Pedaços de Alcongosta

Instantâneos da Terra da Cereja

13 outubro 2012

Clientelismo

05 outubro 2012 - Sexta às 9 - Informação - Actualidades - RTP

"Têm menos de 30 anos e já são especialistas do governo.
O “Sexta às 9” descobriu-lhes o rasto nas juventudes partidárias e até uma ligação familiar com um alto representante do eixo do poder.
Fogem de entrevistas como diabo da cruz.
Quem dá a cara, defende-se como pode". RTP

Já aqui tínhamos feito referência a estes especialistas acabados de sair da universidade e das jotas partidárias, onde se inclui um do Fundão, com base na informação veiculada através de um blog. O programa "Sexta às 9", da RTP, foi saber quem são estes assessores, e facilmente percebeu a rede clientelar de onde emanam.

O fundanense Jorge Garcez, vereador sem pelouros no município do Fundão e membro da JSD, é uma das figuras destacadas pela reportagem. Ficamos então a saber que, para além de jota da cor, é também genro de Nunes Liberato, o chefe da casa Civil do Presidente da República, cuja esposa é natural de Valverde. originário de Valverde. Está então explicado. Certamente que foi escolhido pelo mérito evidenciado.

Já agora, o blog Aventar debruça-se igualmente sobre o assunto.

15 outubro 2009

Um bom exemplo



A contrastar com os desacatos em Lavacolhos ou com a desavença trágica em Ermelo, já para não falar nas consequências do recurso a determinados expedientes para fazer o que alguns entendem ser política, deixo este bom exemplo.

Numa freguesia da Régua as duas listas ficaram empatadas com 337 votos e a terra vai novamente a votos. A disputa foi renhida, mas pelos vistos digna e leal, visto que ambos os candidatos terminam a notícia abraçados, à espera dos resultados do próximo domingo, e a dizer que a política não faz inimigos (pensam eles, pessoas aparentemente civilizadas, com clarividência para distinguir os dois campos).

Dizem-se amigos, continuam como tal e mostram desportivismo. Até porque, notam, a causa de um é a causa do outro: Sedielos. E os interesses da localidade sobrepõem-se a ambições pessoais. Pelos vistos acreditam que quem quer que ganhe, pugnará pelo melhor para a freguesia.

Quem dera que por esta país fora, após a contagem dos votos, todos pudessem ter esta postura.

"Elaborar um Plano de Aldeia de Alcongosta (requalificações urbanísticas e recuperação de coberturas e fachadas, à semelhança do que foi feito nas Aldeias do Xisto e Aldeia Histórica, para captar apoios no próximo Quadro Comunitário de Apoio)".

Outra das promessas de quem venceu as últimas eleições. Passados quatro anos, ainda está por concretizar. Esperemos que não tenha caído no esquecimento.

Se passarmos por Janeiro de Cima é fácil ver obra feita. São muitas as casas recuperadas, com apoios comunitários na ordem dos 75 % do investimento total. Uma excelente ajuda e um extraordinário incentivo à requalificação urbana, portanto.

Seria um benefício significativo Alcongosta ter uma janela de oportunidade destas. Infelizmente, ainda não aconteceu, ao contrário do que estava previsto. Parte-se do princípio que a junta, só por si, teria dificuldade em organizar uma candidatura desta natureza. Será por certo tarefa da câmara, e dos gabinetes vocacionados para o efeito. Como considero que os nossos eleitos devem prestar contas, deixo as minhas dúvidas:

A candidatura foi entregue? Já há resposta?
Se não foi entregue ou foi chumbada, porquê?
O último quadro comunitário de apoio (2007-2013) já está em execução. Será que há no QREN forma de enquadrar o Plano de Aldeia de Alcongosta? Isso vai ser feito? Quando?
O que contempla exactamente o Plano?

Vamos aguardar pelos programas eleitorais e ver o que os candidatos têm para nos dizer, para sustentarmos o nosso sentido de voto. Isto, claro, no caso dos que não votam cegamente em cores, mas nos projectos das pessoas que se propõem representar-nos.


O PS apresentou a lista de candidatos à Câmara e Assembleia Municipal do Fundão. A do PSD deve ser conhecida a 2 de Agosto.

1- Leal Salvado (advogado) 2- Mira Silva (médica) 3- José Reis Fontão (funcionário das Finanças e parceiro do cabeça de lista, entre outras lides, dos tempos da Cornélia) 4- Vítor Cunha (presidente da concelhia socialista) 5- Glória Canavilhas (professora na Escola Profissional) 6- Margarida dos Reis Gil (programadora cultural, elemento da revista A23) 7- Marta Martins 8- João Carrola 9- Ricardo Veríssimo 10- Albertina Capelo.

O cabeça de lista à Assembleia Municipal é novamente o "alcongostense" Nuno Baltazar Mendes. (O tio Sócrates não tinha impedido as duplas candidaturas? Ou era só para candidatos à Câmara?).
Abel Rodrigues, Rosa Moreira, Pedro Salvado, Bruno Ramos, Berta Oliveira, José Pina, João Taborda e Luís Castanheira são outros nomes que compõem a lista candidata.

Reparo que o conterrâneo Carlos Rolão não aparece em sítio nenhum. Quererá isto dizer que se prepara para um regresso à Junta de Alcongosta?

Fonte: RCB.

Informa hoje a RCB que dois militantes do Fundão vão integrar a lista do PS às legislativas pelo círculo albicastrense: a vereadora Conceição Martins e Nuno Baltazar Mendes, não sei se natural ou apenas com raízes em Alcongosta.

Nas últimas eleições autárquicas os cabeças de lista à Assembleia Municipal dos dois principais partidos eram originários de Alcongosta. Não que haja notícias de que a nossa freguesia tenha beneficiado com isso.

Vítor Martins, neto do ti Ângelo e com muitos familiares em Alcongosta, venceu e é o presidente da AM do Fundão. Nuno Baltazar Mendes, neto do "Mendes rico", como era conhecido, é o lider da bancada socialista. Agora aparece na lista ao parlamento, embora em lugar não elegível (8º). Mas nunca se sabe, tendo em conta o rodopio que foram os lugares do PS nesta legistatura. Será que sobraram suplentes?


Hoje a Rádio Jornal do Fundão adiantou que Alcina Cerdeira, professora na Escola Serra da Gardunha, vai integrar a lista de Manuel Frexes à Câmara do Fundão. A mesma estação diz que Henrique Dias, actual vereador com os pelouros da Educação e Saúde, fica fora da equipa. Paulo Fernandes deve subir para segundo e o actual número dois de Frexes, Carlos São Martinho, deve aparecer em lugar elegível na lista distrital do PSD às legislativas.
A apresentação de todos os nomes está prevista para dia 2 de Agosto. Dos outros partidos apenas se sabe quem são os cabeça de lista.


Dizem-me que estamos em campanha eleitoral para o Parlamento Europeu. Não tinha reparado. Não será esse período destinado a elucidar as pessoas? Se é, não dei por nada.

O que vejo são indivíduos a insultarem-se uns aos outros, talvez um pouco baralhados sobre que tipo de votação está em causa. Um tornou-se o advogado de defesa do governo, outro limita-se a atacar de forma primária meramente questões de política nacional, há o betinho obcecado com o BPN (não devia guardar tanto empenho para outras lides?) e temos também a cassete recorrente da senhora da "defesa do aparelho produtivo" (que ainda assim tem a seu favor a estatística, que a dá como a nossa eurodeputada mais produtiva).

O que se discute? Generalidades, lugares-comuns, soundbytes desprovidos de substância.

A comunicação social, essa cambada que tantas vezes funciona em manada, entra na onda. Em vez de obrigar a discutir propostas concretas, ou de procurar saber o que, na prática, cada partido apresenta aos portugueses, entra no jogo do agora-ouço-a-acusação-idiota-a-seguir-vou-ao-outro-lado-ouvir-a-resposta-cretina. Chamam-lhe, parece, objectividade, contraditório, ou sei lá o quê. Eu chamar-lhe-ia falta de profissionalismo, ausência de vontade de fazer análises críticas. É mais importante a polémicazinha, o que é que o B chamou ao C, os resultados de meras sondagens e as declarações sobre esses estudos de opinião que a essência da campanha.

Vêm a comunicação social pegar nos programas, sintetizá-los, explicá-los de forma a que o povão perceba o que significam as propostas e comparar o que cada partido defende? Às vezes fazia-lhes bem lembrarem-se da sua função social. Quanto aos políticos, penso que a população não espera mais deles que aquilo com que nos deparamos. What you see is what you get. No pior sentido. Ainda que se tentem mascarar de seres interessados.

Não sei como é que ainda alguém se espanta com as previsões de elevada abstenção.


Hoje é dia de Assembleia de Freguesia e deve ser votado o Plano e Orçamento para 2009. É o local onde os eleitos da nossa freguesia, pelo menos em teoria, se vão inteirar sobre o que se passa em Alcongosta.

Que obras e investimentos estão calendarizados para o próximo ano? Que despesas estão previstas? Que transferências vão chegar da câmara? A estrada vai ser alcatroada? O Centro de Noite está em agenda? Há candidaturas previstas em alguma área para conseguir verbas comunitárias?

Supostamente, é também esta a ocasião indicada para os nossos eleitos darem sugestões para melhorias na terra, apresentarem propostas concretas, mostrarem que se importam.

Vamos acreditar que os nossos eleitos (não apenas os da maioria, mas todos aqueles a quem foram confiados votos) não fazem parte do retrato daquela gente que apenas vai às reuniões para levantar o braço quando alguém lhes manda ou quando vêem os outros fazê-lo. Vamos acreditar que os nossos representantes na Assembleia de Freguesia são seres pensantes que não vão para lá apenas fazer número e assinar a folha de presença.

Os vereadores do PS não votaram o Plano e Orçamento mas já vieram dar a sua opinião sobre o assunto. Nem teria justificação se não o fizessem.

Dizem que o orçamento é feito com base em receitas não discriminadas. Que a despesa está programada, mas não se sabe de onde vem a receita. Outra das críticas é pontada às transferências para as juntas de freguesia (que alegam ser inferiores ao prometido pela câmara) e a um aumento de 29 % dos dinheiros que vão para as empresas municipais. Por isso apelam aos presidentes de junta que votem contra o documento na assembleia municipal de amanhã.

Os vereadores socialistas também se queixam de falta de informação e de não obterem resposta aos requerimentos apresentados. Essa é a justificação para terem apresentado queixa à Inspecção Geral da Administração Local.

Eu pergunto: Não seria isto evitável? Porque raio é que não se disponibiliza a porcaria da informação que eles consideram necessária para fazer o seu trabalho e fiscalizarem o que a maioria vai fazendo? É mesquinhez dos socialistas ou será que têm razão para fazerem barulho?

Afinal era falso alarme. Depois de alguma esperança, acho que o que dá para perceber é que a nossa encosta da serra da Gardunha vai ficar como está. Apesar das muitas promessas feitas quando ardeu.
A Epson e mais algumas entidades felizmente escolheram a Gardunha para implementar um plano (restrito) de recuperação da biodiversidade, com a plantação de algumas árvores.

É meritória esta iniciativa privada, trazida para cá por Helena Esteves, uma fundanense a residir na Bélgica. Infelizmente, tem uma área delimitada. Vai apenas abranger a zona do Souto da Casa. E não se lhes pode exigir mais. Mas deve-se pedir contas a quem manda, a quem decide, a quem tem votado a reflorestação da Gardunha a apenas um plano conhecido: o da inércia. E não sei exactamente a quem me refiro.

Para já a vertente virada para Alcongosta vai continuar à espera que alguém aja. Ficamos à espera. Já agora, acho que nem laranjas nem rosas ficam isentos de culpa, porque a verdade é que já ambos estiveram no Governo desde que os incêndios aconteceram. Os nomeados políticos nos sítios de decisão já foram das duas cores.

E que tal começarem a pensar em cumprir o prometido, em fazer o que lhes compete?

(Clicar para ampliar notícia do Diário XXI)

Noticia a Rádio Cova da Beira que a última reunião de câmara do Fundão, na sexta-feira, foi aquilo a que podemos chamar uma palhaçada. Típica de certo tipo de jogos a que a classe política é muito dada.

Em discussão estava apenas e tão só o Plano e Orçamento para o próximo ano. Os dois vereadores da oposição, Conceição Martins e o nosso conterrâneo Carlos Rolão, não votaram e acabaram por sair da sala por não quererem participar numa "farsa". Fizeram-no porque a documentação lhes foi entregue só 3 dias antes. O PSD chama aos dois socialistas "desertores".

Para dar mais consistência ao enredo desta comédia, com a saída dos dois elementos do PS e a ausência do Frexes e do Paulo Fernandes ficou-se sem quórum e teve-se de ir chamar o presidente para prosseguir a reunião.

Mesmo que tenham entregue o documento no tempo previsto na lei, se calhar devia ter sido entregue com mais antecedência. Isto se a ideia é ter uma discussão informada. Trata-se de uma coisa complexa de analisar, certamente que têm de ser consultadas pessoas no partido mais entendidas na área financeira. Só ficava bem à maioria ter disponibilizado o relatório dos investimentos para o próximo ano com mais antecedência. Pelo menos evitavam estas cenas. Quanto ao PS, que faça agora o trabalho de casa e dê a conhecer à população a sua óptica sobre o que é proposto pela câmara.
Já agora, o que está contemplado para Alcongosta?

Sobre o Fundão, que se debate com problemas de vária ordem, pende a ameaça de entrar no top dos concelhos do país onde a água é mais cara.

A câmara já reclamou, vamos ver agora o que vão fazer os senhores do sistema multimunicipal Águas do Zêzere e Côa. Já agora, há uma justificação plausível para essa intenção? Mais, quem controla a acção das AZC, quem avalia a sua competência e fiscaliza eficácia do seu trabalho? Porque quem acaba por pagar somos todos nós.

Tudo bem que o Fundão é um município gigante, com muitas freguesias, povoações dispersas, mas que pagam impostos como os outros. Todos merecem um bom serviço sem penalizações acrescidas. Depois admiram-se com as assimetrias.

13 novembro 2008

Penteados...


Esta foto deve ter um contexto, mas da forma isolada como aparece, e com o texto que a acompanha, confesso que sorri quando a vi no blogue do Pedro Fiúza.
Os intervenientes são o presidente da Câmara do Fundão e o jovem presidente da Junta da Orca.

(Clicar na imagem para ampliar)