, trabalhadores e crianças pobres da Boidobra, ia ali almoçar de graça".

Na adega desta sua quinta, mandou construir um cofre, enterrado na terra, e que foi descoberto depois da sua morte: estava cheio de jóias.

Viciada em jogo, generosa na missa

Tinha o vício do jogo – organizava jogos a dinheiro em casa – mas era generosa na missa: "No ofertório notava-se logo, dava uma nota", recorda outra familiar. A conversão total de Maria da Piedade Calado sobressaiu quando fez o testamento. "A dada altura no fim da vida arrependeu-se. Pensou que ia morrer e teve medo de ir para o Inferno. Já tinha feito mal a tantas raparigas levadas para a prostituição, passou a querer livrá-las da prostituição", conta uma ex-professora do Fundão.
Morreu às oito da noite de 9 de Junho de 1964, com um enfarte de miocárdio, no Hospital da Misericórdia do Fundão. Tinha 69 anos. No campo destinado à profissão no assento de óbito, a que a SÁBADO teve acesso, foi identificada como "doméstica".

"Peço perdão por todos os meus pecados"

Dias depois, foi aberto o testamento, escrito por José Hermano Saraiva, advogado com ligações ao Fundão e que viria a ser ministro da Educação com Salazar, embaixador no Brasil com Marcello Caetano, e apresentador de programas de História na RTP depois da revolução.

É um texto dactilografado em sete folhas, extraordinário pelo arrependimento e pelo destino dado à fortuna. Arranca assim: "Sou católica e na hora da minha morte o meu pensamento eleva-se para Deus, a quem peço perdão por todos os meus pecados. Àqueles que ofendi e também a todos aqueles a quem fiz mal ou deixei de fazer bem, peço que perdoem todas as minhas faltas (…) Desejo que todos os meus bens possam contribuir para minorar a pobreza e a dureza da vida das crianças pobres da minha região".

E assim destinou a Casa do Bico à Misericórdia do Fundão, para aí instalar a Casa-mãe de Nossa Senhora da Piedade, um lar para 20 raparigas, com idades entre os dez e os 20 anos, escolhidas entre as crianças mais pobres com maior vocação para o estudo – que assim poderiam evitar cair nas malhas da prostituição.

"Desejo que a casa-mãe não se transforme num asilo. Mas num verdadeiro lar, onde as raparigas possam encontrar o carinho, o respeito e a alegria a que todas as crianças têm direito, mas que infelizmente tantas nunca chegam a conhecer. Por isso não se usará farda, sendo ministrado ensino de costura de forma a que as alunas possam confeccionar o seu próprio vestuário segundo o seu gosto." A casa-mãe ofereceria ainda o vestido de noiva às educandas, uma por ano. Deixou à instituição mais 1.200 contos (416 mil euros a preços actuais) resultantes da venda do prédio em Lisboa, na Calçada do Poço dos Mouros.

Testamento por cumprir

Havia um prazo de dois anos para a casa começar a funcionar, após o que o legado ficaria sem efeito. Nunca chegou a ser instalada, sob o pretexto de que já havia outras instituições para acolher raparigas nos arredores. O bispo da Guarda ainda terá chamado a atenção para o facto de o testamento não estar a ser cumprido. Mas o testamenteiro, José Hermano Saraiva, terá dado o seu acordo para que a herança fosse usada pela Misericórdia do Fundão para outros fins.

Contudo, o testamento da Madame Calado não terminava ali. Deu instruções para que fossem entregues "uma esmola de cem escudos em dinheiro [34 euros] e um cobertor bem quente a todos os pobres da freguesia da Boidobra", escolhidos pelo padre da freguesia. Este receberia ainda 20 contos (6941 euros), para rezar dois trintanários gregorianos de santas missas pela alma da madame Calado, mais uma missa perpétua no aniversário da sua morte e ainda para lançar sobre a sua campa, em cada dia de finados, flores brancas. 250 contos (86.750 euros a preços actuais) seriam para a Igreja da sua terra, a Boidobra. E outros 250 contos seriam entregues ao Ministério da Educação, para construir uma cantina escolar na aldeia.

Por fim, nomeava testamenteiros José Hermano Saraiva, o padre Alfredo Ferraz, do Fundão, e António Paulouro, director do Jornal do Fundão: "Confio em que todos os três, que toda a sua vida têm amado os humildes e os infelizes, me ajudem depois da minha morte a realizar esta obra, que em vida não pude realizar".


Joaquim Nunes das Neves, o ex-funcionário da Misericórdia que guardou este testamento e o facultou à SÁBADO, despediu-se assim no fim da conversa: "Se no seu texto puder dar a entender que ela foi mais do que uma puta, já valeu a pena." Foi. E valeu.




04 dezembro 2016

Blinz Zero no Fundão


A banda que em 1995 ganhou projecção com o álbum "Trigger" sobe ao palco da Moagem a 9 de Dezembro. 

18 novembro 2016

Míscaros 2016


A oitava edição do Míscaros - Festival do Cogumelo, no Alcaide, começa esta sexta-feira. 

16 novembro 2016

Verga de Castanho



Verga de castanho: resistente, duradoura e de bonita aparência, comentava, em 1892, José Germano da Cunha, a propósito da matéria prima utilizada pelos nossos cesteiros.

in Apontamentos para a História do Concelho do Fundão, Thypographia Minerva Central, Lisboa.













Fotos via Gardunha Viva








Os Best Youth actuam esta sexta-feira na Moagem, às 22h. A entrada custa 5 euros. 



Na próxima sexta-feira, 11, às 21h30, há teatro na vizinha Alpedrinha. A companhia Ajidanha sobe ao palco com a peça "Opus".

SINOPSE:
Aborrecido, num determinado momento da Minha eternidade, comecei a criação de todo o universo.
A Minha obra era uma sublime representação do espaço, com o domínio marcado dos conceitos básicos da natureza. Com um traço delicado e inteligente, explora a efemeridade da vida. Mas como em todas as obras, há sempre um elemento imperfeito.
Tudo o que sucedeu, foi por minha culpa ou por vossa néscia culpa?
Esta peça fala Dele, das suas dúvidas e angústias, na companhia de quem fez Dele, quem Ele é.



Seminário do Fundão / Foto: Filipe Antunes


É hoje notícia em alguns órgãos de comunicação a intenção da autarquia em aproveitar as instalações do Seminário do Fundão, à entrada de Alcongosta, para a criação de um espaço disponibilizado às empresas de desenvolvimento digital e robótica aplicados à área agrícola. 
Câmara do Fundão vai criar Centro de Demonstração e Experimentação "Smart Rural"
 A Câmara do Fundão vai criar o Centro de Demonstração e Experimentação "Smart Rural", destinado a empresas que desenvolvam soluções no âmbito da internet para a componente agrícola, disse à agência Lusa o presidente do município, Paulo Fernandes.
"Será um parque de demonstração de internet das coisas e robótica, associado um pouco ao que é a filosofia das `smart cities`, mas destinado à componente agrícola e rural. Ou seja, será um centro onde as empresas podem demonstrar, explicar e apresentar os seus novos serviços e produtos, isto em contexto real", referiu.
O autarca especificou que o novo centro começará a ser instalado a partir de Janeiro e que ficará no Seminário do Fundão, propriedade que inclui cerca de 20 hectares de terreno.
Para o efeito, a autarquia já propôs um acordo à Diocese da Guarda (proprietária do espaço) que visa o arrendamento por 25 anos de grande parte do edifício e de toda a área adjacente.
Terrenos que serão disponibilizado às empresas ligadas à Internet das coisas e robótica para que aí possam desenvolver a sua actividade aplicada ao meio rural e agrícola.
"A ideia é que essas empresas possam ter no Fundão um pólo de criação e de desenvolvimento das novas soluções que tenham ou estejam a criar", apontou o presidente deste município do distrito de Castelo Branco.
Lembrando que o concelho do Fundão tem uma importante actividade nos sectores agrícola e agro-alimentar, Paulo Fernandes destacou a relevância que este centro pode ter para o desenvolvimento dessas áreas, bem como para a continuidade da estratégia de atracão de empresas de novas tecnologias que este município tem seguido.
Desta forma, o concelho "poderá atrair mais empresas, nomeadamente `startup` que estejam a apostar em soluções tecnológicas", ao mesmo tempo que está a contribuir para "resolver uma das maiores dificuldades que estas empresas enfrentam, que é a de terem um espaço".
Paulo Fernandes adiantou que a autarquia já está a estabelecer contactos para dar a conhecer este projecto às empresas nacionais e internacionais e que o "feedback" tem sido positivo.
O autarca não revela quais são as empresas que manifestaram interesse, mas lembra que haverá vários projectos que teriam lugar neste centro, como seria o caso de uma empresa que estivesse, por exemplo, a desenvolver um sistema de rega inteligente para pomares ou a criar sensores para detecção de pragas ou até uma nova geração de máquinas agrícolas para a mecanização de apanha de frutos, entre tantas outras possibilidades.

Via RTP.


Michel Giacometti teve um papel na preservação de tradições e de parte da nossa memória colectiva cuja importância, provavelmente, só num futuro mais adiante será devidamente considerada. O etnomusicólogo corso percorreu o país para registar as especificidades da música popular portuguesa em cada região e, em 1972, passou por Alcongosta, onde captou  imagens e onde recolheu alguns cânticos para a posteridade. O resultado revelar-se-ia um tesouro do património imaterial português.

O espaço escolhido não podia ser mais apropriado: uma oficina de cesteiro, daquelas típicas, num tempo em que, porta sim, porta não, havia um destes espaços de trabalho e em que a cestaria era ainda a grande marca da nossa terra. 

Giacometti dá ênfase à importância do canto polifónico nas tarefas e cerimónias colectivas. Mas, sobretudo, deixou-nos esta porta aberta para um passado não muito distante, mas já praticamente inexistente. 

No filme surgem os contributos de seis alcongostenses: Crispina, Ilda (a única ainda viva), Maria Roloa, Salete Tomé, Filomena, Pulquéria. 






O espectáculo das exuberantes cores do Outono pode ser devidamente apreciado a 13 de Novembro, em mais uma edição da Rota dos Castanheiros, que se realiza em Alcongosta. O percurso tem cerca de 12 km e um grau de dificuldade médio/baixo.
Para quem vem de fora a inscrição custa sete euros para maiores de 12 anos e inclui seguro e almoço. As inscrições devem ser feitas até 10 de Novembro, para o número fixo 275 772 082, para o telemóvel 961 720 904 ou para o email geral@gardunhaviva.com.

Para pagamentos por transferência bancária: NIB: 004540204016861085787 (Agradecemos o envio do respectivo comprovativo).
Pagamento po transferência bancária: NIB: 004540204016861085787 (Agradecemos o envio do respectivo comprovativo)
PROGRAMA:

8:30 – Concentração na junta de freguesia de Alcongosta e pequeno-almoço.
9:00 – Início da Actividade.
13:00 – Almoço (Junta de Freguesia de Alcongosta).
14:30 – Início do Magusto Tradicional aberto aos participantes da actividade e à população de Alcongosta.
18:00 – Encerramento da Actividade.


13 setembro 2016

Três dias de festa

 Foto da noite de sábado, 10, a mais concorrida

Chegou ao fim mais uma festa de Alcongosta, feita com a entrega dos conterrâneos nascidos em 1976. Durante três dias (e noites) de muito calor, foi grande a adesão tanto às cerimónias religiosas como ao arraial que se prolongou até segunda-feira. Mais uma vez, com a dedicação de alguns, cumpriu-se a tradição. Para o ano há mais.

PS: Alguém tem fotos que possa partilhar com quem está longe de Alcongosta nesta altura do ano, enviando para pedacosdealcongosta@gmail.com?




Aí está ela, como acontece todos os anos no segundo fim-de-semana de Setembro.



Ele é mais conhecido pelos livros que escreve, mas Afonso Cruz é um homem de muitos ofícios e vem hoje à Festa da Cereja de Alcongosta com a sua banda de The Soaked Lamb, acompanhado de Mariana Balas, de Miguel Lima, de Tiago Albuquerque e de Vasco Condessa. 
A banda estava no prograda do ano passado, mas um acidente com a vocalista fez com que o espectáculo fosse adiado e foi agora reagendado. É às 22h, na Capital da Cereja. 


É hoje que os Fado Lelé pisam o palco da Festa da cereja de Alcongosta, às 22h.




Nos fins-de-semana de Junho realizam-se, em Alcongosta, a Capital da Cereja, visitas de comboio turístico com vista panorâmica pelos pomares de cereja. 

O comboio sai da paragem de autocarro, à entrada de Alcongosta, às 13h30, 15h, 16h e 17h e os percursos são de 50 minutos. A viagem é acompanhada por um guia turístico que fará a interpretação da paisagem.

É necessária marcação antecipada no Posto de Turismo do Fundão, na Rua 5 de Outubro, ou através do número de telefone 275779040.



Começa hoje, quinta-feira, 9, e prolonga-se até domingo a X edição da Festa da Cereja de Alcongosta (Fundão), onde podem ser degustados muitos produtos à base de cereja.
 
No evento estão em destaque os live-cookings com os chefs João Alves, João Simões e Diogo Rocha; os ateliers Chefes de Palmo e Meio; os concertos de Jerónimo e Cro Magnon, Fado Lélé e The Soaked Lamb; Passeios de Balão; animação; tasquinhas e artesanato, num evento que decorrerá de acordo com o seguinte programa:
 
Quinta-feira, 9
19.00h Abertura com os Bombos de Alcongosta 
Animação de rua – Animação com Gaitas da Beira; Grupos locais e regionais
22.00h Concerto – Jerónimo e Cro Magnon – Apresentação do novo álbum 
 
Sexta-feira, 10
Animação – Fila Harmónica, A Banda – Animação Teatral de Rua
Animação de rua – El Puntilho Canalha, vindos diretamente de Segóvia, Espanha; Xaral Dixie; Grupos locais e regionais
10.00h Breakfast Market
12.00h e 16.30h Chefs de Palmo e Meio, com André Soares e Susana Falcão
15.00h e 18.00h Live Cooking com o Chef João Alves
18.00h Workshop de Cocktail, pela Escola Profissional do Fundão 
22.00h Concerto – Fado Lélé 
 
Sábado, 11
Animação – Manta de Ourelos – Grupo de Folk Medieval do concelho da Covilhã 
Animação de rua – Xaral Dixie; El Puntilho Canalha; Grupos locais e regionais
10.00h Breakfast Market
12.00h e 16.30h Chefs de Palmo e Meio, com André Soares e Susana Falcão
15.00h e 18.00h Live Cooking com o Chef João Simões
19.30h Workshop – Gin de Cereja do Fundão
22.00h Concerto – The Soaked Lamb 
 
Domingo, 12
Animação – Arruada com a Banda Filarmónica Perovisense 
Animação de rua – Tarde Tradicional – Há Música no Adro; Grupos locais e regionais
10.00h Breakfast Market
12.00h Chefs de Palmo e Meio, com André Soares e Susana Falcão
15.00h Live Cooking com o Chef Diogo Rocha


Dia 9 de Junho, o primeiro da Festa da Cereja de Alcongosta, é dia de Jerónimo e os Cro-Magnon. A banda aproveita a ocasião para apresentar o álbum Estrada 343.




O Fundão tem vários símbolos que lhe estão associados e, entre eles, está esta figura emblemática. O senhor que, há largos anos, se senta ao fundo da Avenida, a acenar, ou a barafustar com quem passa.




A Câmara Municipal do Fundão apresentou ontem a campanha deste ano de promoção da cereja. O pequeno-almoço de cereja é uma das novidades deste ano. Iniciativa que pretende dinamizar a Festa da Cereja durante a manhã, período em que muitas excursões chegam à nossa terra e bastas vezes não encontram qualquer animação.


Fundão: Câmara investe 55 mil euros na promoção de cereja

A Câmara Municipal do Fundão vai investir 55 mil euros na promoção da marca "Cereja do Fundão" através de um programa estratégico que contará com uma forte aposta no norte do país e também em França.
"Vamos estar com uma ação muito marcante em dois espaços na cidade de Paris, aproveitando o cruzamento de agendas como o início do Europeu de Futebol e as comemorações do Dia de Portugal", referiu o presidente do município, Paulo Fernandes, durante a conferência de imprensa de apresentação da campanha promocional para 2016.
Segundo especificou, as campanhas de marketing direto decorrerão no evento "Berges de l'Europe" e na "Fête du Portugal & de la Lusophonie", constituindo mais um passo no trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos últimos três anos com vista à conquista do denominado mercado da saudade.
A nível nacional, a promoção do fruto mais famoso deste município do distrito de Castelo Branco passa a incluir uma maior aposta a norte do país, com a presença em grandes eventos e também nos restaurantes do grande Porto.
"A zona norte não é o nosso ponto mais forte, pelo que achamos que também podemos crescer nesse mercado, que é muito importante a nível nacional", apontou.
Segundo sublinhou, algumas das ações serão promovidas pela Cerfundão, organização de produtores que é a principal operadora de cereja da região e que, este ano, apresenta como novidades a introduzir no mercado as caixas de cereja com um quilo ou os cones de cereja (a fazer lembrar os cartuchos de castanha), que permitem o consumo imediato do fruto.
No quadro de parcerias, será ainda possível encontrar cerejas do Fundão à venda em áreas de serviço de algumas autoestradas ou a bordo de voos da TAP, designadamente nos voos do dia 10 de junho e voo inaugural para Boston (EUA), no dia 11 de junho.
A 04 de junho, e aproveitando a sua presença no Fundão, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, será convidado a associar-se a uma iniciativa recentemente lançada: o apadrinhamento de uma cerejeira.
A realização de festivais e roteiros gastronómicos em Lisboa, Porto e no Fundão volta a constar do programa, que também inclui um conjunto alargado de iniciativas locais relacionadas com o turismo de experiência.
Destaque ainda para a realização da já habitual Festa da Cereja, que tem lugar na localidade de Alcongosta entre os dias 09 e 12 de junho, que apresenta como novidade a iniciativa "pequenos-almoços com cereja", que dinamizará o certame no período da manhã.
Um conjunto de ações em que se espera que a cereja não falte, isto apesar da quebra de produção registada devido ao frio e à chuva e que está a causar perdas muito significativas aos produtores.
Uma situação que está a preocupar "fortemente" o presidente do município fundanense, que já reuniu com secretário de Estado da Agricultura e Alimentação para verificar quais as medidas que podem ser acionadas no sentido de minimizar os prejuízos.
De acordo com o autarca, o governante comprometeu-se a avaliar a possibilidade de ser constituído um fundo de calamidade que possa ainda dar resposta aos prejuízos deste ano.