Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja

24 setembro 2017

Casamento do Mendes "Rico"




Imagens, com pelo menos 80 anos, do casamento de Lucinda Baltazar e de José Mendes. A criança a acompanhar é Maria Teresa Amaro. (Fotos partilhadas por António Neves Dias).

14 novembro 2014

Memórias de Alcongosta


Perdida no arquivo do Pedaços de Alcongosta, enviada pelo Tó 39 e provavelmente por distração não publicada, estava esta pérola. Uma das imagens mais antigas partilhadas neste nosso Largo da Praça virtual. 

É o retrato, tirado provavelmente há cerca de 50 anos, de sete mulheres de Alcongosta, com roupa domingueira ou festiva. Deve tratar-se de uma ocasião especial que justificou este registo, numa altura em que tirar uma fotografia era coisa rara.

A primeira parece a Maria Rita, a terceira a Maria Polaca (já falecida), e a quarta a Graça Galula. Será que são? Alguém consegue identificar as restantes senhoras ou adiantar algum elemento que permita contextualizar a foto e identificar quem ficou cristalizado neste momento para a posteridade? Agradecem-se contributos. 

Uma achega. Não era habitual, à época, um particular ter equipamento fotográfico. Ao que consta, um elemento da família Caldas costumava fazer-se acompanhar de uma máquina fotográfica e por vezes captava imagens de pessoas da terra. Por isso, é uma possibilidade ter sido ele o autor da imagem, mas isso só as próprias ou algum familiar poderão confirmar.


A primeira equipa de futebol feminino do Clube Académico de Alcongosta, há mais de 20 anos.
Na Foto: Nely, Sandra, Marta, Susana, Sandra, Antónia, Ana.


Na sequência das "Histórias Gloriosas e Quase Esquecidas do Clube Académico de Alcongosta", lembradas pelo Luís Sérgio, a Fátima Moreira encontrou esta foto, relativa à participação da própria Fátima e da São Henriques  (as duas do meio) nos Jogos Juvenis Nacionais, em representação do distrito de Castelo Branco, em 1979, no Estádio 1º de Maio, em Braga.
Obrigado pela partilha.

(Clicar na imagem para ampliar)

A foto já foi postada há dias, em Cortejo de Oferendas de Alcongosta para o Hospital do Fundão. Pelo interesse que lhe atribuo, volta a ser publicada, agora com a legenda do João Luís Fortunato, um dos jovens na imagem, que a partilhou desta forma com os restantes alcongostenses.

Este cortejo, na época foi notícia numa das mais lidas revistas da altura: “A Flama” e havia outras fotos.

O cinturão de caça, que era a minha oferta ao hospital, foi “arrematado” em leilão por uma quantia muito superior ao seu real valor, pelo Governador Civil de Castelo Branco, e era constituído na sua maior parte, por vários tordos que o meu saudoso pai, caçou na azenha do “Ginja”, e alguns pardais que por informação do meu parente Luis Rolão (O pai dele era primo direito da minha mãe), terão sido apanhados no telhado da Capela do Espírito Santo em Alcongosta.

Na imagem estão:
1 - Aninha de São João
2 - João Luís Fortunato
3 - Judite Fiúza
4 - Alice "Nhaco"
5 - Celeste ? (Filha do Casimiro Moreira)
6 - César "Rodas" (Filho do Luís Marques)
7 - Eugénia
8 - Mãe do Neca Félix
  
  

(Clicar na imagem para ampliar)

Esta foto terá perto de 60 anos e foi enviada pelo João Luís Brito Fortunato. Retrata um cortejo de oferendas a favor do Hospital do Fundão, inaugurado na altura. Uma iniciativa, provavelmente, com o objectivo de ajudar a angariar fundos para a unidade de saúde. Sobre isso talvez o próprio João ou alguém  conhecedor nos saiba adiantar pormenores.

O Hospital do Fundão que hoje conhecemos, embora as actuais instalações tenham sido objecto de obras de melhoramento recentemente, começou a funcionar a 16 de Outubro de 1955. Veio substituir o antigo Hospital da Misericórdia., cuja construção data de finais do século XIX.

Em 1975 o edifício foi ampliado, para instalação de uma nova zona de internamentos e maternidade e adaptação de quartos particulares para enfermarias. Em 1976 o Hospital do Fundão passou a integrar a rede oficial dos hospitais portugueses. Em 1983 passou a hospital distrital e em 1999, quando o novo Hospital da Covilhã ficou concluído, passou a fazer parte do Centro Hospitalar Cova da Beira, que integra as duas unidades.

Na imagem, juntamente com João Fortunato, estão outras pessoas de Alcongosta, que talvez alguém consiga identificar, talvez recorrendo a familiares mais velhos. Há palpites?


Amigos Alcongostenses:
 Com os agradecimentos por tudo o que têem feito e noticiado da vossa terra (Minha tambem por adopção / Terra dos meus Pais e Avós), junto envio foto de Grupo de Alcongosta, no qual me integrei, por ocasião de 1 Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Fundão, nos anos 50 do século passado. (Entre 1955 e 1957).
 Talvez seja possível identificarem alguém?  
 Um abraço e não deixem de acabar o V/Trabalho. No que for possível cá estarei para ajudar.
 João Luis Brito Fortunato
 P.S.- Em breve enviarei a identificação que faço e espero seja correcta da foto anexa





Lembram-se destes? Eram os antigos autocarros da Rodoviária Nacional que também faziam as viagens para Alcongosta. Com a cisão da RN e a posterior privatização, em 1993, das empresas resultantes dessa fragmentação, surgiu a Rodoviária da Beira Interior (RBI), que ficou com os serviços da anterior operadora. Em meados da década de 90 os autocarros começaram a ser pintados de rosa e branco e outros a ser substituídos por aqueles que ainda hoje asseguram o trajecto em autocarro entre Alcongosta e o Fundão.



Numa altura em se deixou de ensinar a ler a escrever na Escola de Alcongosta, ficam as lembranças de outros tempos, de diferentes gerações que durante cerca de cinco décadas deram vida ao edifício agora de portas fechadas.

03 abril 2012

Martírios


A tenacidade de Giacometti levou à preservação, para memória futura, de muitos usos e costumes do Portugal profundo dos anos 60.
Neste vídeo, um trecho da série distribuída pelo "Público", não é possível ver o cantar dos martírios na sua essência, nos locais próprios, com a postura e ambientes em que isso acontecia, mas ficou registado esse cântico religioso, por vozes locais por muito ainda possíveis de identificar.



O etnomusicólogo italiano Michel Giacometti percorreu o país para registar a música popular portuguesa e passou também por Alcongosta, onde recolheu alguns cânticos para a posteridade.

Em plena Quaresma, aqui fica uma marca desta época na nossa localidade, a encomendação das almas, na voz de seis mulheres da terra, num local tão tipicamente alcongostense há algumas décadas disseminado pela aldeia: uma oficina de cesteiro, com um tapete feito de aparas.

Quem consegue identificar as senhoras?

Recuando ao início da década de 90 o torneio de futebol de salão de Alcongosta, por altura da Primavera, era incontornável e as finais épicas. Este é um desses momentos. A equipa da casa no dia do derradeiro jogo, com imensa gente empoleirada no muro do Meias (ainda em pedra) para assistir à partida.
A equipa eram: Quim João, Duarte, Vítor Henriques, Luís, Alberto, Escaleira, Tó Chambel, Vítor Lino e César.

Mais um regresso ao passado, com um agradecimento especial ao Quim, que enviou esta fotografia da década de 80, tirada em frente à Igreja de Alcongosta.
Quem consegue identificar as pessoas na imagem?

25 dezembro 2009

Festa de Natal do Clube 2000

Foto tirada há nove anos na festa de Natal do Clube Académico de Alcongosta, após a habitual distribuição de prendas aos filhos dos sócios. Actualmente esse costume perdeu-se.
É possível ver na imagem o Rogério, Fábio, André, Cabeças ou o Zé.

Mais uma foto que chega ao mail a lembrar outros tempos. Atendendo às caras, tempos não propriamente muito distantes. Acho que estes toda a gente tem facilidade em perceber quem são.

A Quinta do Astieiro, na zona dos Folhadeiros, que esteve em funcionamento no início da década de 90. Uma pequena unidade hoteleira na Serra da Gardunha, com quartos e uma piscina, mas que não esteve muito tempo aberta. Reparem, por exemplo, no logótipo da Olá no chapéu-de-sol, diferente da imagem da marca hoje.


Outra memória que chegou ao Pedaços de Alcongosta. Então, quem são estes? Pelo menos um acho que é bem fácil identificar.

Foto retirada do livro "Aldeias do Fundão", de Eduardo Saraiva e João Barroca

Mais uma memória de Alcongosta descoberta no livro Aldeias do Fundão. Esta data de 1942 e retrata o regresso de duas pessoas do mercado, de burro, como devia ser habitual na altura. Alguém faz ideia de quem possam ser estas pessoas?

Foto retirada do livro "Aldeias do Fundão", de Eduardo Saraiva e João Barroca

Mais uma recordação de outros tempos. Esta tem seguramente mais de meio século. É a imagem da mais conhecida fonte de Alcongosta, a das duas bicas, onde diariamente dezenas de pessoas se vão abastecer da nossa água. Reparem no pormenor do orifício na parede, que ainda existe. Ao lado está a casa que o ti Abóbora viria a recuperar. Atente-se ainda à forma como as pessoas do povo se vestiam na época.

A encher os cântaros de barro estão duas conterrâneas, já desaparecidas. Reparem no pormenor da rodilha à cabeça, para transportar as "cantarinhas", como era habitual. Até porque não havia abastecimento de água nas casas, uma melhoria que só se começou a generalizar após o 25 de Abril.

As duas pessoas são a ti Rita Bento, mãe do António Gato e da Maria Chebimba (já eles avós e bisavós), e mais próxima da bica talvez seja a ti Maria do Aurélio. O que vos parece? Tinha dito meio século, mas a foto tem muitos mais anos que isso.

A fonte continua no sítio de sempre, precisamente no Largo da Fonte, e penso que dispensa apresentações.

Retirada do livro Aldeias do Fundão, a imagem está por lapso atribuída ao Telhado. Fica a nota para uma possível correcção caso seja feita uma nova edição. O local é a fonte das duas bicas, em Alcongosta.

(Clicar na imagem para ampliar)

Mais uma imagem das salas de aula da Escola Primária de Alcongosta há uns anos, gentilmente cedida pela Ana Cristina. Possivelmente de alguma festa, talvez de Natal, onde podemos ver muitas caras conhecidas.
Pessoal, quem tem mais Memórias de Alcongosta que possa partilhar?

26 setembro 2009

Memórias de Alcongosta XXXI

Foto de Ana Cristina Patrício

Outro regresso ao passado da Escola Primária de Alcongosta, quando todas as salas estavam ocupadas e o número de alunos não era uma preocupação constante. Então, quem são estes?